domingo, 3 de março de 2013

Um abraço e até logo

Leitores, olá.

Depois de 7 meses, cá estamos pra dar uma satisfação sobre a falta de posts no glorioso Restaurant Couple.

Pisamos no freio por um simples motivo: está absurdamente caro comer em São Paulo.

Não dá, está fora do razoável e aceitável. Resolvemos boicotar os programas gastronômicos para focar em outras prioridades.

Fica aqui o protesto para os especialistas do ramo: por favor, usem a faca apenas na cozinha. Enfiá-la na clientela é sacanagem.

Deixaremos o conteúdo já publicado disponível a quem interessar. Pelo menos por um tempo. Só alertamos que cardápios, atendimento e conceitos mudam. Alguns dos restaurantes que resenhamos talvez nem existam mais.

O casal continua unido, mais do que nunca! Quem sabe novos projetos não pintem daqui alguns meses?

Obrigado pela força de sempre e continuem por perto.

Abraços,
Gab's e Mari

domingo, 24 de julho de 2011

Ritz (Alameda Franca)

Recentemente eu e Maricota comemos um lanche não muito legal num lugar não muito bacana, e - como criança quando começa a brincar com a comida - acabei me distraindo durante a refeição. Prestei atenção no queijo.

Vi que o queijo derretido foi endurecendo, endurecendo, e nas mordidas derradeiras já estava duro. E queijo duro depois de derretido fica envelhecido, não é bom.

As perguntas surgiram: como fazer um lanche que fique ponta firme até a última mordida? Qual é o ponto do queijo? Que queijo harmoniza melhor com hamburguer? Qual fica derretido por mais tempo? Como não grudá-lo no pão - naipe X-burger da lanchonete da escola, lembra? Aquela mussarela borrachenta, meio quente meio fria...

E finalmente: hamburguer precisa vir com queijo? Precisa ser cheeseburger, não pode ser só burger?

Até que me lembrei que recentemente tivemos uma experiência bem bacana de hamburguer sem queijo. Foi no Ritz da Alameda Franca.

Pra começar o ambiente dessa unidade é bem legal. Um salão apertado e um mezanino mais apertado ainda se unem por mesas... apertadas. Chegamos por volta das 14h de um sábado, e ficamos cerca de meia hora lá fora esperando uma mesa, enquanto bebemos uma Heineken. Restaurante in tem dessas...

O cardápio não deixa muitas opções, naquele estilo que só Spot e Ritz imprimem à carta: pratos simples com preços exorbitantes. Aliás, os preços de restaurantes hoje estão extremamente longe do razoável, é de perder o tesão.

Como estava tudo muito caro, resolvemos apostar em algum hamburger. Há várias opções por preços honestos.

De entrada, bolinhos de arroz (também famosos). São ótimos, mas os da dona Hilda-minha-mãe dão um pau. O grande destaque é pro relish de pepino adocicado que acompanha - compõe muito bem!


Logo depois chegaram os pratos. Eu pedi um Diamond Special, hamburguer de 200g com sauce hollandaise (molho ótimo, leve, que não rouba o sabor), acompanhado de uma salada ótima, fresquinha. No meu caso, carne bem passada - mas não esturricada:


Maricota pediu um Hamburger Poivre, no pão com gergelim - também acompanhado de salada.


Eu saí de lá com a certeza de que comi um dos melhores hamburgueres da minha vida. Tempero na medida, carne saborosa, com uma consistência ótima. Não desmanchava, mas também não eram aqueles blocos de carne moída geralmente suspeitos. Honestíssimo. Combinou direitinho com a salada. E não fizeram falta o queijo e o pão! Talvez essa descoberta tenha sido o grande tempero da refeição.

Maricota gostou bastante, também, mas não a tal ponto. O almoço foi ótimo, saímos de lá muito satisfeitos com o atendimento, com a curta demora para os pratos chegarem à mesa, com o ambiente e com a conta: R$ 91, inclusos o serviço, a entrada, a cerveja - pagos no VR!

Já havíamos ido a outra unidade do Ritz, e tinha ficado uma sensação de que o hamburguer não era tudo isso. Dessa vez, superou as expectativas. Nota 10 pro Ritz da Alameda Franca e a certeza de que, vez ou outra, há vida sem queijo. Ah, e se alguém tiver pistas de qual é o melhor queijo para montar lanches, por favor, compartilhe!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Por que não usamos sites de compras coletivas

Por uma questão de princípios, eu e Maricota nunca nos interessamos pelas promoções oferecidas pelos sites de compras coletivas. Sempre ficamos com dois pés atrás: quando a oferta é muito atraente, pode contar que o produto final nunca estará à altura.

