quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo

Atenção para as repetições: o bolo da O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo é gostoso, mas não é o melhor bolo de chocolate do mundo. Não sei se porque fomos com a expectativa láááááá no alto, ou se porque eu não achei aquilo parecido com bolo, mas o fato é que o nome é um tanto exagerado.

De qualquer maneira, vale a visita. Nós conhecemos a loja da Vila Madalena, na Rua Girassol. Achei grande, arejada e aconchegante, com bastante espaço e mesas, além de alguns lugares no balcão. Os bolos você vê assim que entra, expostos numa limpa redoma de vidro.


Pudemos escolher entre o tradicional doce e o meio amargo, e por mais que eu sempre tenda para o cacau, ficamos com o tradicional, já que era a nossa primeira visita. Dividimos um pedaço, beeeem doce, e foi o suficiente para matar a nossa vontade. Achei diferente do que estou acostumada, porque me lembrou mais uma torta em camadas do que um bolo. Não é uma fatia muito grande, mas é cara: R$ 7,90.


A história da receita é muito bacana. Carlos Bras Lopes, cozinheiro em Portugal, criou a fórmula do bolo sem farinha e com mousse de chocolate e servia como sobremesa em seu restaurante. Fez tanto sucesso que ele abriu uma confeitaria apenas para vendê-lo, e assim ela sobrevive em Portugal e aqui, com várias unidades. Dá pra entender porque ele se achou no direito de chamá-la de O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, né?

Gastamos na confeitaria R$ 16,39, incluídos aí uma fatia de bolo, uma água com gás, um refrigerante e os 10%. Nota 7, porque achamos o marketing melhor do que a receita.

A propósito, estamos atrás do nosso melhor bolo de chocolate do mundo. Se você conhece algum, indique pra gente!

*Imagens: Reprodução

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ritz (Itaim)

Já virou clichê dizer que alguns lugares de São Paulo são descolados. É uma palavra que simplesmente diz que há algo de diferente. Mas confesso que não existe outro adjetivo para definir o restaurante Ritz, que tem duas unidades em São Paulo: uma no Itaim, outra nos Jardins.

Eu e a Mari fomos à unidade do Itaim - e fazia tempo que eu devia esse passeio a ela. Chegamos debaixo de uma chuva chata, e logo fomos recebidos por atenciosos manobristas munidos de grandes guarda-chuvas.

O clima dentro do Ritz reproduz um ambiente cosmopolita. Dizem que lembra Nova York - mas NY não lembra São Paulo? Logo na entrada há um bar, onde se pode tomar drinques no balcão.


Mais pra frente ficam as mesas. Um detalhe que incomodou a Mari é a proximidade dos assentos. Realmente, se você for pra lá pra trocar uma idéia mais íntima, desista: seus restaurant-mates vão ficar sabendo da fofoca.

O que chama a atenção, mesmo, é que tem muita gente bonita no local. Varia de jovens a adultos, famílias e pessoas mais velhas. Garçons e garçonetes idem: são escolhidos a dedo.

O cardápio é simples: uma folha frente e verso, envolta em um plástico. Na frente, as opções de comes - entradas, saladas, massas, pratos, hambúrgueres e sobremesas. No verso, uma longa carta de drinques.

As opções de comida não são tããão variadas, nem fogem do básico. De entrada, pedimos bruschetas caprese. São três fatias de pão italiano com tomate picado e mussarela de búfala, ao preço de R$ 12. Ao ponto e bem feitas, são uma opção legal para começar a brincadeira.

Massa, salada ou prato algum me chamou a atenção - apesar de haver opções de pratos menores ou maiores, com variações de preços. Por isso, apostamos nos hamburgueres, que custam entre R$ 20 e R$ 35. Eu pedi um Ritz - 200g de carne, queijo gorgonzola, tomate e alface, com fritas acompanhando. Achei o lanche honesto, saboroso e bem preparado. Porém a porção de batatinhas exagerada. O prato ficou totalmente desequilibrado.

O mesmo se aplicou à Maricota, que pediu um lanche Jubileu, rechado com rúcula e queijo emmenthal, acompanhado de onion rings. Ela disse que curtiu, mas também não soltou fogos pelo prato. Deixou boa parte das onions para os cachorros.

A Vejinha já elegeu o hamburguer do Ritz como o melhor da cidade por diversas vezes. Sinceramente, não achei isso tudo. Estava ótimo, bem preparado e temperado, mas não foi o melhor que comemos na capital. Diz a lenda que os bolinhos de arroz são ótimos, tanto de entrada quanto de acompanhamento para os lanches. Da próxima vez, veremos.

A conta deu R$ 88, um preço justo pelo que comemos, pelo tempo em que fomos servidos e pela qualidade e simpatia do atendimento. Atenção: pagos com VR! Darei nota 7 para o Ritz porque gostamos muito do lugar, mas o restaurante precisa tornar os pratos mais atrativos para que voltemos mais vezes lá.

* Imagens: reprodução

domingo, 17 de janeiro de 2010

Mori Sushi

Por alto, já tinhamos ouvido falar no Mori da Barra Funda, restaurante japonês onde o grande barato é se sentar no balcão e acompanhar o sushiman preparando as delícias na sua frente, a seu gosto. Se ninguém tivesse nos dado a dica, não descobriríamos o restaurante. Quando chegamos, ficamos perdidos entre descer pra "garagem" ou subir as escadinhas que levavam a salões com mesas. O piso do balcão estava lotado, ficamos com cara de interrogação e nenhum dos vários garçons que passou pela gente parou pra dar um "boa noite" e nos encaminhar à mesa, ao balcão ou à espera. Fomos até o caixa pra saber que teríamos de pegar uma senha e aguardar até dois lugares serem liberados no balcão.

