terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fechando a lojinha

É fim de ano e o Restaurant Couple não poderia deixar de fazer um registro do tantinho que comemos ao longo desses 9 meses de blog. Tempo suficiente para a gestação de uma criança, veja só!

Eu e a Mari conversamos antes de fazer esse post, porque queríamos eleger os melhores e os piores restaurantes de 2009. Já tínhamos até alguns na cabeça, mas agora comecei a escrever e resolvi deixar essa história de disputa de lado. Pensa comigo: demos nota 10 nada menos do que 35 vezes!!! Seria uma tremenda injustiça dizer que uma nota 10 foi melhor que outra.

E pensei... que tal fazer um balanço de tudo que rolou no Restaurant Couple em 2009? Simbora!

Fomos a cerca de 65 restaurantes, relatados em 75 posts e experiências diferentes.

Nossos amigos falam: "nossa, mas como vocês comem fora". Acha mesmo? Então faça as contas. É como você e sua namorada/seu namorado comerem fora de casa uma vez a cada 5 dias.

... ok, continua soando muito.

Mas não fomos apenas a restaurantes renomados, pera lá! Teve bar, boteco, fast-food...

Pensa bem: quanto salgado que você não come na rua? Nunca entrou na padoca e quis tomar uma sopinha?

A verdade é que eu e a Mari passamos a diversificar mais os lugares depois de criar o blog. Escrever sobre o mesmo lugar sempre não seria legal. E isso nos fez um bem danado! Descobrimos uns cantinhos da cidade muito bacanas.

Levando em consideração os três itens que mais avaliamos (impacto da comida, atendimento e preço), podemos dizer sem titubear que é impossível comer mal em São Paulo.

Apesar dos pesares, há muitos locais servindo bem, com atendimento atencioso - mas muitas vezes desatento. A tendência é melhorar.

Falar da diversidade de cozinhas nesta cidade é clichê, mas é impossível não citar. São raros os restaurantes (japonês, italiano, árabe) que não agregam um quê brasileiro aos pratos típicos, e por isso que eu acho fantástico e delicioso. O tempero paulistano existe, sim, e não pode ser encontrado em apenas um restaurante - ele se espalha em pitadas aqui e acolá, e vai deixando rastros bem leves e cativantes.

Na grande maioria dos lugares onde comemos nós gostamos da comida. Foram poucos os pratos que realmente desagradaram. Tudo bem que nosso paladar ainda é muito infantil, mas esse foi o primeiro ano. O Restaurant Couple ainda está na pré-adolescência gourmet. Chefs e restauranteurs, se preparem: logo logo já seremos veteranos!!!

E por fim, o preço... o preço infelizmente é a nota negativa de São Paulo. É muito caro sair pra comer por aqui!!! Não há atendimento, variedade de pratos, de vinhos, de refrigerantes, de carnes, de massas, de peixes que justifique preços tão salgados. Santo VR que nos salva refeição sim, refeição não.

Bom, é isso aí. Esse ano já foi pro saco, e nossa grana também já era. Hora do casal poupar dinheiro pros presentes e pras surpresas.

Aos que nos visitaram incessantemente, um obrigado imenso. Esperamos realmente ter ajudado um pouquinho a tornar suas refeições mais saborosas!

Àqueles que se deram ao trabalho de comentar, obrigado é insuficiente. Fica então um parabéns pela paciência!!! Braguinha que o diga...

Aguardem 2010! Seremos ainda mais cri-cris e tentaremos encontrar restaurantes, bares, padocas, botecos e fast-foods ainda mais bacanas pra sugerir aos casais e solteiros paulistanos que se divertem comendo bem.

Bom fim de ano a todos e até a primeira semana de janeiro!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lanchonete Frevo

Nota rápida sobre a antiga Casa de Lanches Frevo, na rua Augusta. É uma boa pedida prum fim de noite lariquento, garantimos. Nós saímos de uma sessão de cinema sem pipoca e fomos até lá. Na hora em que chegamos já passava de 22h, mas o movimento estava fraco. Quando saímos, uma hora depois, mais esfomeados haviam invadido o ambiente. Estava cheio sem incomodar!


De entrada, pedimos fritas bem crocantes e quentinhas. Para o prato principal, fomos de beirute, o mais tradicional prato da casa. Eu e o Gabi ficamos com vontade dos mesmos sabores, e olha que as opções são muitas. Para matar a vontade, a Frevo te dá a chance de escolher a versão diminuta dos beirutes, e foi o que fizemos. Um pequeno de calabresa com queijo, um de pizza (queijo, tomate e orégano) - e um casal feliz. O pão sírio chega crocante, o recheio é super generoso e o tempero na medida. Fãs de embutidos que somos, preferimos o beirute de calabresa. Deixamos para experimentar o mais famoso deles, à base de rosbife, na próxima visita!

O que mais me impressionou na lanchonete, na verdade, foi o atendimento. Nada de jovens garçons atendendo a moçada descolada da rua Augusta e os casais de antigos clientes. Eles são mais velhos do que a média, com experiência e cara de quem acompanha a história da Frevo desde o início. A primeira casa, na rua Oscar Freire, tem 50 anos! Achei isso muito bacana! Cada prato tem um história, e a do Frevo está mais do que bem representada por esses simpáticos garçons.

Pelos beirutes, uma porção de batatas fritas, duas cervejas e 10% nos foi cobrado R$ 53. Preço justo e, melhor de tudo, pago com VR. Nota 10 para a tradição, rapidez e os sabores preparados na Frevo.

* Imagens: Reprodução

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Doceria Brigadeiro

Você que lê esse blog pensa que a gente não gosta de doce, não é? Até agora, nunca falamos de uma doceria e são raras as vezes em que pedimos sobremesa nos restaurantes. Taí uma impressão errada, porque o casal é chegado num docinho.

Num domingo em que perdi o Gabi para um plantão de trabalho, resolvi me acabar no chocolate. Corri à Brigadeiro Doceria & Café, que fica numa casinha ma-ra-vi-lho-sa em Pinheiros. A decoração enche os olhos e aguça o paladar. É singela, de cores fortes e confortantes, cheia de detalhes fofos e familiares: nas paredes, estão emolduradas as receitas de família que fazem daquele balcão um dos mais irresistíveis que já vi.

Entre bolos e tortas caprichados estão os brigadeiros que são a minha paixão. Com tantas opções, demorei para escolher os três sabores que acabei levando pra casa. Vamos a eles, sabendo que todos são deliciosos, enormes, e feitos com o maior capricho e carinho. E sabendo, também, que foram devorados em segundos pela família Romão.




Brigadeiro com morango: a frutinha inteira vem envolvida com o clássico brigadeiro. É uma delícia porque o sabor levemente ácido da fruta quebra o doce do chocolate!

Brigadeiro com pistache: eu não sou muito fã de pistache, mas me rendi a esse brigadeiro. Além de o pistache fazer as vezes de granulado, ele também está misturado na massa. É outro truque gostoso para quebrar o doce do chocolate ao
leite!


Pelé: este é feito com chocolate amargo, o que o coloca muitos pontos na frente, porque adoro chocolate amargo! Fora isso, é envolvido em bolacha negresco picadinha. Dá pra resistir?


Eu mais do que recomendo consumir calorias neste lugar! Os doces são carinhos (me lembro que os com morango custam R$ 4), mas muito, muito bons. As três delícias me custaram R$ 14.
Ah, também recomendo relaxar tomando um café, porque - mais uma vez - aquele sobradinho é de matar de tão fofo! Fora os doces, a Brigadeiro serve comidinhas no almoço (tortas, saladinhas, risotos e algumas massas) e salgados.

Com tanto açúcar e afeto, eu não tenho como não carimbar uma nota 10 na Brigadeiro Doceria & Café.

Imagens: M.R.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Kebab Salonu

Você saberia dizer o que é isso?

Sanduíche? Wrap? Aquela monte de gororoba que você junta da geladeira e monta um prato único?

Nada disso: esse é o famoso kebab. Quem já teve o prazer e o privilégio de visitar a Europa, com certeza provou uma delícia dessas em pequenos estabelecimentos turcos. Do outro lado do oceano, nós chamamos carinhosamente de "churrasquinho grego".


Eu estava devendo havia um bom tempo a apresentação do prato à Maricota. Há dois domingos, o casal deu um passeio na lendária Rua Augusta à tarde e aproveitamos para conhecer o Kebab Salonu, onde se serve um dos kebab's mais falados da cidade.

O lugar é muito charmoso, e o espaço é maior do que parece. O ponto positivo é o ar condicionado. Nesses dias de calor, nada melhor do que entrar num ambiente devidamente climatizado.

Outro ponto positivo é o cardápio. Ele é repleto de pratos do Oriente Médio, do norte da África e até da Índia - algo completamente estranho a todos nós, certo? Pois bem: ao lado de cada opção, existe uma explicação breve o suficiente para você fazer idéia do que irá pedir. Se mesmo assim ainda tiver dúvidas, o garçom saberá lhe explicar direitinho prato por prato.

Para comer, eu pedi um kebab à moda turca. Isso quer dizer que a massa vem aberta, e você monta o kebab no seu prato, junto com os acompanhamentos (mezzes) que quiser. Algo parecido com essa ilustração:

Eu pedi um kebab de kafta de cordeiro, acompanhado de kibe de cordeiro grelhado e kibe de batata. Confesso que minhas expectativas eram maiores (ou menores?). Lembro-me de que os turcos europeus faziam um kebab bem junkie, não tão requintado e caro (o prato deu R$ 35). Mesmo assim, não posso deixar de falar que estava simplesmente delicioso. O tempero é bem diferente da comida ocidental, mas não menos saboroso. A kafta de cordeiro é bem levinha, mas consegue matar a fome com muita eficiência.

A Maricota foi de Kebab enrolado em pão lavosh (lactovegetariano), bem parecido com aqueles que comi nas Oropa. Ela pediu o Kebab Merguez, que vem com linguiça de cordeiro grelhada à moda marroquina, citronete de limão, tomate, cebola, coalhada seca e molho harissa. Aviso aos navegantes: o prato é bem picante, com um tempero BEM diferente. Não soubemos identificar se o estranhamento foi causado pelo citronete ou se pelo molho harissa. Diz ela que o estranhamento foi tamanho que não repetiria a pedida.

