sexta-feira, 30 de outubro de 2009

D'Olivino - o retorno

A Restaurant Week acabou e deixou como marca o D'Olivino, a nossa grata surpresa da edição. Você se lembra? Pois bem, eu estive lá novamente, dessa vez com a mamãe, depois de uma tarde mãe e filha melhores amigas muito, muito gostosa. Eu me lembrei do D'Olivino de supetão, depois que nos esquecemos do relógio e nos lembramos da hora apenas quando nossas barrigas começaram a xiar com força. Já eram 17h, e que lugar estaria aberto pro almoço? Pra ter certeza de que as portas estariam abertas, o Gabi salvou a gente ligando lá e reservando uma mesa. Ai, que chique.

Nós chegamos por volta das 17h30, e encontramos outros esfomeados atrasados como nós. Havia mais umas seis mesas ocupadas, por casais em especial. Estava uma tarde de sábado gelada, e os namorados aproveitavam pra encostar os corpos enquanto comiam e bebiam vinho sem pressa. Um cenário bem aconchegante. Eu e minha mamis até podíamos arriscar um abraço, mas não adiantaria. Friorentas do jeito que somos, só uma manta bem quentinha pra salvar! Essa foi a única reclamação dela, que foi ao D'Olivino pela primeira vez: a casa é bem gelada e aberta, e o frio deixa o almoço desconfortável pra quem, como nós, sofre com qualquer ventinho. Mas nada que um daqueles aquecedores similares a um poste não resolva.

Fora o friozinho, só elogios. Eu sugeri que pedíssemos de entrada as bruschettas que eu comi com o Gabi da outra vez, aquelas tradicionais e as de cogumelos. Antes que elas chegassem a mesa, porém, aterrisou por ali um couvert generoso e muito bom. Eram várias paezinhos e antepastos (não me lembro exatamente, mas acho que manteiga temperada, beringela, sardela) e o ítem fofo, um mini - mini mesmo - pão italiano servindo de prato para um cremoso e bem temperado creme de queijo. A gente se arrependeu de ter pedido entrada, embora as brusquettas também estivessem deliciosas!

O meu principal foi um cordeiro ao molho de canela e vinho com uma massa em formato de arroz (não me lembro o nome, sorry!) no molho de tomate. A começar pelo cheiro delicioso, imprescindível pra que a gente decida se aventurar num prato, tudo estava perfeito. A carne macia e no ponto regada nesse molho marcante mais a pequena porção desse macarrão diferente e levinho combinam muito bem! Minha mãe, um pouco mais light do que a filhota (como sempre!), escolheu um robalo com risoto de cogumelos e frutos do mar que estava igualmente interessante. Ela aprovou.

Além de toda essa comida, tomamos um refrigerante cada uma e resistimos às sobremesas. A conta deu R$ 140, incluídos os 10%, que mais uma vez foram muito merecidos. Da porta à mesa, e vice-versa, o atendimento no restaurante é excepcional. Como já comentei aqui algumas vezes, acho extremamente simpático quando o garçom pergunta se tudo está de acordo, se pode ajudar a escolher o prato, ou seja, a decifrar o cardápio, e lá é sempre assim. Não tem como se sentir desamparado.

Vou manter a nota 10 do D'Olivino, é claro. E espero que as minhas andanças com o Gabi proporcionem mais almoços gostosos entre mãe e filha. É pra isso que esse blog se presta também!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Zé do Hamburguer

Ultrapassou os limites da tradição, virou lei: sábado e domingo são dias de encher o bucho.

No último sábado, então, o casal esteve pela primeira vez no Zé do Hamburguer, famoso reduto de lariquentos em Perdizes. A sugestão foi dos gêmeos irmãos da Mari, que frequentam tanto o local que só faltam as carteirinhas de sócios. Caio e Gui nos deram a honra da companhia, para apresentar as delícias da casa.

A lanchonete fica numa casinha bem apertada. Logo que você chega, já sente o cheiro de hamburguer na chapa e quer se sentar nos banquinhos do balcão - única opção para quem deseja ficar no andar térreo. Eram 23h15 e não havia lugares suficientes, então subimos para o primeiro andar - onde há 7 mesas, com bancos onde cabem no máximo 6 pessoas por mesa.