Dito e feito. Nos últimos meses, percebemos que diversos amigos foram verdadeiramente enganados por cupons e vouchers que prometiam experiências fantásticas - e as compras, feitas no impulso, nada mais traziam do que decepções.

Quem corrobora é a querida amiga Kica, que gentilmente nos ofereceu o seguinte testemunho:

"Se quiser se frustrar em uma noites destas, vá ao Carambolla. Tem cara de bistrô, é bonitinho, mas não entrega o que vende. Já fui duas vezes e a experiência foi péssima. Há alguns dias, eu e um grupo de amigos fomos saborear um rodízio de sopas. Compramos um voucher num site de compras coletivas. Eles prometiam 9 variedades. Tinham duas! Depois de reclamarmos, eles fizeram um caldinho de feijão só para a gente. E olha que o restaurante estava lotado! Cheio de gente com o voucher na mão! Fico pensando que estas pessoas, que compraram o direito de escolher entre 9 sopas, acabaram tendo que se contentar com duas opções de mandioquinha: com batata e com cenoura! Depois de meia hora, eles colocaram um creminho de aspargo – bem salgado, aliás.

Ao final, pedimos crepe de sobremesa, com sorvete. Veio sem sorvete. Quando reclamamos, eles disseram simplesmente que não tinha. Não avisaram e não descontaram do valor do prato. Uma enganação.

Quando ouvirem Carambolla fujam! Porque é um roubada, das grandes... Pelo menos a entrada estava gostosa: queijo coalho com geléia de pimenta e mel. Se não fosse essa “entradinha” de 16 reais e 50 centavos e a companhia alegre dos amigos, a noite teria sido um completo fiasco."

Deu pra sentir o drama, não é?

Essa é a parte dos clientes. Agoram vamos à outra parte: a dos que servem os clientes.

Há alguns dias, ouvi uma reclamação de garçons no excelente Emprestado. Era terça-feira e parecia véspera de Natal - quando tudo está às traças, todo mundo cansado e querendo ir pra casa.

Levei um amigo lá para provar as delícias e especialidades brasileiras. Péssimo dia, porque a cozinha estava completamente desfalcada. Motivo: o restaurante vinha de duas semanas sem descanso, só recebendo clientes de sites de compras coletivas.

Os garçons se diziam exaustos, sem folgas, pausas etc. Falaram que o restaurante nunca esteve tão cheio, e que a exigência dos clientes era opressora. Os pratos terminavam muito rápido, o fluxo de pessoas era enorme - e o restaurante não aumentou o número de funcionários, nem de comida para o contingente. Pode ser reclamação de funcionário de saco cheio com o chefe, mas pode ser reclamação de gente que dá o sangue pelo trabalho.

Quem se deu mal foi o cliente da semana seguinte (no caso eu e meu amigo), porque só havia dois, DOIS pratos do cardápio disponíveis.

Nessa história de sites de compras coletivas, tem interesse de todos os lados: é cliente querendo pagar menos e querendo receber pelo que lhe foi oferecido, é dono de restaurante querendo aumentar o movimento da clientela, é site querendo ganhar dinheiro em cima da gana pelo dinheiro de ambas as partes.

Eu e Maricota estamos fora desse jogo.

sábado, 4 de junho de 2011

Marcelino Pan y Vino

Fomos apresentados ao Marcelino Pan y Vino por um casal que já virou figurinha carimbada no blog: Rafa e Beca.

O restaurante é dos mesmos donos do já tradicional Lola Bistrot. Grata surpresa! A casinha agradabilíssima que fica na rua Girassol, na Vila Madalena, ganhou um ar muito charmoso depois da reforma tocada pela mesma trupe que deu um tapa no Lola. Lugar arejado, charmoso e confortável: quer mais o quê?

O nome do restaurante, cá entre nós, já é muito simpático. Remete a um livro espanhol homônimo, de José María Sánchez Silva. A casa traz referências de cozinha contemporânea e baixa gastronomia feitas com muito capricho e pitadas do mundo todo. No cardápio é possível encontrar lanches, sanduiches, entradinhas típicas de bar, saladas, tortas e alguns pratos, como massas. A maioria das opções varia de R$ 20 a R$ 30: honestíssimo! Há também uma carta de vinho considerável - mas, como não somos especialistas, não vamos meter o bedelho.

De entrada, pedimos duas porções deliciosas. A primeira: polentas em cubo, empanadas, acompanhadas de fatias fininhas de calabresa. Precisa dizer que estava ótimo?