Ah, outra coisa bacana: as bebidas. Para acompanhar o rango, eu pedi um Sharbat de limonada com morango. É um xarope árabe gaseificado bem refrescante, doce e ao mesmo tempo azedo. Bem gostoso.

No fim, ainda me dei ao luxo de pedir um café turco. Dizem que ele é bem mais forte que o nosso café, mas eu o achei mais leve e menos amargo. Ele vem bem quente e já chega adocicado (mentira, não tem NADA de doce).


A brincadeira custou R$ 73. Para algo tão exótico e bem servido, preço mais que justo. A Maricota não queria dar nota porque realmente não casou com o paladar dela. Mas eu dou nota 9 porque o atendimento é excelente, o cardápio é muito bem elaborado, as opções de comidas e bebidas são muito diferentes e a comida é muito bem preparada e apresentada. Para quem curte, a pedida é altamente recomendável.

Só não foi nota 10, para mim, porque eu esperava um junkie kebab. Fala sério, é duro pensar como gordo e pobre!!!

* Imagens: Reprodução

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nakombi

Havia um bom tempo que eu e Maricota não íamos a um rodízio japa. No último sábado, decidimos conhecer o Nakombi de Pinheiros - onde aprendemos uma lição na marra.

O lugar é super agradável, fica em uma esquina bem movimentada e ganha mais charme por ser um sobradinho arranjado de maneira arredondada. Saca só como os bancos e tatames ficam organizados de maneira charmosa:

Nas paredes, estão trechos de histórias em quadrinhos japonesas, os mangás. Grudados como lambe-lambes, os desenhos têm um quê de underground. Pra completar, há uma parede-cachoeira de uns 5 metros de altura, que emite um som de água caindo extremamente relaxante.


Bom, depois de se sentar nesse ambiente super gostoso, vamos ao que interessa. No jantar, o rodízio custa R$ 45, um preço bem salgado. Como cliente, sempre penso que preço alto exige atendimento de primeira, muita variedade no cardápio, peixe fresquinho e, claro, boas surpresas.

A variedade de pratos realmente é grande. Animou tanto que fizemos os pedidos todos de uma vez, pra não ter erro!

De entrada, experimentei pela primeira vez um ceviche de peixe prego e fiquei apaixonado. O prato, de origem peruana, consiste em um sashimi de peixe branco, sem muita gordura, mergulhado em uma solução com suco de limão. Recomendo, é muito saboroso, azedinho na medida!

Ainda na entrada, vieram duas trouxinhas de salmãoshinjo, um pastelzinho recheado com salmão e cenoura bem saboroso, que surpreendeu o casal.

A Maricota curtiu bastante o temaki de salmão skin. Disse que o recheio não estava borrachudo nem muito gorduroso - no tamanho certo.

Nota triste é o shimeji, que vem em porções individuais dentro de papel alumínio. O bom e velho "fui aquecido no microondas, e daí?".

Com tanta entrada, já estávamos ficando fartos e... eis que chega o prato principal, com os sushis, sashimis e afins. Eu havia pedido prioritariamente de salmão, com algumas opções de peixe branco. E, para minha surpresa, realmente veio do jeitinho que pedi. Os peixes estavam extremamente frescos. O peixo branco desmanchava na boca, estava uma delícia.

Mas aí fomos comendo, e fomos comendo, e fomos comendo... até que chega o yakissoba e os teppans de frango. E-XA-GE-RO! Fica o alerta aos navegantes: quando forem ao Nakombi, peçam um prato por vez. Não se animem com as entradas, porque só com elas já é possível fazer uma refeição completa.

A brincadeira custou R$ 112, com três refrigerantes e os 10% do serviço. Vou dar nota 9 para o Nakombi, porque está muito bem localizado, o ambiente é agradabilíssimo, o atendimento é muito bom, os peixes são frescos mas, pelo preço, o teppan de frango deveria vir empanado (e não frito, igualzinho ao que como em casa) e o microondas do shimeji poderia ser substituído pela chapa.

O Restaurant Couple veste a camisa do movimento "Shimeji na chapa - JÁ!".

*Imagem: Reprodução

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Levaria ou não levaria - Padaria Leiriense

Continuando na linha das padarias, aqui vai uma dica para quem quer matar a fome na região da Berrini.

Trabalhar em plantão de feriado, apesar das reclamações infindáveis e obviamente justificáveis, tem alguns lados bons. O que eu destaco neste post é o de "comer decentemente". São ocasiões em que temos horários de almoço confortáveis; comemos sem pressa e sem medo de ser feliz (leia-se "tirando o dinheiro do bolso").

Neste feriado de consciência negra, eu e meus colegas plantonistas fomos duas vezes à Padaria Leriense: na sexta e no sábado.

O cardápio é bem básico. Tem as opções de pratos tradicionais (filet com fritas, salada e arroz; picanha suína; strogonoff etc), mas os destaques ficam com os "pratos do dia". Como é de se imaginar, cada dia da semana tem uma especialidade. E fica a dica: se você fizer questão de pedir a especialidade de um outro dia, o prato demora uns 30, 40 minutos para chegar à mesa -- palavra do garçom. Portanto, fique esperto!

Na sexta, eu comi um filet mignon com arroz e fritas. Eu sinceramente esperava o filet miau, mas realmente veio o mignon! Estava, grande, saboroso e bem passado, com fritas à vontade e uma porçãozinha minúscula de arroz.

No sábado, a mesa toda optou pelo prato do dia: filet à parmegiana. Em 5 pessoas, dividimos 3 porções deliciosas. A carne, mergulhada no molho vermelho, serviu bem, assim como as fritas. Só o arroz que, novamente, veio em porções muito pequenas. Olha só a apresentação da criança, se não é de dar água na boca:


Em média, se gasta cerca de R$ 17 por pessoa, com refrigerante e sem os 10% de serviço - que não são cobrados. Preço justo, principalmente porque pode ser pago com VR e porque o atendimento é ótimo. Os pratos chegam em 5 minutos à mesa - eu falo sério. Nunca vi tamanha rapidez, e por isso sou obrigado a dar nota 10 à Leiriense e dizer, de boca cheia, que mais dia ou menos dia levarei a Mari para almoçar no local.

*Imagem: Reprodução

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Padaria Barcelona

Numa esquina do bairro de Higienópolis, estão os sabores preferidos da minha avó. Eu sei disso há muito tempo, muito antes dela não poder mais experimentá-los, mas nunca havia entrado pra saber se eles também seriam os meus. Não era medo, não era trauma: era falta de oportunidade.

E o Gabi, mestre em criar boas oportunidades, me levou para um passeio a pé cujo destino final foi essa esquina dos sabores, na Padaria Barcelona. Sendo assim, é possível que eu esteja contaminada por uma afeição familiar pra fazer essa avaliação. Mas quem disse que comida não tem nada a ver com bagagem e afeto?
Nós entramos na tradicional padaria e não encontramos lugar pra sentar. Não porque estivesse lotada, mas porque não há mesinhas e cadeiras, buffet disso e daquilo, balcão de lanches. A Barcelona cresceu, ficou famosa e não se transformou naquelas padarias modernas e da moda que, além de vender pão, têm restaurante e mercearia. O máximo que você encontra, e que foi onde nos alojamos, é uma éspecie de parapeito onde é possível apoiar um copo e um pequeno prato. Não precisa ser grande, basta ser bom!

Para um lanche rápido, fomos atacar a ilha de salgados, um balcão bem no centro da casa. Escolhemos croquete de carne, bola de catupiry (esse nome já não é tudo de bom?) e coxinha. Eu comecei pela bomba de catupiry, que não é nada além de uma massa frita super crocante recheada com muito, muito catupiry. De lamber os beiços! O croquete não é o melhor que já comi, ele tinha uma consistência diferente, mas ainda assim estava gostoso. Valeu as calorias.

Quem levantou polêmica foi a coxinha. Olho pro lado e vejo Sr. Gabriel mordendo o salgado pela parte maior, e não pela ponta. Ei, como assim? Vai acabar com o recheio antes e deixar a ponta massuda por último? Pecado. Mas ele, esperto que só, me explicou que fez isso porque a ponta da coxinha da Barcelona o deixou intrigado. Era maior e mais gordinha do que de costume, vai ver ele achou que teria uma surpresa, um recheio extra.

- No final não tinha nada demais, né?, perguntei.
- Não, só a massinha, bem boa.

Pois é, a massa era ótima, o recheio generoso e bem temperado. Não fossemos tão fortes, teríamos sucumbido à vontade de experimentar croissant, esfiha, folhado e outras delícias de ótima aparência.

Os salgados e um refrigerante somaram R$ 15,60. Caíram muito bem no estômago e no bolso, porque foram pagos com VR. Nota 10. Deixamos a Barcelona longe de provar todo o seu potencial e sem conhecer todos os sabores que minha avó gostava. Isso me deixa animada, sinal de que a próxima visita vai ser tão boa quanto a primeira.
*Imagem: Reprodução

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Levaria ou não levaria - Fillipa

Essa é uma dica para as luluzinhas. Pra matar a saudade das amigas e comer bem, escolha o Fillipa, um restaurante muito gracioso em Pinheiros. Descobri isso na marra, com a ajuda de três irmãs: Nathy, Déia e Cami. É claro que não fomos parar no Fillipa por acaso. Eu já sou fã do Mestiço, o outro restaurante da chefe Ina de Abreu, e sugeri que a gente fosse conhecer o Fillipa. A Nathy assinou embaixo, porque ela sim já conhecia a casa. Ficou tão entusiasmada que na hora eu soube que não tínhamos errado na escolha.


O cardápio foi buscar inspiração em diversos lugares do mundo, o que significa que tem comida para todos os gostos. Tailândia, Vietnã, França, Itália e Brasil. Só não se sente contemplado quem não gosta de pratos bem preparados, bem temperados e bem apresentados. Não é o seu caso, é?

Eu não resisti a uma delícia francesa. Meu prato, de nome Nice, é um namorado grelhado com azeite aromatizado com endro dill, torta fina de cebola assada, plancha de cebola assada e compota de tomate. O peixe estava desmanchando na boca, a torta de cebola fazia as vezes crocante do prato, mas o diferencial estava na compota de tomate, uma geléia meio doce que combinava demais com todos os outros componentes do prato, sem apagá-los. Eu fiquei apaixonada.