Pra não fugir à tradição, o Zé do Hambúrguer também curte um ar retrô. Anúncios antigos da Coca, fotos da Marilyn e do Elvis não morreram. Ah, os garçons devidamente uniformizados e a jukebox também não poderiam faltar.

Vamos ao rango: eu, Caio e Gui pedimos as famosas Batatas do Zé. A porção de batatas cortadas à mão é bem generosa, serve três pessoas facilmente se for apenas uma entrada. Como ela nos serviu de prato principal, cada um mandou ver numa porção. As batatas vêm cobertas com camadas de queijo mussarela e cheddar, além de alguns pedacinhos de bacon. É delicioso e bem diferente, a combinação cai muito bem.

Olha a apresentação do prato (os bacons não são mais tão gigantes como mostra a foto, vêm cortados bem miudinhos):


A Mari pediu lanche - foi de hamburguer com catupiry. Pelo que eu experimentei e pelo que ela disse, estava bem gostoso, com bastante catupiry.

No cardápio da lanchonete ainda há Coca Cola com sabores (baunilha, cherry etc). Pedimos uma Cherry, porque a Mari ficou super curiosa e quis provar. Não preciso nem dizer que os gêmeos se apoderaram rapidinho da criança, né?

No fim das contas, pagamos R$ 95, com os 10% de serviço. Preço justo pelo que consumimos. O Restaurant Couple adorou. Nota 10 para o Zé do Hamburguer porque o local, mesmo que pequeno, é agradável, a comida é bem feita e deliciosa - e melhor: o Zé aceita VR.

Aguardamos as próximas sugestões, Caio e Gui!

E você, já foi ao Zé do Hamburguer? Tem alguma outra lanchonete para nos sugerir? Deixe seu comentário!

*Imagens: Reprodução

domingo, 25 de outubro de 2009

Viciado em tudo isso (Mc Donald's)

É simplesmente injusto exigir que a geração Coca-Cola odeie Mc Donald's. Quando crianças, colocaram na nossa cabeça que o McLanche Feliz era legal - e obrigávamos nossos pais a frequentar o Mc ao menos uma vez por mês só para ganhar um brinquedinho novo.

Na adolescência, o Mc é como um ponto de escapismo. Você consegue se desprender dos pais e vai com os amigos ao shopping. Depois de um cineminha, bate a fome e alguém solta: "vamos ao Mc?". Sim, claro... pra onde mais iríamos? Então os meninos se apaixonam pelo Big Mac, porque é o maior lanche de todos - e você quer provar que aguenta "tudo aquilo". Já as meninas começam a variar os lanches, porque elas sempre estão um passo à frente.

Aí você começa a dar uns peguinhas numa paquera, mas ainda não tem carro. Nada melhor: faça o mesmo programa de antes, só que agora de mão dada. Aí, para provar que você é um ficante legal, pede o mesmo lanche da sua companheira e descobre que o Mc tem muito mais a oferecer. A explosão de sabores é fascinante.

Vem a Copa do Mundo, você prova lanches de "diversos países". Então vem uma campanha de "conheça todos os lanches", e lá vai você provar um por um, número por número - inclusive o de peixe. Peixe?


E então você tira a habilitação de motorista e começa a rodar pela cidade. Come em lanchonetes diferentes, em restaurantes bacanas e até se esquece da maior rede fast food do mundo.

Melhor: cria um blog de gastronomia porque quer dividir experiências com a galera e simplesmente risca o Mc Donald's das possíveis saídas.

Então, num desses lapsos de ex-viciados, você e sua namorada percebem que o Mc é a saída mais rápida e prática para matar a fome quando vocês estão em dois carros separados numa sexta-feira à meia-noite. E lá fomos nós.

Os pedidos: um Quarteirão para a madame e um Cheddar McMelt para o cavalheiro.

Daí a gente começou a reparar porque tentou sair dessa vida. Cito:

1. A bandeja estava suja de catchup e de sal antes mesmo de os atendentes servirem o pedido. Conclusão: o povo da limpeza não fez a funça;

2. Duas moscas ficaram zanzando na nossa mesa, uma até entrou no pacote de batatinhas. Mosca vai atrás de carniça. Conclusão: você está comendo algo parecido com podre;

3. Quando você abre a caixinha do lanche, olhe para a tampa. Invariavelmente, ela estará com uma mancha nojenta de gordura e/ou de sangue. Conclusão: ... precisa de conclusão?