Chamou atenção a geleia de pimenta - muito, muito saborosa! A outra porção foi de brusquetas de shimeji. Olha só:


Estava bem gostoso - mas como observado pela Beca, o shimeji poderia vir quente.

Para beber, eu e Maricota pedimos sucos de laranja e melancia. Muito refrescante!


Ah, a casa ainda oferece água de graça. No jarro - o que nos deixa livres para nos servirmos quando bem entendermos.

De prato principal, apostei no durum: um sanduiche turco enrolado em pão sírio. O recheio? Linguiça de javali, mussarela, legumes, cebola adocicada e hortelã. Se liga que beleza:


Atenção: o recheio do durum é muito generoso. Por ter feito o pedido à noite, acho que exagerei. O durum vem com muita linguiça de javali, e a mussarela ajuda a deixar o prato ainda mais pesado. Achei a pedida ótima, muito bem preparada - mas só a repetiria se voltasse ao Marcelino no almoço.

Maricota pediu um hamburguer muito bem preparado, ao ponto e alto. Gostou muito do tempero dele. Ela pediu a opção que vinha com molho barbecue e raiz-forte da casa - que ela também adorou, por ser picante na medida certa. Olha só:


Os pratos não demoraram a chegar, e o ambiente agradabilíssimo colaborou para que nossa experiência fosse sensacional. O atendimento, desde o começo - quando aguardamos por cerca de 20 minutos para nos sentarmos - foi muito atencioso. Sem afobação, as garçonetes dominavam o cardápio de cabo a rabo e nos atenderam sem grandes sobressaltos.

A conta deu R$ 80 por casal - mais um motivo para o Marcelino ganhar nota 10.

Aí volto a uma questão que coloquei em evidência no post anterior, sobre o Oryza. Não é preciso cobrar os olhos da cara para oferecer pratos que surpreendam, com serviço bacana, num ambiente super confortável. Mal comparando, no Marcelino pagamos a metade do que havíamos pagado no Oryza para ter uma experiência tão gratificante quanto. É uma linha tênue, mas dá pra notar a diferença?

domingo, 8 de maio de 2011

Oryza

Chegamos ao Oryza depois de ler esse depoimento de JB, um dos caras mais ranzinzas que eu já li, mas um dos melhores blogueiros de restaurantes de São Paulo. Faz parte de uma classe de conhecedores - e não de aventureiros, como humildemente nos mostramos aqui no RestCouple.

Bateu vontade de ir lá depois que li que o carro-chefe do restaurante era o "arroz". Vai dizer: como dá pra ousar em cima de arroz? Que tipo de prato pode ser tão caprichado assim? Como um acompanhamento pode ser tornar prato principal? Que restaurante pode ser especialista em arroz, afinal?

O ambiente do lugar me deixou com a pulga atrás da orelha. O restaurante fica onde antes era o tradicional AK. O térreo do sobradinho parece um pouco apertado e é barulhento. As conversas ecoam abusivamente. O zum zum zum de três - apenas três - mesas ganha volume quando turbinado pelo som ambiente de um jazz lounge nada a ver com o clima do lugar. Achei um pouco inconveniente.

Ponto positivo é a parede, onde tem um grafite bem simples, com um traço bem bacana, assinado por Finok. Lá no alto, a palavra "arroz" está grafada em várias línguas - do alemão ao francês, do inglês aos ideogramas orientais. Oryza sativa, por sinal, é a palavra científica para arroz - e que deu origem ao nome do restaurante.

Fomos bem recebidos desde o começo. Garçom atencioso e esforçado. Mas via-se que era meio espalhafatoso, afobado. Sabe quando a pessoa não transpira calma? A prova veio a dois minutos de pagar a conta, quando ele foi colocar água no copo da Mari e jogou metade fora. Bom, mas novamente faltou elegância.

Falando na água, detalhe bacana: o lugar serve água à vontade e de graça. Ponto a ser melhorado: não é legal o garçom ficar te servindo o tempo inteiro. Interrompe a conversa e deixa sempre o coitado do garçom com uma preocupação a mais. Requinte desnecessário! A sugestão é deixar uma jarrinha em cada mesa, com cada cidadão se servindo quando faltar água no copo.

Os cardápios são bem minimalistas. Agora cardápio estilizado está na moda! Esse aqui criaram com base nas pranchetas de trabalho:


Aliás, o cardápio de vinhos é mais vasto que o de comida!