Voltamos para a "garagem" e nos sentamos numa mesinha à espera da nossa vez. Quem disse que alguém parou para perguntar se gostaríamos de beber algo? E quem disse que, quando pedimos um refrigerante, ele chegou rápido à mesa? O garçom parava a cada minuto pra bater papo com algum cliente mais assíduo e se esquecia completamente daqueles não tão habitués. Também achamos meio zoneada a questão das senhas. Várias pessoas chegavam, não sabiam o esquema, ameaçavam se sentar nos lugares vagos que só estavam à espera de uma - demoradíssima - limpeza. Cinquenta minutos depois, lá fomos nós jantar.

Sabe... fiquei com a impressão de que eles se acham no direito de acabar com a sua paciência só porque depois você vai bater um papo muito legal com o sushiman e comer vários sushis deliciosos, fresquinhos, preparados com capricho. Combinações diferentes, da maneira que você pedir, e mais alguma surpresas que o chefe vai preparando no decorrer da conversa.

Cada sushiman atende até seis pessoas, o suficiente pra não empanturrar e pra que a conversa entre você e ele não seja uma coisa forçada. Imagina só o cara de estátua na sua frente enquanto você tenta decifrar todos aquela sabores com calma?

Mas vamos ao menu: sashimis de salmão e peixe branco, porque não quisemos atum; Sushi de camarão empanado no meio do rolinho de arroz com finíssimas fatias de salmão e manga por cima (adorei esse!); Sushi de skin, a pele do salmão muito utilizada no temaki (delícia também!); camarões empanados com molho tarê, sushi de acelga com toque de limão e mais um monte de criações que desceram muito bem até os nossos estômagos!

No balcão se come muito. Muito. Portanto, a dica é não desperdiçar espaço com temaki, por exemplo. O resto das comidas típicas do rodízio nós não pedimos, e confesso que não sei se estão incluídas no valor. Ato falho, e quem puder nos ajudar com isso, por favor, deixe nos comentários!

Pagamos R$ 110. Pelo rodízio, achei bem justos os R$ 47 por pessoa. Só pagamos os 10% por causa do ótimo atendimento no balcão, senão... Mais alguns refrigerantes e voilá o valor total, pagos com VR.

Papo muito bom, comida fresca, boa e bem preparada, mas achei muito desrespeitoso o tratamento que o Mori dá a seus clientes. Da chegada até a hora em que você se senta ao balcão. Depois disso, a coisa melhora na mão dos simpáticos e talentosos sushimen (nota 10 pra eles). Podemos ter dado um enorme azar, mas não ficamos com vontade de voltar ao Mori tão cedo. Nota 4.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Insalata II

O Restaurant Couple finalmente volta das férias e nada mais justo do que começar do começo. Por isso, o primeiro post de 2010 será sobre o Insalata, restaurante localizado nos Jardins que inaugurou esse blog. Vocês se lembram?

Pois é, quase um ano depois voltamos lá. O restaurante sofreu algumas reformas e foi ampliado. Uma casa ao lado foi acoplada ao projeto, e agora quem chega pode se sentar no balcão e tomar uns drinques, enquanto espera um lugar ao sol. O local manteve o charme de antes, ganhou novos ares e se adequou à grande demanda de clientes. Nota 10 pela iniciativa e pelas mudanças!


O cardápio permanece o mesmo. É sempre bom abrir o menu e encontrar opções criativas de saladas. Quem preferir, pode arriscar um risoto, uma massa, uma carne. Eu e Maricota apostamos no óbvio, novamente, e creio que nos demos bem.

De entrada, fomos de Bruschetta Especial - com queijo brie, mel e presunto cru. Havíamos nos apaixonado pelo prato anteriormente, e repetimos a pedida. Para nossa surpresa, ele chegou em menos de 5 minutos à mesa e não estava caprichado como antes. Parece que não foi aquecido no forno, e sim no microondas. Fala sério: uma obra-prima não pode ser destratada dessa forma. Principalmente quando a entrada custa R$ 21.

Como prato principal, pedi Quiche Lorraine (queijo e presunto) com salada Mantova - mix de folhas, mussarela de búfala, frango defumado, champignon, queijo parmesão, alcachofras, tomate cereja, batata palha, crispies de bacon e molho à base de azeite extra virgem. A salada era deliciosa, no ponto, perfeita. O quiche estava ótimo, mas aviso aos navegantes que a criança é bem servida. Por isso, se for pedir um prato desses, aconselho não pedir entrada.

Maricota foi de Quiche de Alho Poró com salada Parma - mix de folhas, lascas de presunto tipo parma, queijo brie aquecido ao molho vinagrete de pera. "Amei", foi a definição da senhorita. Ela achou que o molho de pera estava muito leve e saboroso, combinando com o queijo brie. Pena que não aguentou o quiche até o fim!

Na hora de pagar, dividimos a facada, que deu R$ 104. Apesar de termos comido salada, em essência, esse é um programa caro. Você paga pelo ambiente, pelas folhas frescas e por um cardápio variado, com saladas muito bem montadas.

O casal acha que vale a pena, aprova as reformas do restaurante, mas sente pela entrada aquecida no microondas. Nota 7 para o Insalata, porque ele foi o grande start desse blog e precisa manter o nível lá em cima!