Dona Andrea, num regime de invejar, também escolheu um peixe. O brasileiro Ipanema consiste num robalo grelhado com molho de laranja e gengibre mais palmito grelhado. Eu petisquei o palmito, muito bom. Nathy e Cami, carnívoras que são, comeram medalhões de filet mignon ao molho mostarda, com palmito pupunha e shitake grelhados. O Portobello da Nathy veio sem shitake e com batata frita.

Não sei se essa foi uma impressão só minha, mas o prato tem cara de que foi pensado e elaborado com carinho. Os temperos são complementares, um não tira o brilho do outro. Até as cores dos ingredientes do prato enchem os olhos. Mais uma prova de que comemos não só com a boca, e o Fillipa sabe muito bem disso.

Fora a comida, o restaurante tem muitas outras qualidades: 1) fica numa casa linda e muito aconchegante, decorada com elementos naturais como pedras e madeira. 2) é super iluminado, e não por conta de luz artificial. 3) tem um ótimo atendimento. 4) o clima é diverso, recebe famílias, amigas tagarelas, casais mais velhos e jovens.

Na hora de pagar, cada uma de nós deixou R$ 64. Nesse valor estavam incluídos os pratos, as bebidas (refrigerantes), os 10% e dois estacionamentos. Não é barato, mas também não é absurdo. E vale cada centavo.

Foi amor à primeira garfada, o que me obriga a dar nota 10 (se eu pudesse, daria o dobro) e a levar o Gabi pra conhecer assim que tivermos a primeira oportunidade. Mal posso esperar.

E tem mais: eu já falei que o clima abriga qualquer tribo. A Nathy assina embaixo e dá uma dica para os pombinhos... casais, reservem uma mesa nos fundos, num lindo jardinzinho!

*Imagem: Reprodução

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Se me leva, eu vou - Restaurante Poddium

No fim de julho, a Maricota disse que qualquer dia me levaria ao Poddium, no Market Place, para experimentar o buffet de almoço dos caras. Vocês estão lembrados?

Pois é, neste blog é assim: promessa é dívida. E ontem, depois de uma manhã corrida, conseguimos achar uma brecha para o almoço e corremos para o shopping.

O Poddium sofreu algumas modificações desde a última vez em que estivemos lá, há mais de ano. Era um restaurante voltado para crianças, com cardápio infantil e até com um espaço para elas brincarem.

Hoje, adota um ar mais sóbrio - e já limou as pobres crianças como público alvo. Principalmente na hora do almoço, quem visita o local são os workaholics da região da Berrini, ávidos por um rango num ambiente amplo e agradável.


As duas mesas de buffet são bem servidas. Uma traz apenas as opções frias de salada, com palmitos, ovos de codorna, tomates, folhas verdes (rúcula, alface, agrião), batatas, dois ou três tipos de maionese e salada de macarrão. Eu e Maricota enchemos um prato só aí. A salada estava bem fresquinha e as folhas bem selecionadas, sem aquela história de alface queimada.

A outra mesa oferece umas 20 opções de pratos quentes. Há o tradicional arroz e feijão. Quem quiser, pode optar por algum tipo de macarrão, também. Tem carne vermelha, frango e peixe; tortas, quiches e cremes.

Eu preferi ir de risoto de cogumelos - que de cogumelos trazia apenas champignon. Senti falta de pelo menos um shitake pra completar a festa.

Meu prato ainda levou creme de milho (muito salgado, na opinião da Mari), frango empanado e um bolinho de cenoura - esse sim: muito, muito gostoso.

O buffet custa R$ 28 por pessoa. Com dois sucos de laranja e os 10% do serviço, a nossa conta deu R$ 67, devidamente divididos (R$33,50 cada) e pagos com VR - o salvador da pátria. Dou nota 8 para o Poddium porque oferece muitas opções de comida, mas, pelo preço exigido, poderia caprichar mais no preparo e nos temperos dos pratos.

Como a Mari disse, é daqueles caprichos de meio de semana que nem sempre o bolso consegue suportar. Mas... sabe como é, né? Se me leva, eu vou!

*Imagem: Reprodução

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Levaria ou não levaria - Bar Paróquia

Segunda-feira é dia de ficar tranquilo, reservar energias pra aguentar o tranco de mais uma semana que se inicia, certo? Não para o RESTAURANT COUPLE.

No último dia 09, o anfitrião do blog teve o prazer de desfrutar da companhia de Braguinha e Fabião, dois amigos das antigas que podem ser chamados de irmãos. O objetivo era sentar, conversar sobre a vida e esquecer dos problemas.

Nosso destino foi a tradicional Vila Madalena. Buscamos um bar não muito caro, nem muito badalado. Em resumo: tranquilo. Acabamos dando de cara com o Paróquia, local super simples e convidativo que fica na Wisard.

Me espantou o movimento do local em plena segunda. Havia umas 5 mesas ocupadas do lado de fora, mais outras duas lá dentro. Escolhemos a última mesa vaga no lado de fora e por lá ficamos.

Para forrar o estômago, o Braguinha foi ousado e logo sugeriu uma compota de berinjela. Confesso que nunca fui fã desse fruto. Ele tem um aspecto viscoso que costumava me causar arrepios. Mas recentemente tenho sido mais aberto, e vira e mexe dou uma petiscada. Por que não tentar?


O prato chegou e serviu bem a todos nós. A berinjela vem fria, fatiada em pedaços bem pequenos. Ela é temperada com pimentão vermelho, pimentão amarelo, pimentão verde, uma pitada de cebola, alho e azeite. Colocar uma colherada disso tudo numa fatia de pão fica simplesmente delicioso e espanta qualquer rejeição à berinjela!

O petisco foi devorado em minutos. A fome e o papo, porém, não acabaram. Decidimos pedir uma calabresa acebolada para encerrar qualquer dúvida. O prato chegou à mesa e também foi devorado rapidamente, junto com os pãezinhos. As fatias da calabresa são um pouco grandes e grossas. O Braguinha não curtiu muito, mas que confesso que não chegou a me incomodar. A calabresa não perde o gosto - aliás, veio muito bem temperada. Só senti falta de um pratinho pra cada um, pra podermos cortá-la.

A conversa não tinha fim, mas depois de comer e beber era hora de ir pra casa. Acabamos pagando R$ 20 cada um, um preço muito barato pelo tanto que comemos e bebemos em três pessoas. Dou nota 9 para o Paróquia porque o serviço, apesar de gente boa, poderia ser um pouquinho mais atencioso. Vez ou outra tínhamos que pedir repetidas vezes por cerveja (geladíssima, por sinal - ponto positivo!).

Mas, sem sombra de dúvidas, levaria a Mari para conhecer esse local barato, agradável e com boa comida.
*Imagem: Reprodução

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Restaurante Andiamo

O shopping Morumbi é nosso refúgio quando não estamos com paciência pra enfrentar as quilométricas filas de carros que separam a região onde trabalhamos das nossas casas. Foi por esse motivo que, numa segunda-feira congestionada, jantamos no Andiamo, uma casa italiana no piso da praça de alimentação. Eu já havia almoçado lá algumas vezes com o pessoal do trabalho e dei boas recomendações ao Gabi, que estava estreando.

É claro que o movimento não estava lá essas coisas, então pudemos escolher uma mesa num cantinho, bem aconchegante. Em segundos, uma enorme bandeja de antepastos ocupou o nosso campo de visão. Enorme mesmo, veja só: abobrinha siciliana, alichella, azeitonas pretas, presunto parma, mussarelinha da búfala, sardela, tomate seco, queijo parmesão e berinjela em conserva. Mais os pãezinhos, claro. Nós já estávamos recusando aquela entrada exagerada, quando o garçom explicou que era possível escolher apenas três antepastos da bandeja... Assim, sim! Com tamanho na medida e pela metade do preço, escolhemos a sardela, a mussarelinha e o presunto de parma.

O prato principal já estava na minha cabeça desde que o Gabi acenou em jantar no Andiamo. Peguei o cardápio decidida a comer um atum com purê de mandioquinha delicioso que comi das outras vezes. Cadê??? Foi nadar em outras águas. As mudanças no cardápio foram muitas, poucos pratos interessantes da "coleção" passada restaram e confesso que nada do que li me deu água na boca. Não me entenda mal, caro leitor: é claro que há variadas e boas opções no cardápio novo, mas pra mim, que conhecia o antigo, comparar é inevitável. E para o meu gosto, o anterior era mais adequado.

Passado o susto, escolhi um Raviolini di Patate, uma massa redonda e fechada, recheado com batatas e puxada na manteiga e sálvia. Pra quem se acabou no pão com sardela como eu, o prato foi um exagero. Larguei alguns raviolinis no prato, mas até que os achei bem levinhos. A combinação massa com recheio de batata pode parecer pesada, mas não é. O recheio não é uma massaroca, é bem temperado, e o fato de não ter molho ajuda muito.

O Gabi, que se revelou bem mais light do que eu nessa noite, comeu o prato do dia, um Scaloppine com Insalata Mista. Era composto por escalopes de filé e uma salada de agrião, alface, cenoura, tomate caqui, palmito, cebola, azeitonas e mussarela de búfala. Para lambuzar a salada, escolheu molho de mostarda. Estava gostoso, leve, a carne bem passada e temperada na medida, os ingredientes da salada super frescos.

Os pratos do Andiamo são generosos, a entrada também, e não houve espaço pra sobremesa. Pedimos logo a conta, que somou a entrada, os pratos, dois refrigerantes e os 10% (merecidos, porque o garçom que nos atendeu era simpático, paciente e atento) e resultou em R$ 87. Como eu já deixei escapar aqui, acho que o cardápio perdeu muito e se fosse pra comparar eu não daria mais do que sete para o Andiamo. Mas a gente se presta a avaliar o lugar no dia e horário em que fomos, então acho que vale uma nota 9, porque a massa deixa um pouquinho a desejar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Boteco Bohemia - Aroeira

Outubro acabou e o RESTAURANT COUPLE acabou visitando apenas um dos bares da edição 2009 do Boteco Bohemia. Agora não dá mais pra participar das votações, mas nesse fim de semana tem a Festa da Saidera. Quem ainda quiser aproveitar, há ingressos apenas para domingo (Paulinho da Viola, Black Rio, Casuarina, DJ Patife e DJ Fausto).

Há duas semanas, marcamos de nos encontrar com a Bia, amiga querida do casal que está aproveitando merecidas férias. Fomos ao Aroeira, um bar super aconchegante que fica na esquina da casa da Mari.