Por essas e outras, o casal confessa que tem lutado contra o vício McDonaldiano com muito afinco. Ronald e sua turma não têm graça faz tempo, mesmo assim habitam nossas mentes como se fosse preciso comer um McLanche para ser feliz.

Destilamos uma nota 2, porque as batatinhas e os nuggets continuam sensacionais, e porque o preço ainda é dos mais baratos. E mais: a rede aceita VR!

Um convite aos visitantes: contem suas historinhas perversas sobre o Mc e o seu vício. Quem sabe a gente não publique um livro, faça um protesto e até ganhe um lanche de graça?

*Imagens: Reprodução

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Boteco Bohemia - façam suas apostas!

Sexta edição do Boteco Bohemia rolando e até então eu e Gabi não tínhamos título de eleitor. A gente nunca esteve num bar concorrente durante o mês do concurso. É até pecado contar isso...


Mas o fato é que dessa vez eu fui fuçar pra ver se algo atiçava meu paladar e tudo me bota água na boca! Coisa de gorda ou os caras estão cada vez mais caprichosos na apresentação dos pratos? Nós conhecemos alguns dos botecos participantes, mas nunca comemos as porções que estão concorrendo.

Taí... eu e Gabi temos até 31 de outubro pra dar a nossa opinião. Não vai dar tempo de experimentar todos, então quem tiver alguma boa dica, por favor, não hesite em repassar! Em breve, o nosso vencedor vai pintar aqui.
*Imagem: Reprodução

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bar Veríssimo

Há algumas semanas, quinta-feira foi dia de happy hour do povo do trampo. O local escolhido é um velho conhecido de quem trabalha na região da Berrini.

Veríssimo dá nome ao bar na Rua Flórida porque, como não poderia ser diferente, homenageia o escritor gaúcho homônimo. O local é completamente tomado por elementos decorativos que remetem ao Luis Fernando Veríssimo que ama jazz, o Internacional de Porto Alegre, as crônicas que destila. Pendurados ou grudados nas paredes, os cartoons, as camisas do time do coração e as divertidas capas de revistas e livros remetem os visitantes da casa ao universo do tal gaúcho.


"Bom", você pensa, "então vamos escolher o que beber e comer". Eis que você abre o cardápio e... tcharam! Lá está ele: Luis Fernando Veríssimo e seu universo em diversos nomes de prato. Títulos de livros, expressões gaúchas, etc, etc, etc dão nome a petiscos, lanches, sobremesas e bebidas.

Mas calma lá, apesar do exagero ao culto verissimiano (e gaúcho), o bar é muito bom, tem um ambiente agradabilíssimo, atendimento de primeira e, olha lá, chopp bem tirado. Quando chegamos, tivemos que esperar uns 45 minutos para vagar uma mesa. Enquanto isso, tomamos chopp em pé, do lado de fora.

No fim, ainda pedimos alguns petiscos. Afinal, a proposta do local é ser "um bar para comer e não um restaurante para beber". Lá fomos nós de porções de pastéis (carne, queijo e palmito - bem sequinhos) e linguiça apimentada com catupiry e farofa. Pelo tanto que todo mundo comeu, posso dizer que estava ótimo.

O preço é salgado. No fim deixamos algo em torno de R$ 40 cada. Mas vale a pena, principalmente quando os happy hours da firma são raros!

Nota 8 para o Veríssimo, porque não sou muito de ficar esperando por uma mesa e porque o culto ao deus cronista poderia ser mais contido.
*Imagem: Reprodução

domingo, 18 de outubro de 2009

Restaurante Banri

A gente vive programando uma ida à Liberdade pruma imersão legítima na gastronomia dos orientais. Num sábado de setembro, tinhamos de resolver alguma pendenga ali perto e aproveitamos pra matar a vontade. Na caminho, eu fui lendo críticas feitas pelo jornal Folha de S. Paulo a uma porção de restaurantes que tem no bairro e o que mais nos empolgou foi o trechinho sobre o Banri.