Na chegada, o garçom logo alertou que não tinha o couvert de pão de arroz e manteiga queimada. No lugar, era oferecido o suppli - bolinho de risoto, com queijo derretido dentro, e uma geleia de pimenta acompanhando. Saca só:


Aceitamos pela curiosidade - e estava muito gostoso, principalmente pela geleia. Mas depois descobrimos que pagamos quase R$ 12 para cada um comer... 2 bolinhos. Sacanagem ou não?

De entrada, ainda dividimos uma porçãozinha de arroz vermelho com camarão, hortelã, manjericão e molho vietnamita. Grata surpresa pela apresentação, pelo sabor marcante e fresco, e pela combinação perfeita de elementos!


Quem nos serviu foi o proprietário da casa em pessoa, que deve ter olhado na nossa cara, avaliado que éramos moleques e desistiu de trocar uma idéia. Que somos moleques é verdade, mas ele perdeu a grande chance de conquistar dois blogueiros chatos.

E então partimos pro ataque principal. Há 9 opções de pratos de arroz. São todos exóticos, e fica difícil de escolher!

Eu fui na opção "arroz de pato". Arroz sênia com coxa confitada, quatro fatias de linguiça portuguesa e foie gras ralado. Saca só:


Bem gostoso, com tempero na medida. O arroz sênia é um grão espanhol geralmente usado em paellas - então você já deve saber da delícia que estou falando. Mas tenho um adendo. Confesso que tenho o costume de fazer 'massarocas' em casa. Avalio bem o que vou comer e de repente junto tudo numa grande mistura de arroz, feijão, salada, tomate, carne desfiada ou em cubinhos, batata, shoyu e assim vai... é uma mania que me apetece. Pois bem, tirando o arroz delicioso e macio, meu prato lembrou-me das massarocas caseiras, já que não senti tanta diferença nos sabores dos ingredientes. Nada realçava - exceto as fatias de linguiça, claro. O foie gras ralado, coitado... nem deu sinal de existência, foi mero requinte pra falar que estava chique.

Maricota foi no "risoto negro de tinta de lula", com arroz vialone nano, umas 8 lulinhas em cima e um toque de limão sisciliano que deixa o conjunto num azedinho bem leve e saboroso. Uma delícia!


Esse tipo de arroz é um dos preferidos dos chefs para preparar um bom risoto. Li agora há pouco que é o mais indicado para harmonizar com frutos do mar - e no prato da Maricota deu certo! O prato ficou muito bem harmonizado, apesar de a tinta de lula não ser tão saborosa a ponto de nosso paladar infantil perceber um realce muito apurado. Só percebi que a boca da Maricota ficou preta!

Ah, a casa ainda oferece massas (que não estavam sendo servidas no dia em que fomos), peixes e carnes.

De sobremesa, atacamos panna cotta de sucrilhos com calda de nutela à parte. Olha só que show de bola:


Sobremesa impecável, incrivelmente leve e extremamente saborosa. Eu acabei tomando um café Fazenda Pessegueiro que não conhecia, mas é uma delícia! Bem cremoso, pouco amargo e leve... gostei bastante.

Com a conta chegando à mesa, vimos que a brincadeira deu R$ 160. Comemos super bem e fomos bem atendidos; a comida realmente é artesanal e diferente, mas não vale tudo isso. A casa precisa passar por uns ajustes pra começar a exigir essa grana da clientela.

A contar: o ambiente poderia ser menos barulhento, o atendimento menos afobado e definitivamente deveria haver mais opções de pratos de arroz. Se é o carro-chefe, por que não umas 15 opções de prato? Por que há tantas opções de vinho em relação à variedade de opções de arroz? Aliás, ultrapassar a barreira dos R$ 40 é facada, né? Nossos dois pratos custaram R$ 44 cada um, poxa. Tudo bem que você tem a opção de pedir uma versão reduzida do prato, mas ainda assim acho um exagero.

Por outro lado, saímos com a certeza de que é, sim, possível existir um restaurante especializado em arroz, com pratos diferentes, requintados e deliciosos. De que ainda há bom gosto na culinária - e que ousadia é sempre um ingrediente que nos agrada muito.

Ótima descoberta de um restaurante que tem tudo pra ir pra frente. Só vimos gente ao nosso lado elogiando a comida, que realmente surpreende pelo ineditismo. Nota 8 para o Oryza.

domingo, 1 de maio de 2011

Opakee

Esse casal que vos escreve vive atrás de lugares novos para comer. Desde que começamos o blog, a gente tenta diversificar as escolhas, embora bons restaurantes sempre recebam a nossa visita mais de uma vez. Como os amigos sabem do nosso gosto, vira e mexe recebemos sugestões. Lemos outros blogs da mesma linha que o nosso. Pescamos alguma novidade em revistas e jornais. As fontes são variadas.