A pedida não poderia ser outra: queríamos provar o petisco que concorria na competição. O Aroeira compete com um canapé de cordeiro com coalhada e hortelã. Apesar de o prato harmonizar com a Bohemia Escura, pedimos uma Serramalte (cerveja clara) para botar o papo em dia. Confesso que nunca fui fã de Bohemia, é uma cerveja que puxa muito pro amargo. A Serramalte, apesar de ser um pouco mais escura que as outras, é mais encorpada e saborosa. Desde que provei ela se tornou a minha cerveja de garrafa preferida. Já a Bia foi de caipirinha (gente chique é outra história!).

A apresentação do petisco dá água na boca, saca só:



A primeira mordida trouxe a grandessíssima decepção. E não é questão de paladar infantil, minha gente! O problema é que os bolinhos são envolvidos com o mesmo trigo que geralmente tempera quibe assado. Advinha qual é o gosto do petisco? QUIBE! E a coalhada ainda ajuda a dar um temperinho árabe pro negócio... Resultado: o cordeiro, cujo sabor é tão sutil, fica totalmente apagado. Preço das oito unidades de "quibe de cordeiro": R$ 20.

Como estávamos famintos e insatisfeitos, eu e a Mari ainda pedimos um caldinho de feijão para terminar a festa. Mais um ponto negativo: o mestre cuca veio nos dizer que o caldinho estava estragado, e sugeriu que escolhêssemos outro prato. Corajosamente, eu fui de caldinho à moda da casa, feito com um creme de abóbora e pimenta rosa. Achei bem gostoso. Já a Mari, não menos corajosa, pediu um caldo verde que não a agradou muito. Ela achou a couve dura e o caldo um pouco ralo.

O papo foi muito gostoso, e as risadas valeram a saída. Nossa conta deu R$ 80 (pagos pela anfitriã do blog), com os 10% de um serviço bacana, simpático e honesto. Vou dar nota 5 para o Aroeira porque deveria caprichar mais no petisco e porque um bar que se preze tem que ter um caldinho de feijão prontinho para ser consumido.

E você: foi a algum boteco participante da competição deste ano? Deixe seu comentário!

* Imagem: Reprodução

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pizzaria Bráz

No último feriado de 12 de outubro, o Restaurant Couple foi à famosa Pizzaria Braz para comemorar o aniversário de Seu Mitani. Considerando que ele é casado com uma italiana da gema, nada mais justo do que comemorar os 75 aninhos do japa numa pizzaria, vai dizer?

Estivemos na unidade de Pinheiros, que fica a um quarteirão do Pirajá. Sempre que passamos por lá na volta do trabalho percebemos que o local está cheio, já que o movimento de carros é incessante. Mais uma aposta de sucesso da Cia Tradicional do Comércio.

Naquela segunda-feira não poderia ser diferente. Chegamos e tivemos que esperar do lado de fora por cerca de 30 minutos. Aproveitamos e pedimos umas bebidas (chopp super bem tirado) e uma Burrata de entrada.

A apresentação é bem bonita: são pedacinhos de massa de pizza crocante com uma mussarela amanteigada por dentro bem no meio do prato. Mas não vou esconder que ao dar a primeira mordida naquela combinação rolou uma decepção. O queijo se parece MUITO com requeijão light, muito sem gosto.

Mas aí vem a dica: coloque um pouco de sal e azeite que o gosto fica completamente diferente, e aí sim você sente a mussarela e o gostinho de manteiga.

No fim da entrada, arranjaram uma mesa para nós lá na parte de dentro. Então fizemos o pedido: meia pizza de Berinjela com queijo gorgonzola e meia pizza de Caprese - a mais premiada da casa traz mussarela, tomate caqui, rodelas de mussarela de búfala, folhas de manjericão e pesto de azeitonas pretas.

A Caprese é bem gostosa, a combinação dá muito certo, mas todos da mesa esperavam mais. Não há algum ingrediente que se destaque, nem fica aquele gostinho de quero mais. O destaque, mesmo, é a apresentação da pizza. Olha só como ela é bonita:


Já a de berinjela me espantou. Eu não sou fã da criança, mas gostei muito, porque a berinjela combina muito bem com a gorgonzola - e a pizza não deixa de ser leve, por incrível que pareça.

O jantar saiu por R$ 112, inclusos os 10% de serviço. Nada muito caro para uma diversão em família, né? Nota 7 para a Pizzaria Braz, porque é boa, mas anda muito lotada, só oferece Pepsi (não tem Coca!!!) e a massa das pizzas é normal, não tem nada demais. Pelo que sentimos, no fim das contas, o restaurante tem mais fama do que qualidade.
* Imagens: Reprodução

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

D'Olivino - o retorno

A Restaurant Week acabou e deixou como marca o D'Olivino, a nossa grata surpresa da edição. Você se lembra? Pois bem, eu estive lá novamente, dessa vez com a mamãe, depois de uma tarde mãe e filha melhores amigas muito, muito gostosa. Eu me lembrei do D'Olivino de supetão, depois que nos esquecemos do relógio e nos lembramos da hora apenas quando nossas barrigas começaram a xiar com força. Já eram 17h, e que lugar estaria aberto pro almoço? Pra ter certeza de que as portas estariam abertas, o Gabi salvou a gente ligando lá e reservando uma mesa. Ai, que chique.

Nós chegamos por volta das 17h30, e encontramos outros esfomeados atrasados como nós. Havia mais umas seis mesas ocupadas, por casais em especial. Estava uma tarde de sábado gelada, e os namorados aproveitavam pra encostar os corpos enquanto comiam e bebiam vinho sem pressa. Um cenário bem aconchegante. Eu e minha mamis até podíamos arriscar um abraço, mas não adiantaria. Friorentas do jeito que somos, só uma manta bem quentinha pra salvar! Essa foi a única reclamação dela, que foi ao D'Olivino pela primeira vez: a casa é bem gelada e aberta, e o frio deixa o almoço desconfortável pra quem, como nós, sofre com qualquer ventinho. Mas nada que um daqueles aquecedores similares a um poste não resolva.

Fora o friozinho, só elogios. Eu sugeri que pedíssemos de entrada as bruschettas que eu comi com o Gabi da outra vez, aquelas tradicionais e as de cogumelos. Antes que elas chegassem a mesa, porém, aterrisou por ali um couvert generoso e muito bom. Eram várias paezinhos e antepastos (não me lembro exatamente, mas acho que manteiga temperada, beringela, sardela) e o ítem fofo, um mini - mini mesmo - pão italiano servindo de prato para um cremoso e bem temperado creme de queijo. A gente se arrependeu de ter pedido entrada, embora as brusquettas também estivessem deliciosas!

O meu principal foi um cordeiro ao molho de canela e vinho com uma massa em formato de arroz (não me lembro o nome, sorry!) no molho de tomate. A começar pelo cheiro delicioso, imprescindível pra que a gente decida se aventurar num prato, tudo estava perfeito. A carne macia e no ponto regada nesse molho marcante mais a pequena porção desse macarrão diferente e levinho combinam muito bem! Minha mãe, um pouco mais light do que a filhota (como sempre!), escolheu um robalo com risoto de cogumelos e frutos do mar que estava igualmente interessante. Ela aprovou.

Além de toda essa comida, tomamos um refrigerante cada uma e resistimos às sobremesas. A conta deu R$ 140, incluídos os 10%, que mais uma vez foram muito merecidos. Da porta à mesa, e vice-versa, o atendimento no restaurante é excepcional. Como já comentei aqui algumas vezes, acho extremamente simpático quando o garçom pergunta se tudo está de acordo, se pode ajudar a escolher o prato, ou seja, a decifrar o cardápio, e lá é sempre assim. Não tem como se sentir desamparado.

Vou manter a nota 10 do D'Olivino, é claro. E espero que as minhas andanças com o Gabi proporcionem mais almoços gostosos entre mãe e filha. É pra isso que esse blog se presta também!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Zé do Hamburguer

Ultrapassou os limites da tradição, virou lei: sábado e domingo são dias de encher o bucho.

No último sábado, então, o casal esteve pela primeira vez no Zé do Hamburguer, famoso reduto de lariquentos em Perdizes. A sugestão foi dos gêmeos irmãos da Mari, que frequentam tanto o local que só faltam as carteirinhas de sócios. Caio e Gui nos deram a honra da companhia, para apresentar as delícias da casa.

A lanchonete fica numa casinha bem apertada. Logo que você chega, já sente o cheiro de hamburguer na chapa e quer se sentar nos banquinhos do balcão - única opção para quem deseja ficar no andar térreo. Eram 23h15 e não havia lugares suficientes, então subimos para o primeiro andar - onde há 7 mesas, com bancos onde cabem no máximo 6 pessoas por mesa.

Pra não fugir à tradição, o Zé do Hambúrguer também curte um ar retrô. Anúncios antigos da Coca, fotos da Marilyn e do Elvis não morreram. Ah, os garçons devidamente uniformizados e a jukebox também não poderiam faltar.

Vamos ao rango: eu, Caio e Gui pedimos as famosas Batatas do Zé. A porção de batatas cortadas à mão é bem generosa, serve três pessoas facilmente se for apenas uma entrada. Como ela nos serviu de prato principal, cada um mandou ver numa porção. As batatas vêm cobertas com camadas de queijo mussarela e cheddar, além de alguns pedacinhos de bacon. É delicioso e bem diferente, a combinação cai muito bem.

Olha a apresentação do prato (os bacons não são mais tão gigantes como mostra a foto, vêm cortados bem miudinhos):


A Mari pediu lanche - foi de hamburguer com catupiry. Pelo que eu experimentei e pelo que ela disse, estava bem gostoso, com bastante catupiry.

No cardápio da lanchonete ainda há Coca Cola com sabores (baunilha, cherry etc). Pedimos uma Cherry, porque a Mari ficou super curiosa e quis provar. Não preciso nem dizer que os gêmeos se apoderaram rapidinho da criança, né?

No fim das contas, pagamos R$ 95, com os 10% de serviço. Preço justo pelo que consumimos. O Restaurant Couple adorou. Nota 10 para o Zé do Hamburguer porque o local, mesmo que pequeno, é agradável, a comida é bem feita e deliciosa - e melhor: o Zé aceita VR.

Aguardamos as próximas sugestões, Caio e Gui!

E você, já foi ao Zé do Hamburguer? Tem alguma outra lanchonete para nos sugerir? Deixe seu comentário!