Foi fácil achá-lo. A rua Galvão Bueno é uma das principais e o lugar tem um mercadinho na frente. Não fosse isso, teríamos entrado num outro Banri, na mesma rua, mas do outro lado da calçada. A fachada, por conta das frutas todas, é muito simpática. Nos fundos da casa, numa área ampla, fica o restaurante e o café. A decoração é simples, mas as mesas são espaçosas e espaçadas.



Estômagos implorando por uma comidinha, atacamos de cara uma porção de shimeji. Não veio na chapa como nós apreciamos, mas estava bem gostosa e quente. Só um capricho nosso, que não sei se incomoda os outros também, é com o tamanho dos cogumelos... Tinha uns tão grandes, com o talo, que estavam duros e sem sabor.

O cardápio do Banri é super recheado, o que torna a escolha bem mais difícil. Mas nós fomos determinados a experimentar um prato que a crítica da Folha indicava: lombo caramelizado com molho de laranja, maçã, limão, shoyu e gergelim. Pedimos meia porção dele e meia porção de yakissoba de carne. Poder pedir meia porção é um ponto positivo do restaurante, assim dá pra experimentar mais.

A comida demorou um pouco pra chegar à mesa, e se isso foi tática pra gente ficar com mais fome e gostar mais não precisava. A primeira garfada desse lombo caramelizado que levei à boca parecia uma festa! O docinho do açúcar e o ácido da laranja e do limão combinam muito bem! E o lombo estava super macio, desmanchando. Olha só a apresentação:


Depois desse preparo criativo, o yakissoba até ficou apagado. Mas também estava interessante, com bastante molho, carne e legumes.

Esse almoço tradicional nos custou R$ 56, incluídos os dois refrigerantes, a porção de shimeji, meia porção de lombo e meia de yakissoba e os 10% do serviço. Achei justíssimo, e melhor ainda porque eu e Gabi pagamos com VR. Vou dar uma nota 9 pra incentivar o capricho com o corte dos cogumelos e com o tempo no atendimento.
*Imagem: Reprodução

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bar Squat

Em plena quarta-feira, o Restaurant Couple marcou presença no aniversário da Beca, arquiteta, pé de valsa e amiga muito querida do casal.

O lugar escolhido para a comemoração era muito bacana: o Squat. O bar foi inaugurado há poucos meses - e, acreditem, em plena quarta-feira estava lotado. O nome do local remete a construções antigas frequentadas por jovens logo depois da queda do Muro de Berlim, na Alemanha. São ateliês, estúdios, bares, baladas e até apês habitados por gente do mundo todo.

Só de saber essa história já despertou uma baita curiosidade em nós. Chegando lá, constatamos que o ambiente do local é bem diferente, intimista e lembra um galpão recuperado. A decoração mistura elementos retrôs e contemporâneos. Isso fica bem claro nas luminárias - quando for, fique esperto e dê uma olhada porque cada uma é diferente da outra. Isso tudo dá um clima de pré-balada - um lugar pra ver e ser visto, sente só:




Pra turbinar essa pegada, uma pequena banda tocava um jazz de primeira - e num volume ideal para animar e conseguir conversar sem gritar. O lugar é bacana para ir em casal e também com um grupo de amigos (mas não muito grande, porque a disposição das mesas não permite que todos se vejam ou consigam conversar).

No cardápio, o bar tenta reunir receitas de fim de noite do mundo todo. Há porções típicas de Montreal, Barcelona e Cingapura. Nós preferimos apostar numa porção de boteco, mesmo, chamada "Bolinho Maria Bonita". São sete ou oito bolinhos arredondados de risoto de alho-poró recheados com queijo brie. Muito, muito saborosos, bem fritos e nem um pouco encharcados de óleo. Quitute aprovadíssimo pelo casal.

De bebida, eu fui de chopp. Nada demais, achei a bebida até um pouco quente, fora do ponto. Já a Mari escolheu um coquetel chamado "Folkets Rus", que misturava pisco, soda, kiwi, morango e abacaxi. Muito refrescante, bem leve e saboroso. A apresentação da bebida também é show de bola.

Na hora de pagar, deixamos R$ 80 - contando os 10% de serviço e os R$ 10 que cada um pagou pelo couvert artístico. Nota 8 para o Squat, porque foi uma grata surpresa, mas... poderia ter sido uma surpresa um pouquinha mais barata.