O lugar que conhecemos num sábado depois de ler uma avaliação no ótimo blog Brincando de Chef chama-se Opakee e é uma pequena casinha na Vila Madalena especializada em waffles. Foi um acaso daqueles bem interessantes. Gabi leu no blog dias antes, nós fomos passear no bairro por outro motivo e demos de cara com o lugar. Como resistir a essas armadilhas calóricas?



Entramos. E levamos com a gente um casal querido, a Beca e o Rafa, que já deram as caras neste blog em outras ocasiões. Acho que o espaço deve abrigar umas quatro mesas na parte interna e mais uma na calçada. Estava cheio, a gente tentou uma comunicação com o dono, que descobrimos ser belga. Tá explicada a temática da casa! O gringo, um pouco impaciente, fala um português bem enrolado (e não seria diferente), mas extremamente entendível! Uma mulher brasileira - mulher ou namorada dele - ajuda no salão. Os dois atenciosos.

A casa serve waffles doces e salgados, e confesso que minha boca salivou por um com recheio de nutella. Mas o nosso casal amigo é light e escolheu um salgado bem levinho, de muzzarela. Aprovado pela dupla!



Gabi curtiu um outro, também salgado, que me pareceu interessante. Como a proposta era dividir porque já estavamos de barriga cheia, topei. A nossa escolha foi queijo de cabra com rúcula e mel. Muito gostoso! A massa é alta, bem fofa por dentro e crocante por fora. O queijo de cabra é forte e veio na medida e o mel casou muito bem com a rúcula. Doce e ardido em harmonia. Ó que bonito:



A Vila Madalena é cheia de cantinhos especiais. Esse é mais um deles. Não recomendo o Opakee para um jantar com J maiúsculo, acho que é aquele tipo de comida que cai muito bem depois que você passa a tarde caminhando pelo bairro e quer sentar, bater um papo e beliscar alguma coisa diferente. Tem algumas opções de cervejas belgas pra acompanhar. Acho que, inclusive, é essa mesmo a proposta do lugar, que fecha às 20h nos dias mais movimentados, como o sábado.

Não lembro o valor exato da conta, mas cada casal pagou cerca de R$ 30 por um waffle salgado, uma água e os 10%. Adoramos o clima do lugar e o sabor de carro chefe da casa e recomendamos a visita. Nota 10.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

L'Osteria del Generale

Dica rápida sobre uma cantina simples, aconchegante, com atendimento espertíssimo e comida deliciosa.

Outro dia fomos apresentados à Generale pelo casal de amigos Porti e Helô. O restaurante fica na Rua Pamplona, nos Jardins. Fomos numa trempa de umas 10 pessoas pra detonar o que estivesse à frente.

Logo na entrada já nos sentimos em casa. Mesas de madeira com toalhas xadrez, ventiladores, famílias inteira sentadas à mesa... além de camisas de time de futebol penduradas no teto. Quer ambiente mais ítalo-tupiniquim que esse?

Sentados à mesa, fomos servidos muito bem do começo ao fim por dois garçons muito simpáticos. Caras que sabem onde trabalham, veteranos que gostam da coisa e que dominam o cardápio do começo ao fim.

De entrada, atacamos umas azeitonas pretas gigantescas, uma cesta de pão italiano com sardela e berinjela curtida, além dessas torradinhas temperadas com parmesão, alho e umas ervinhas bem saborosas. Advinhe só? Nos empanturramos.


Então pedimos os pratos. Atenção: um prato serve duas pessoas facilmente. Eu e Maricota fomos de gnocchi com almôndegas. Massa artesanal - deliciosa! - com molho bem temperado (daquele que você sente o gosto de tomate, mesmo, sabe?). Mas estávamos tão cheios de torradas, pão italiano e azeitonas que as almôndegas acabaram sobrando no prato...


Resultado: saímos rolando de lá! Com cervejas e refrigerantes, pagamos cerca de R$ 50 por pessoa. Ponto positivo: a Generale aceita VR.

Lá fora, os manobristas trazem seu carro e não cobram pelo serviço. Se você se sentir à vontade, deixa um troco pra rapaziada. É ou não é um restaurante família?

Nota 10 pelo serviço, pela comida e pelo ambiente aconchegante. E pela conclusão: faltam restaurantes em São Paulo que te lembrem que, para ter uma experiência bacana, basta apostar no óbvio e no simples.