*Imagens: Reprodução

domingo, 25 de outubro de 2009

Viciado em tudo isso (Mc Donald's)

É simplesmente injusto exigir que a geração Coca-Cola odeie Mc Donald's. Quando crianças, colocaram na nossa cabeça que o McLanche Feliz era legal - e obrigávamos nossos pais a frequentar o Mc ao menos uma vez por mês só para ganhar um brinquedinho novo.

Na adolescência, o Mc é como um ponto de escapismo. Você consegue se desprender dos pais e vai com os amigos ao shopping. Depois de um cineminha, bate a fome e alguém solta: "vamos ao Mc?". Sim, claro... pra onde mais iríamos? Então os meninos se apaixonam pelo Big Mac, porque é o maior lanche de todos - e você quer provar que aguenta "tudo aquilo". Já as meninas começam a variar os lanches, porque elas sempre estão um passo à frente.

Aí você começa a dar uns peguinhas numa paquera, mas ainda não tem carro. Nada melhor: faça o mesmo programa de antes, só que agora de mão dada. Aí, para provar que você é um ficante legal, pede o mesmo lanche da sua companheira e descobre que o Mc tem muito mais a oferecer. A explosão de sabores é fascinante.

Vem a Copa do Mundo, você prova lanches de "diversos países". Então vem uma campanha de "conheça todos os lanches", e lá vai você provar um por um, número por número - inclusive o de peixe. Peixe?


E então você tira a habilitação de motorista e começa a rodar pela cidade. Come em lanchonetes diferentes, em restaurantes bacanas e até se esquece da maior rede fast food do mundo.

Melhor: cria um blog de gastronomia porque quer dividir experiências com a galera e simplesmente risca o Mc Donald's das possíveis saídas.

Então, num desses lapsos de ex-viciados, você e sua namorada percebem que o Mc é a saída mais rápida e prática para matar a fome quando vocês estão em dois carros separados numa sexta-feira à meia-noite. E lá fomos nós.

Os pedidos: um Quarteirão para a madame e um Cheddar McMelt para o cavalheiro.

Daí a gente começou a reparar porque tentou sair dessa vida. Cito:

1. A bandeja estava suja de catchup e de sal antes mesmo de os atendentes servirem o pedido. Conclusão: o povo da limpeza não fez a funça;

2. Duas moscas ficaram zanzando na nossa mesa, uma até entrou no pacote de batatinhas. Mosca vai atrás de carniça. Conclusão: você está comendo algo parecido com podre;

3. Quando você abre a caixinha do lanche, olhe para a tampa. Invariavelmente, ela estará com uma mancha nojenta de gordura e/ou de sangue. Conclusão: ... precisa de conclusão?

Por essas e outras, o casal confessa que tem lutado contra o vício McDonaldiano com muito afinco. Ronald e sua turma não têm graça faz tempo, mesmo assim habitam nossas mentes como se fosse preciso comer um McLanche para ser feliz.

Destilamos uma nota 2, porque as batatinhas e os nuggets continuam sensacionais, e porque o preço ainda é dos mais baratos. E mais: a rede aceita VR!

Um convite aos visitantes: contem suas historinhas perversas sobre o Mc e o seu vício. Quem sabe a gente não publique um livro, faça um protesto e até ganhe um lanche de graça?

*Imagens: Reprodução

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Boteco Bohemia - façam suas apostas!

Sexta edição do Boteco Bohemia rolando e até então eu e Gabi não tínhamos título de eleitor. A gente nunca esteve num bar concorrente durante o mês do concurso. É até pecado contar isso...


Mas o fato é que dessa vez eu fui fuçar pra ver se algo atiçava meu paladar e tudo me bota água na boca! Coisa de gorda ou os caras estão cada vez mais caprichosos na apresentação dos pratos? Nós conhecemos alguns dos botecos participantes, mas nunca comemos as porções que estão concorrendo.

Taí... eu e Gabi temos até 31 de outubro pra dar a nossa opinião. Não vai dar tempo de experimentar todos, então quem tiver alguma boa dica, por favor, não hesite em repassar! Em breve, o nosso vencedor vai pintar aqui.
*Imagem: Reprodução

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bar Veríssimo

Há algumas semanas, quinta-feira foi dia de happy hour do povo do trampo. O local escolhido é um velho conhecido de quem trabalha na região da Berrini.

Veríssimo dá nome ao bar na Rua Flórida porque, como não poderia ser diferente, homenageia o escritor gaúcho homônimo. O local é completamente tomado por elementos decorativos que remetem ao Luis Fernando Veríssimo que ama jazz, o Internacional de Porto Alegre, as crônicas que destila. Pendurados ou grudados nas paredes, os cartoons, as camisas do time do coração e as divertidas capas de revistas e livros remetem os visitantes da casa ao universo do tal gaúcho.


"Bom", você pensa, "então vamos escolher o que beber e comer". Eis que você abre o cardápio e... tcharam! Lá está ele: Luis Fernando Veríssimo e seu universo em diversos nomes de prato. Títulos de livros, expressões gaúchas, etc, etc, etc dão nome a petiscos, lanches, sobremesas e bebidas.

Mas calma lá, apesar do exagero ao culto verissimiano (e gaúcho), o bar é muito bom, tem um ambiente agradabilíssimo, atendimento de primeira e, olha lá, chopp bem tirado. Quando chegamos, tivemos que esperar uns 45 minutos para vagar uma mesa. Enquanto isso, tomamos chopp em pé, do lado de fora.

No fim, ainda pedimos alguns petiscos. Afinal, a proposta do local é ser "um bar para comer e não um restaurante para beber". Lá fomos nós de porções de pastéis (carne, queijo e palmito - bem sequinhos) e linguiça apimentada com catupiry e farofa. Pelo tanto que todo mundo comeu, posso dizer que estava ótimo.

O preço é salgado. No fim deixamos algo em torno de R$ 40 cada. Mas vale a pena, principalmente quando os happy hours da firma são raros!

Nota 8 para o Veríssimo, porque não sou muito de ficar esperando por uma mesa e porque o culto ao deus cronista poderia ser mais contido.
*Imagem: Reprodução

domingo, 18 de outubro de 2009

Restaurante Banri

A gente vive programando uma ida à Liberdade pruma imersão legítima na gastronomia dos orientais. Num sábado de setembro, tinhamos de resolver alguma pendenga ali perto e aproveitamos pra matar a vontade. Na caminho, eu fui lendo críticas feitas pelo jornal Folha de S. Paulo a uma porção de restaurantes que tem no bairro e o que mais nos empolgou foi o trechinho sobre o Banri.

Foi fácil achá-lo. A rua Galvão Bueno é uma das principais e o lugar tem um mercadinho na frente. Não fosse isso, teríamos entrado num outro Banri, na mesma rua, mas do outro lado da calçada. A fachada, por conta das frutas todas, é muito simpática. Nos fundos da casa, numa área ampla, fica o restaurante e o café. A decoração é simples, mas as mesas são espaçosas e espaçadas.



Estômagos implorando por uma comidinha, atacamos de cara uma porção de shimeji. Não veio na chapa como nós apreciamos, mas estava bem gostosa e quente. Só um capricho nosso, que não sei se incomoda os outros também, é com o tamanho dos cogumelos... Tinha uns tão grandes, com o talo, que estavam duros e sem sabor.

O cardápio do Banri é super recheado, o que torna a escolha bem mais difícil. Mas nós fomos determinados a experimentar um prato que a crítica da Folha indicava: lombo caramelizado com molho de laranja, maçã, limão, shoyu e gergelim. Pedimos meia porção dele e meia porção de yakissoba de carne. Poder pedir meia porção é um ponto positivo do restaurante, assim dá pra experimentar mais.

A comida demorou um pouco pra chegar à mesa, e se isso foi tática pra gente ficar com mais fome e gostar mais não precisava. A primeira garfada desse lombo caramelizado que levei à boca parecia uma festa! O docinho do açúcar e o ácido da laranja e do limão combinam muito bem! E o lombo estava super macio, desmanchando. Olha só a apresentação:


Depois desse preparo criativo, o yakissoba até ficou apagado. Mas também estava interessante, com bastante molho, carne e legumes.

Esse almoço tradicional nos custou R$ 56, incluídos os dois refrigerantes, a porção de shimeji, meia porção de lombo e meia de yakissoba e os 10% do serviço. Achei justíssimo, e melhor ainda porque eu e Gabi pagamos com VR. Vou dar uma nota 9 pra incentivar o capricho com o corte dos cogumelos e com o tempo no atendimento.
*Imagem: Reprodução

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bar Squat

Em plena quarta-feira, o Restaurant Couple marcou presença no aniversário da Beca, arquiteta, pé de valsa e amiga muito querida do casal.

O lugar escolhido para a comemoração era muito bacana: o Squat. O bar foi inaugurado há poucos meses - e, acreditem, em plena quarta-feira estava lotado. O nome do local remete a construções antigas frequentadas por jovens logo depois da queda do Muro de Berlim, na Alemanha. São ateliês, estúdios, bares, baladas e até apês habitados por gente do mundo todo.

Só de saber essa história já despertou uma baita curiosidade em nós. Chegando lá, constatamos que o ambiente do local é bem diferente, intimista e lembra um galpão recuperado. A decoração mistura elementos retrôs e contemporâneos. Isso fica bem claro nas luminárias - quando for, fique esperto e dê uma olhada porque cada uma é diferente da outra. Isso tudo dá um clima de pré-balada - um lugar pra ver e ser visto, sente só:




Pra turbinar essa pegada, uma pequena banda tocava um jazz de primeira - e num volume ideal para animar e conseguir conversar sem gritar. O lugar é bacana para ir em casal e também com um grupo de amigos (mas não muito grande, porque a disposição das mesas não permite que todos se vejam ou consigam conversar).

No cardápio, o bar tenta reunir receitas de fim de noite do mundo todo. Há porções típicas de Montreal, Barcelona e Cingapura. Nós preferimos apostar numa porção de boteco, mesmo, chamada "Bolinho Maria Bonita". São sete ou oito bolinhos arredondados de risoto de alho-poró recheados com queijo brie. Muito, muito saborosos, bem fritos e nem um pouco encharcados de óleo. Quitute aprovadíssimo pelo casal.

De bebida, eu fui de chopp. Nada demais, achei a bebida até um pouco quente, fora do ponto. Já a Mari escolheu um coquetel chamado "Folkets Rus", que misturava pisco, soda, kiwi, morango e abacaxi. Muito refrescante, bem leve e saboroso. A apresentação da bebida também é show de bola.