*Imagem: Reprodução

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sushi do Padre

Depois de uma boa leva de bares e lancheterias, sentimos falta de um peixe cru. Que a gente é fã da culinária japonesa todo mundo aqui já sabe, né? Pois bem, a saudade nos levou ao Sushi do Padre, que antes ficava na rua Padre Chico (taí o porque do nome) e que há pouco tempo se mudou para a Ministro Ferreira Alves, ambas na Pompéia.

Era uma quarta-feira, o lugar estava cheio, mas nós não esperamos pra sentar. Rapidamente, fomos atendidos por uma garçonete muito simpática e escolhemos o rodízio. O primeiro prato a chegar na mesa foi o shimeji. Enrolado em papel alumínio, não estava quente o suficiente, e também não tinha gosto de nada. Pro nosso paladar faltou um temperinho. Como nós não gostamos, não ficamos chateados em não poder repetir... é isso mesmo: a porção é limitada em uma por pessoa.

Segredinho nosso: geralmente quando o shimeji vem dentro desse alumínio, quer dizer que foi requentado no microondas. Legal, mesmo, é quando ele vem praticamente pulando naquelas chapas quentes, pelando. Aí sim o bicho pega!

Os temakis que pedimos, de salmão skin, estavam muito gordurosos. Acho que o charme dessa entrada é quando a pele fica crocante e fininha, porque não pesa. Mas o nosso veio encharcado em óleo, e eu não fui além da primeira mordida. Já o Gabi foi até o fim! Ele diz que não se incomodou tanto como eu, vai ver é frescura de menina...

Meu grande temor era com os sashimis, porque comer peixe cru passado não é só um problema para o paladar, mas pra saúde. Felizmente, o combinado estava uma delícia! O sashimi de salmão estava fresquinho e os sushis estavam bem feitos. Não tinha nenhuma novidade - e o casal gosta de ser surpreendido com algum ingrediente diferente - mas também não tivemos nenhuma surpresa desagradável. Fora isso, o Gabi comeu um yakissoba, que estava gostoso, e eu um teppan de salmão, também interessante.

Eu confesso que não fiquei empolgada com o Sushi do Padre. O atendimento é bom, o ambiente é agradável, mas faltou alguma coisa pra que eu me envolvesse mais. Fora que não caprichar no shimeji é um pecado pra mim, uma fanática assumida. No fim, deixamos R$ 72, pagos com VR. Pelo conjunto da obra, o Sushi do Padre leva uma nota 5.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Restaurante Emprestado

Na última sexta-feira, o casal teve o prazer de jantar novamente com Denise Cavalcante. Desta vez, ela nos apresentou um restaurante brasileiro, o Emprestado, que fica na Vila Madalena. Digamos que, além de tudo, comemoramos a eleição do Rio pras Olimpíadas de 2016!

A proposta é inusitada e das mais intrigantes da capital. A casa reúne algumas receitas originais de restaurantes de ponta espalhados por todas as regiões do país. E o mais legal: os chefs de todos esses restaurantes escolhidos colaboraram numa boa para ajudar a montar os pratos de maneira idêntica aos originais.

Logo na chegada, fomos recebidos com o couvert: chips de raízes, canoinhas de pão com manteiga - que recheadas com patê de frango ficam deliciosas -, tudo servido em uma grande cuia de Belém. Tudo muito saboroso, realmente de abrir o apetite.

Em seguida, saboreamos um tira-gosto chamado "Um dois, feijão com arroz". Olha a apresentação, que simpática:


É um combinado de bolinhos de arroz fritos e, a surpresa, bolinhos de feijão fritos. Temperados com o molho de pimenta que acompanha o prato, a combinação fica deliciosa. O bolinho de feijão me surpreendeu. Ele não é muito seco, é bem salgadinho e consistente.

Logo depois, fomos aos pratos principais. Oh, que dúvida. Escolher uma receita de Belém, Natal, Salvador, Tiradentes, Pirenópolis, Paraty, São Paulo ou Vale dos Vinhedos?

Eu fui direto ao prato que inspirou a criação do Emprestado: o crocante de camarão com risoto de queijo brie, de Natal. Olha a apresentação da criança:

Os camarões são generosamente grandes, empanados com gergelim, e podem ser temperados com um molho agridoce. Eu recomendo, para não ficar muito seco. O risoto combina perfeitamente com os camarões e torna o prato perfeito.