Na hora de pagar, deixamos R$ 80 - contando os 10% de serviço e os R$ 10 que cada um pagou pelo couvert artístico. Nota 8 para o Squat, porque foi uma grata surpresa, mas... poderia ter sido uma surpresa um pouquinha mais barata.

*Imagem: Reprodução

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sushi do Padre

Depois de uma boa leva de bares e lancheterias, sentimos falta de um peixe cru. Que a gente é fã da culinária japonesa todo mundo aqui já sabe, né? Pois bem, a saudade nos levou ao Sushi do Padre, que antes ficava na rua Padre Chico (taí o porque do nome) e que há pouco tempo se mudou para a Ministro Ferreira Alves, ambas na Pompéia.

Era uma quarta-feira, o lugar estava cheio, mas nós não esperamos pra sentar. Rapidamente, fomos atendidos por uma garçonete muito simpática e escolhemos o rodízio. O primeiro prato a chegar na mesa foi o shimeji. Enrolado em papel alumínio, não estava quente o suficiente, e também não tinha gosto de nada. Pro nosso paladar faltou um temperinho. Como nós não gostamos, não ficamos chateados em não poder repetir... é isso mesmo: a porção é limitada em uma por pessoa.

Segredinho nosso: geralmente quando o shimeji vem dentro desse alumínio, quer dizer que foi requentado no microondas. Legal, mesmo, é quando ele vem praticamente pulando naquelas chapas quentes, pelando. Aí sim o bicho pega!

Os temakis que pedimos, de salmão skin, estavam muito gordurosos. Acho que o charme dessa entrada é quando a pele fica crocante e fininha, porque não pesa. Mas o nosso veio encharcado em óleo, e eu não fui além da primeira mordida. Já o Gabi foi até o fim! Ele diz que não se incomodou tanto como eu, vai ver é frescura de menina...

Meu grande temor era com os sashimis, porque comer peixe cru passado não é só um problema para o paladar, mas pra saúde. Felizmente, o combinado estava uma delícia! O sashimi de salmão estava fresquinho e os sushis estavam bem feitos. Não tinha nenhuma novidade - e o casal gosta de ser surpreendido com algum ingrediente diferente - mas também não tivemos nenhuma surpresa desagradável. Fora isso, o Gabi comeu um yakissoba, que estava gostoso, e eu um teppan de salmão, também interessante.

Eu confesso que não fiquei empolgada com o Sushi do Padre. O atendimento é bom, o ambiente é agradável, mas faltou alguma coisa pra que eu me envolvesse mais. Fora que não caprichar no shimeji é um pecado pra mim, uma fanática assumida. No fim, deixamos R$ 72, pagos com VR. Pelo conjunto da obra, o Sushi do Padre leva uma nota 5.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Restaurante Emprestado

Na última sexta-feira, o casal teve o prazer de jantar novamente com Denise Cavalcante. Desta vez, ela nos apresentou um restaurante brasileiro, o Emprestado, que fica na Vila Madalena. Digamos que, além de tudo, comemoramos a eleição do Rio pras Olimpíadas de 2016!

A proposta é inusitada e das mais intrigantes da capital. A casa reúne algumas receitas originais de restaurantes de ponta espalhados por todas as regiões do país. E o mais legal: os chefs de todos esses restaurantes escolhidos colaboraram numa boa para ajudar a montar os pratos de maneira idêntica aos originais.

Logo na chegada, fomos recebidos com o couvert: chips de raízes, canoinhas de pão com manteiga - que recheadas com patê de frango ficam deliciosas -, tudo servido em uma grande cuia de Belém. Tudo muito saboroso, realmente de abrir o apetite.

Em seguida, saboreamos um tira-gosto chamado "Um dois, feijão com arroz". Olha a apresentação, que simpática:


É um combinado de bolinhos de arroz fritos e, a surpresa, bolinhos de feijão fritos. Temperados com o molho de pimenta que acompanha o prato, a combinação fica deliciosa. O bolinho de feijão me surpreendeu. Ele não é muito seco, é bem salgadinho e consistente.

Logo depois, fomos aos pratos principais. Oh, que dúvida. Escolher uma receita de Belém, Natal, Salvador, Tiradentes, Pirenópolis, Paraty, São Paulo ou Vale dos Vinhedos?

Eu fui direto ao prato que inspirou a criação do Emprestado: o crocante de camarão com risoto de queijo brie, de Natal. Olha a apresentação da criança:

Os camarões são generosamente grandes, empanados com gergelim, e podem ser temperados com um molho agridoce. Eu recomendo, para não ficar muito seco. O risoto combina perfeitamente com os camarões e torna o prato perfeito.

A Mari escolheu um prato de Belém do Pará: picadinho de tambaqui, acompanhado de arroz com ervas, farofa e banana frita. O peixe vem moído, e pela aparência e sabor lembra até carne moída. Ok, estamos aqui cometendo um pecado de leigos... mas isso não é uma crítica! O prato estava ótimo e exótico. Para a Mari, a grande sensação foi o arroz com ervas.

Já na sobremesa, fizemos uma grande degustação de 4 delas: goiabada frita com sorvete de queijo (que a Mari simplesmente devorou), mousse de cupuaçu com calda de chocolate e castanhas de barú carameladas (que está na foto abaixo - destaque pras castanhas, bem docinhas), pudim de tapioca com calda de cocada e uma última sobremesa com casca de laranja adocicada, combinada com outras frutas cítricas. Tudo bem diferente, bem brasileiro, bem gostoso.

Infelizmente o Restaurant Couple não vai dar nota ao Emprestado, porque foi recebido pelo Renato, dono do restaurante, pela Denise, assessora do local, e pela chef Vanessa, que magistral e delicadamente nos preparou todas essas delícias. Logicamente que todo esse carinho, atenção e cortesia renderiam uma nota 11. Por isso vamos nos isentar. Mas prometemos que da próxima vez iremos disfarçados, pra poder avaliar o atendimento e os pratos com distanciamento.

No entanto, uma coisa podemos fazer: recomendar que você conheça logo o local. Inaugurado recentemente, ele com certeza ficará lotado e badalado em breve. O ambiente é delicioso, os pratos são muito atrativos e finalmente podemos dizer que existe um restaurante legitimamente de comida BRASILEIRA, com as mais variadas cozinhas, em São Paulo.

Os pratos principais variam entre R$ 30 e R$ 55. Se for comer entrada, prato e sobremesa, vá preparado para gastar cerca de R$ 70, R$ 80.


*Imagem: Reprodução

domingo, 4 de outubro de 2009

Se me leva, eu vou - Bar Genial

No início de agosto o Gabi esteve com os nossos amigos no Genial, um bar na Vila Madalena. Eles combinaram numa quinta-feira, dia que costuma ser o mais punk pra mim no trabalho, e por isso eu não pude acompanhá-los. O moço voltou de lá só elogios, até mandou uma nota 10, e eu fiquei na vontade... Mas aí, um mês depois, o nosso gigante mais querido, Igor Paulin, resolveu deixar o glorioso Rio Grande do Sul pra nos fazer uma visita. Quer motivo maior pra comemorar? Foi assim que o Genial recebeu a turma mais uma vez.

Quando chegamos já era madrugada de domingo, uma da manhã. É claro que a casa estava lotada, com gente de pé na calçada. Nós resolvemos encarar mesmo assim e aguardamos uma mesinha tomando chopp no balcão por cerca de quinze minutos.

Sentamos em seis, mas rapidinho as duas mesas ganharam diversas cadeiras extras. A popularidade do gigante não é brincadeira, não! Gente de todos os cantos de São Paulo apareceu pra matar a saudade do Igão. Pra saciar a sede e a fome de todos, mais chopp e algumas porções de bolinhos de arroz.

Essa porção, aliás, merece um parágrafo exclusivo. Extremamente crocante por fora e muitíssimo molinho por dentro, o bolinho faz uma espécie de puxa-puxa a cada mordida, porque eles devem colocar queijo ralado na receita. É um negócio de louco, e se alguém souber o segredo conta aí pra gente! Todo mundo concordou que é o melhor que já experimentamos até agora!

Trunfos do Genial: chopp bem tirado, bolinhos de arroz marcantes, ambiente gostoso e um ótimo atendimento. Mesmo com a casa cheia, não ficamos esquecidos nem no balcão enquanto esperávamos a mesa, nem quando finalmente sentamos e demos início aos trabalhos.

Pelos chopps e uma parte das porções e dos 10% deixamos R$ 40. Justíssimo, eu acho. Agora sei que o Gabi tinha em razão em voltar animado do Genial. É uma ótima pedida prum fim de noite com os amigos! Não há dúvida de que vou manter a nota 10. Se me leva, eu vou!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Levaria ou não levaria - Restaurante Sujinho

Finalmente o anfitrião desse blog conheceu o restaurante Sujinho. Tive o prazer de reencontrar Samuca, Camis e Bebel - amigos que a vida me fez conhecer no Curso Abril de 2008 - na unidade que fica no sentido centro da Rua da Consolação.

Sempre ouvi dizer que é um lugar ímpar na cidade, imperdível para qualquer pessoa que realmente quiser conhecer São Paulo. E é mais ou menos essa a pegada. Em plena segunda-feira, o local simplesmente começa a bombar a partir das 22h00, 22h30. O motivo: é dia de famoooosa bisteca.

A tradição da Bisteca D'Ouro vem de longa data, olha só essa foto:


O restaurante existe desde 1921, mas as carnes não constam no cardápio desde o início. É claro que o local e o menu passaram por reformas. Mas diz a lenda que o ar boêmio e a tradição permanecem os mesmos.

Realmente o Sujinho é bem aconchegante. Tem um clima retrô, um atendimento de primeira e uma localização, digamos... capital. Vez ou outra o barulho dos ônibus atrapalha a conversa, mas isso entra na conta do "realmente conhecer São Paulo".

Por incrível que pareça, acabamos não optando pela bisteca. Plena segunda-feira, uma cervejinha aqui, outra ali... fomos de filet mignon grelhado, acompanhado de uma salada com alface, tomate, palmito e mussarela de búfala, arroz à grega, farofa e babatas chips.

Sim, enchemos a pança e papeamos demais. A combinação explosiva ficou simplesmente deliciosa e nos custou R$ 96. Dividido entre quatro pessoas, não deu nem R$ 25 cada um.
Importante: o local NÃO ACEITA cartões de débito, crédito ou VR. Logo na primeira página do cardápio existe o aviso da represália aos altos impostos que são pagos às empresas de cartão. Tá certo ou não tá?

Pelo baixo preço, fiquei simplesmente atordoado. A comida é de primeira, o atendimento é impecável e o lugar é fantástico: Nota 10 de olho fechado. SIM, levaria (e levarei) a Maricota ao Sujinho.

*Imagem: Reprodução

domingo, 27 de setembro de 2009

Pizzaria O Pedal

Uma looonga semana de trabalho e um plantão que o nosso anfitrião enfrentaria no fim de semana foram os dois fatores que pesaram na hora em que escolhemos não mudar nem de rua pra comer. Quatro quarteirões pra cima e chegamos à pizzaria O Pedal, que já havia nos proporcionado bons jantares outras vezes...

Digo havia porque essa saída foi trágica. No auge da fome, fomos ignorados na chegada. O lugar estava muito cheio, tinha espera, mas por onde entramos (há duas entradas) algumas mesas estavam livres. Ainda assim, a mulher que organizava as mesas estava perdidinha e nem sequer olhou pra nós. O Gabi recorreu a um garçom, que repassou nossa insatisfação pra só aí arranjarem uma mesa pra nós.

Pra fazer o pedido fomos rápidos. O barato de lá é que a pizza é por metro e você pode pedir um quarto de pizza (serve uma pessoa) , meio metro (duas pessoas) ou um metro (quatro pessoas). Nós escolhemos três sabores para uma de meio metro: Atrás da pedra, que mistura gorgonzola e mussarela, Picante, com calabresa picante moída e cebola, e Atum. Também pedimos uma entrada de massinha de pizza com molho de tomate e duas bebidas, uma cerveja para ele, e um suco de maracujá com morango para mim. E aí começa a nossa odisséia...

O relógio correndo, as barrigas roncando e nada dos nossos pedidos chegarem. Só a cerveja é que veio rápido. Pra fazer o meu suco acho que foram colher os morangos... porque demorou bem uns vinte minutos. Quando chegou, o garçom não teve o cuidado de me perguntar se eu queria açúcar. É claro que eu mesma posso pedir se achar preciso, mas acho importante que os funcionários mostrem preocupação com os clientes. Aí começou a luta com a entrada, que pedimos duas vezes num intervalo de uns quarenta minutos, pra só aí chegar. Apesar da demora, não dá pra negar a delícia que é: tiras de massa crocante e cheinhas, pra lambuzar num molho de tomate frio bem temperadinho.

Da entrada pra pizza até que foi rápido, e mais uma vez não dá pra ignorar que eles batem um bolão. A massa é fina, bem crocante e chega a derreter na boca. O recheio é bem generoso. Na chapa havia quatro pedaços de cada sabor, adivinhe quantos restaram? Só dois.

Relógio correndo, três horas depois pedimos a conta. TRÊS horas. Você se lembra que lá no primeiro parágrafo desse post eu disse que escolhemos a Pedal porque queríamos voltar logo pra casa? Pois é, o pessoal segurou a gente até não poder mais... A conta veio rápido: R$ 67,65.

Moral da história: não atenda mais clientes do que você pode. Se a sua cozinha serve bem trinta mesas, não queira abraçar o mundo e atender o dobro. Isso tira o prazer dos clientes, porque esperar um pouquinho faz parte, mas esperar o que nós esperamos é sacanagem. Fora que um lugar bacana, bem decorado (como é a Pedal) e que faz uma ótima pizza tem tudo pra receber uma boa nota. Mas quando peca na organização e na dinâmica do serviço, perde o brilho. Foi o que aconteceu dessa vez: nota 5, porque a qualidade da comida segurou a pizzaria na média.

*Imagem: Reprodução

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Restaurante Ávila

Senhoras e senhores, ontem a noite foi diferente. O Restaurant Couple foi a um jantar de negócios!

Quer dizer... o evento não foi tão formal assim. Mas não menos importante! É que fomos conhecer Denise Cavalcante, assessora de imprensa, organizadora de eventos e especialista em vinhos.

O bate-papo rolou no Ávila - Parrila e Enoteca, restaurante cujas especialidades são os cortes de carnes argentinas e vinhos. Tenho de admitir: o local para uma conversa descontraída sobre o trabalho e a vida não poderia ser melhor. Denise fez a gentileza de nos apresentar a casa, o maître e dois vinhos brasileiros que ela também conhecia pela primeira vez.

Nos acomodamos em uma mesa espaçosa, que acomoda facilmente quatro pessoas. No lugar de cadeiras, sentamos em sofás deliciosos, que nos deixaram ainda mais à vontade. Olha só:

E melhor. Se liga no charme do lugar à noite:


Depois de degustar os vinhos e petiscar o generoso couvert (mini pão francês, pão de queijo, manteiga, sardela, azeitonas e um molho de cebola), fomos aos pratos principais. Eu poderia dizer que o destaque do menu são os cortes de carnes argentinas - como o miolo de bife ancho que comi, que ficou ainda melhor acompanhado de batatas suflê. Também poderia dizer que é bacana ter a opção de carnes de 250 g ou 400 g, o que dá a chance de escolher pelo prato de acordo com o tamanho da sua fome.

Só que o mais legal, mesmo, é que existe um menu FEMININO. A página com as opções lights e menores tem até uma cor diferente das outras do cardápio, é lilás.

E foi justamente nessa opção que as duas mulheres da mesa apostaram. Maricota foi de Truta ao Molho de Ervas Finas, acompanhada de purê de mandioquinha. Pra variar, ela amou o purê e achou o peixe levinho e muito gostoso.

Denise optou pelo Entrelaçado Especial, prato que trazia carne bovina recheada com tomate seco e mussarela de bufála ao molho agridoce e risoto de pupunha. Pelo visto ela gostou bastante, mas nos confessou que, por serem dois pedaços generosos num molho adocicado, acabou ficando enjoativo. Por isso, a Mari ganhou um pedacinho e amou a combinação, mas concorda que a quantidade é exagerada.

No fim do jantar, ainda tivemos o prazer de conhecer o dono do restaurante, Guillermo Ávila. Ele se sentou conosco, bateu um papo sobre alguns planos... e posso dizer: galera, se prepare que já já vem novidade argentina por aí.

Desta vez, fico devendo o valor da conta, uma vez que o jantar foi gentilmente concedido pela Denise. Mas, se você se interessar, vá preparado para deixar cerca de R$ 70 por pessoa - isso se você não se render a algum dos inúmeros vinhos da carta.
Como não pagamos a conta, infelizmente não poderemos avaliar o restaurante - que nos serviu muito bem, oferece um menu muito bem pensado e uma carta de vinho de cair o queixo. Mas prometemos que voltaremos logo ao local para destilar nosso veneno!
* Imagens: Reprodução

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bar Pirajá II

Somos fãs do Pirajá de longa data. Muito antes desse blog nascer, nós já havíamos experimentado os prazeres daquele menu. E depois que o Restaurant Couple veio ao mundo, estivemos lá na Páscoa pra destilar mais uma nota 10. Você se lembra?

A gente não esquece, e é por isso que o casal não titubeia na hora de aceitar um convite pra ocupar uma mesa no Pirajá. Foi assim numa sexta-feira, dia de último capítulo de novela das 20h, quando fomos encontrar uns amigos. Quando chegamos, já meio tarde, o lugar estava muito cheio. Juntamos umas cadeiras à duas mesas que a galera ocupava e partimos para os trabalhos.

De cara, o glorioso Portiolli mandou a dica: porção de carne seca com cebola e farofa. A gente não é bobo de dar de ombros e acatamos a sugestão. Quando a panela chegou à mesa, todo mundo - até mesmo aqueles que já haviam comido - salivou... Enorme, servia bem umas quatro pessoas. Eu não manjo de cozinhar, só de comer, mas pelas diversas vezes em que experimentei pratos bem ruins com carne seca imagino que o preparo seja complicado. Você não pode tirar a identidade da carne, mas também não é bom quando ela esmigalha na boca. E o prato do Pirajá supera expectativas: é grande, saboroso, bem temperado e vem acompanhado de uma bandejinha de pão, que é reposta a qualquer erguida de mão! Pra molhar a goela, o velho chopp de sempre, muito bem tirado e geladinho.

Desde que passou a vigorar a lei anti fumo, ainda não tinhamos ido a um lugar onde os fumantes se sentissem acomodados. Invariavelmente, os adeptos do cigarro tinham de ficar de pé nas calçadas, longe da mesa e da conversa com os amigos. No Pirajá, há uma área grande, a céu aberto, onde as mesas ficam debaixo de uma árvore enorme e imponente. Pruma turma como a nossa, bem dividida entre fumantes e não fumantes, não tinha como ser melhor.

O Pirajá tomou do casal R$ 55. Deixamos R$ 27 pela porção e o restante para as bebidas e os 10%. O serviço, aliás, continua merecedor de destaque. Os garçons são rápidos, simpáticos e sempre cheios de boas histórias. E como o Pirajá continua escrevendo a sua boa história, não dá pra diminuir a nota, que continua sendo 10.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Engenharia do Hamburguer

Sim, senhoras e senhores, o tempo passou. Para comemorar o 50º post desse blog, nada melhor do que comer entre amigos, certo? Pois bem. Hoje vou falar da Engenharia do Hamburguer, que fica em Perdizes.
Há cerca de um mês, fomos lá em três casais: eu e Mari, Rafa e Beca, Braguinha e Carol. O desafio era se alimentar depois de ver um filme difícil de digerir. Já viram "A Onda"? Fica a dica cultural, o filme é sensacional.

De início, me chamou a atenção o estacionamento do local. Bem em frente à lanchonete, na própria Rua João Ramalho, há um terreno onde cabem uns 10 carros. Lá, os próprios clientes estacionam os veículos. Muito prático, rápido e seguro.

Dentro da Engenharia, a decoração tenta se assemelhar ao clima retrô que o Rockets propõe: garçons com boininha, fotos antigas de Marilyn Monroe e Elvis, propagandas lendárias da Coca... tudo muito simples, mas o que vale é a intenção!