A Mari escolheu um prato de Belém do Pará: picadinho de tambaqui, acompanhado de arroz com ervas, farofa e banana frita. O peixe vem moído, e pela aparência e sabor lembra até carne moída. Ok, estamos aqui cometendo um pecado de leigos... mas isso não é uma crítica! O prato estava ótimo e exótico. Para a Mari, a grande sensação foi o arroz com ervas.

Já na sobremesa, fizemos uma grande degustação de 4 delas: goiabada frita com sorvete de queijo (que a Mari simplesmente devorou), mousse de cupuaçu com calda de chocolate e castanhas de barú carameladas (que está na foto abaixo - destaque pras castanhas, bem docinhas), pudim de tapioca com calda de cocada e uma última sobremesa com casca de laranja adocicada, combinada com outras frutas cítricas. Tudo bem diferente, bem brasileiro, bem gostoso.

Infelizmente o Restaurant Couple não vai dar nota ao Emprestado, porque foi recebido pelo Renato, dono do restaurante, pela Denise, assessora do local, e pela chef Vanessa, que magistral e delicadamente nos preparou todas essas delícias. Logicamente que todo esse carinho, atenção e cortesia renderiam uma nota 11. Por isso vamos nos isentar. Mas prometemos que da próxima vez iremos disfarçados, pra poder avaliar o atendimento e os pratos com distanciamento.

No entanto, uma coisa podemos fazer: recomendar que você conheça logo o local. Inaugurado recentemente, ele com certeza ficará lotado e badalado em breve. O ambiente é delicioso, os pratos são muito atrativos e finalmente podemos dizer que existe um restaurante legitimamente de comida BRASILEIRA, com as mais variadas cozinhas, em São Paulo.

Os pratos principais variam entre R$ 30 e R$ 55. Se for comer entrada, prato e sobremesa, vá preparado para gastar cerca de R$ 70, R$ 80.


*Imagem: Reprodução

domingo, 4 de outubro de 2009

Se me leva, eu vou - Bar Genial

No início de agosto o Gabi esteve com os nossos amigos no Genial, um bar na Vila Madalena. Eles combinaram numa quinta-feira, dia que costuma ser o mais punk pra mim no trabalho, e por isso eu não pude acompanhá-los. O moço voltou de lá só elogios, até mandou uma nota 10, e eu fiquei na vontade... Mas aí, um mês depois, o nosso gigante mais querido, Igor Paulin, resolveu deixar o glorioso Rio Grande do Sul pra nos fazer uma visita. Quer motivo maior pra comemorar? Foi assim que o Genial recebeu a turma mais uma vez.

Quando chegamos já era madrugada de domingo, uma da manhã. É claro que a casa estava lotada, com gente de pé na calçada. Nós resolvemos encarar mesmo assim e aguardamos uma mesinha tomando chopp no balcão por cerca de quinze minutos.

Sentamos em seis, mas rapidinho as duas mesas ganharam diversas cadeiras extras. A popularidade do gigante não é brincadeira, não! Gente de todos os cantos de São Paulo apareceu pra matar a saudade do Igão. Pra saciar a sede e a fome de todos, mais chopp e algumas porções de bolinhos de arroz.

Essa porção, aliás, merece um parágrafo exclusivo. Extremamente crocante por fora e muitíssimo molinho por dentro, o bolinho faz uma espécie de puxa-puxa a cada mordida, porque eles devem colocar queijo ralado na receita. É um negócio de louco, e se alguém souber o segredo conta aí pra gente! Todo mundo concordou que é o melhor que já experimentamos até agora!

Trunfos do Genial: chopp bem tirado, bolinhos de arroz marcantes, ambiente gostoso e um ótimo atendimento. Mesmo com a casa cheia, não ficamos esquecidos nem no balcão enquanto esperávamos a mesa, nem quando finalmente sentamos e demos início aos trabalhos.

Pelos chopps e uma parte das porções e dos 10% deixamos R$ 40. Justíssimo, eu acho. Agora sei que o Gabi tinha em razão em voltar animado do Genial. É uma ótima pedida prum fim de noite com os amigos! Não há dúvida de que vou manter a nota 10. Se me leva, eu vou!