Vamos ao cardápio. Para petiscar, mandamos bala numa porção de fritas e em outra de onion rings. Pela rapidez com que as bandejas ficaram vazias, nem preciso dizer que estava muito bom.
De lanche, pedi hambúrguer com catupiry e bacon. Bem grande a criança, mas cuidei dela direitinho. A Mari foi de cheeseburger com tomate e aprovou a pedida.

O legal é que cada mesa tem diversos temperos e molhos - entre eles o barbecue, meu predileto. Isso com certeza torna a refeição ainda mais gordurenta e saborosa!

Quando pedimos a conta, o garçom fez questão de separar os pedidos de cada um, fazendo as contas separadamente. Tratamento VIP, vai dizer? E que fique registrado: os R$ 36 do casal foram devidamente pagos pela anfitriã deste blog.

Apesar de ser simples, a Engenharia cumpre todos os requisitos de um lugar bacana pra comer um lanche. Não me resta opção, senão destilar mais uma nota 10. Comemorar os 50 assim é bom demais!
* Imagem: Reprodução

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Padaria St. Etienne

Em dias frios, eu acho uma delícia sair debaixo da coberta, colocar um conjunto de moleton bem confortável e partir para uma padaria que trabalha em esquema de buffet. Pra mim, é um programa muito bem vindo no inverno! Como o Gabi também é chegado nesse programinha, foi isso o que nós fizemos em mais um sábado hiper gelado de agosto.

A St. Etienne é uma padaria grande na Harmonia, uma rua da Vila Madalena pela qual a gente passa bastante de carro. Dessa vez, em vez de só ficar conjecturando se além de bonita a padaria era boa, resolvemos experimentar. Por volta das 20h, poucas mesas estavam ocupadas. Nós escolhemos um lugar estratégico no cantinho, muito próximo da mesa de comida. Assim ficou fácil ir e voltar umas dez vezes pra encher os pratos.

Cada um de nós experimentou quatro tipos de sopa. Ao todo, haviam dez. Eu comi sopa de feijão, capeletti, caldo verde e feijão preto. Essa última - concordamos eu e Gabi - era a melhor de todas! Nem muito grossa, nem muito aguada e muitíssimo bem temperada. A gente bem que queria ser light e ficar nas sopinhas, mas com tantas opções de pães, salgadinhos e patês não rolou.


Perdoe esse casal desmemoriado, mas não lembramos o valor exato do buffet. A nossa conta deu cerca de R$ 35, sem bebidas. Pelo lugar gostoso, o atendimento impecável e a fartíssima mesa de pães e sopas (que você pode atacar sem limites), acho que vale o quanto cobra. E o melhor é que cobra também no VR!

Como a St. Etienne cumpriu com a missão de esquentar a nossa noite, aí vai mais uma nota 10.

* Imagem: Reprodução

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Restaurant Week II (Restaurante Santa Gula)

O segundo restaurante do Restaurant Week que visitamos foi o Santa Gula. Logo na entrada, o espanto. Será que ele vive vazio e fizemos a reserva à toa?

Ledo engano. Digo: a entrada engana. Para chegar às mesas, é preciso atravessar um longo e charmoso corredor. É dar uma dúzia de passos para chegar à entrada de fato do restaurante e ouvir o burburinho lá de dentro. Estava lotado; ainda bem que fizemos reserva!

O interior é bem charmoso. Diversos cômodos dos fundos de uma casa antiga deram lugar a mesas e cadeiras de madeira. A decoração é bem brasileira, com quadros, adereços e cores puxando para um ar retrô bem aconchegante. Se liga:
Fomos em dois casais: eu e Mari, Gregório e Vivi. Super atencioso, o garçom explicou o cardápio para nós e fomos fazendo os pedidos.

O cardápio normal da casa é farto, com preços que variam de R$ 30 a R$ 50. A carta de vinhos e cervejas é bem requintada, mas sinceramente senti falta de um chope Brahma, de uma cerveja Original ou Serramalte. O jeito foi beber um chope Primus (ótimo), o mais barato da casa! A Mari pediu uma Itubaína - não sei se pela vontade de bebê-la ou simplesmente pela surpresa de ver a opção no cardápio. De qualquer forma, achei diferente.

Vamos à comida: de entrada fui de mini crepe de camarão. Estava gostoso, mas confesso que esperava mais recheio e uma massa menos molenga. Maricota preferiu a sopa bloody mary, um caldo de tomate um pouco picante e bem temperado. Esse sim surpreendeu!

Para o prato principal, escolhi frango recheado com Gruyére ao pesto de brócolis e pistache, acompanhado de batatas gratinadas. As batatas gratinadas estavam uma delícia. O frango também estava bem preparado, mas achei a combinação pouco vibrante. A Maricota foi de Steak francês com arroz puxado no próprio molho madeira. Cá entre nós, se encontra isso em qualquer restaurante contemporâneo por aí.

Já na sobremesa, pedi creme brulée de pistache: muito leve e saboroso. Já a Mari optou pelo mélange de chocolates, que captou uma boa combinação de sabores.

Pagamos R$ 56 cada um, pela comida, bebidas e 10% de serviço.

Quanto à comida: as opções oferecidas no cardápio do Restaurant Week não surpreenderam tanto. O restaurante optou pelo básico, e talvez não conquiste tantos clientes como gostaria. Outra coisa: se não me engano algumas fotos dos pratos mostradas no site do Restaurant Week estão erradas, o que pode confundir alguns clientes. O atendimento do local é de primeira, mas em alguns momentos senti um pouco de demora para servir os pedidos.

No fim das contas, esse restaurante é um daqueles locais bem escondidos, que praticamente não existem no mapa, mas que fazem a diferença numa cidade tão grande quanto São Paulo. Tomar um chope e conversar com amigos num local desse é sempre uma experiência ímpar. Valeu a pena pelo programa, entende?

Nota 7 para o Santa Gula, porque ainda vou voltar lá para provar uma nota 10.
* Imagem: Reprodução

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dib

Já é tradição: todas as terças-feiras eu e Maricota fazemos um pit stop na Dib, fast food árabe localizada na movimentada Rua Professor Alfonso Bovero, em Perdizes. Digamos que se trata de um momento de transição - entre o caos de um dia de trabalho e alguns minutos de diversão e transe, no gingado de uma noite dançante.

Nesses poucos minutos de pausa que tem para jantar, o casal aproveita para se deliciar com salgados que se encontram logo na "vitrine" da loja e podem ser consumidos prontamente.

O destaque fica para dois itens em especial. A começar pelo kibe frito. O salgado é bem crocante e rígido - não é daqueles que você dá uma mordida e ele já se despedaça todo, tornando o ato de comer um verdadeiro desafio de equilíbrio. Esse kibe é firme, bem arredondado. Com pitadinhas de limão e ketchup, então... fica irresistível. Muito bem temperado, é de longe um dos mais bem preparados da cidade.

Outro salgado que chama a atenção é a esfiha fechada de escarola. Confesso que não sou muito chegado em vegetais. Mas depois que a Mari se apaixonou pelo pedido, tive que experimentar. Realmente o sabor é marcante e bem, bem salgado. Delicioso.

Geralmente a conta dá algo em torno de R$ 30, que podem ser pagos com VR, contando os refrigerantes que bebemos. Detalhe: a taxa de serviço não é cobrada se você pede diretamente no balcão.

Os pratos elaborados infelizmente ainda não conseguimos saborear, dada a urgência para os compromissos. Mas fica aí uma dica para quem gosta de cozinha árabe e está com fome e pressa. Nota 10 para a proposta, a rapidez e o capricho da Dib.

*Imagem: Reprodução

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Restaurant Week (Restaurante D'Olivino)

O casal não poderia deixar de visitar o evento gastronômico mais pop da cidade, o Restaurant Week - cuja edição de verão, aliás, colaborou para a criação desse blog.

A proposta é bem legal. Os restaurantes participantes se prontificam a montar um cardápio fixo, cada um à sua moda, desde que ofereça entrada, prato principal e sobremesa. No almoço, a brincadeira sai por R$27,50. No jantar, o preço pula para R$ 39. O objetivo é estimular as pessoas a conhecer novos e velhos restaurantes. E lá fomos nós.

A primeira dificuldade foi encontrar um restaurante participante que não estivesse lotado. Parece que a cidade inteira entrou na onda. Então, se você se interessar pela proposta, é bom se programar com antecedência e ligar para fazer reserva.

Na quarta-feira fomos ao D'Olivino, um restaurante de culinária contemporânea muito charmoso e bem decorado nos Jardins. A recepção é de primeira. Aguardamos 5 minutinhos do lado de fora, porque havia uma mesa sendo desocupada, e fomos tratados com muita cortesia.

Já lá dentro, a Mari deu uma boa fuçada no cardápio normal da casa, e encontrou uma entrada magnífica: quatro unidades de bruschettas - duas tradicionais e duas de cogumelos. Sensacional.
Por isso, ela ignorou a entrada do menu fixo do Restaurant Week. Eu resolvi pedir uma Salada Boursin: mix de folhas e azeitonas frescas, com queijo Boursin e molho de mostarda Dijon com mel. O queijo é delicioso, o grande segredo da salada. Saca só:

Como prato principal, fui de Risotto Roquefort, que além de combinar queijos roquefort e parmesão, é finalizado com rúcula. Como disse à Mari, de longe o melhor risotto que comi até hoje. Com ingredientes muito bem combinados, o prato é leve e saboroso.

A Maricota foi de Saumon Maltaise, um filé de salmão grelhado ao molho de cítricos e azeite extravirgem, guarnecido por legumes assados à moda provençal. Diz a Mari que o molho era bem leve, tinha um gosto adocicado no começo e puxava para o azedinho no final. Além, é claro, de o salmão desmanchar na boca! Quer mais o quê?

Pra finalizar, eu pedi uma sobremesa de morangos, uma das frutas da estação. A anfitriã preferiu a Bavaroise Yaourt, um mousse BEM leve de iogurte e limão siciliano. Ela amou, mas não fez muito o meu gosto. A apresentação do prato é linda, se liga:

No fim das contas, deixamos R$ 120, porque pedimos uma entrada à parte, quatro refrigerantes - mais os 10% do excelente e prestativo serviço. Não tem como: sou obrigado a dar nota 10 ao D'Olivino! Com certeza voltaremos lá outras vezes, tudo foi muito bom.

E você, foi a algum restaurante participante do Restaurant Week? Deixe a dica porque semana que vem pretendemos visitar outros locais!

*Imagens: Reprodução