domingo, 27 de fevereiro de 2011

Zeni

Terminar a semana mandando ver num rodízio japa é sensacional, né? A fome é muita, depois de uma semana de correria e estresse.

Pois bem, eu e Maricota nos encontramos com os amigos Renato e Taty no Zeni, na Vila Madalena. Chegamos lá depois de tentar ir ao Mori, nos Jardins, cuja fila de espera chegava a 1h30. Sim amigos, UMA HORA E MEIA. Pra mim, um gordo de plantão, isso é simplesmente inexplicável numa cidade com tantas opções - e boas opções - como São Paulo. E pior: lá não tinha atum - o peixe predileto do casal amigo. Então lá fomos nós ao Zeni.

Chegando lá, descobrimos que não tinha atum, também. Conclusão: a capital passa por um período de seca desse peixe. Alguém aí sabe dizer o que aconteceu nos últimos dias?

Enfim, logo no começo fomos surpreendidos por essa trouxinha de salmão, que vinha com arroz, um toque de cream cheese e um molho bem temperado e saboroso, sem shoyu. Olha só, que apresentação bonita:


Depois vieram fatias de sashimi em cima de uma cumbuca com gelo. Lá no fundo, dá pra ver fatias de sashimi mergulhadas num molho de shoyu com gengibre e limão - delicioso!


E, por fim, veio o prato principal, com salmão e peixe branco. Peixes bem fresquinhos, só acho que poderiam estar um pouco mais frios:


No quesito comida, o restaurante levaria uma nota 7. A questão é que fomos muito, MUITO mal atendidos. Os garçons são simpáticos e esforçados - só que também são mal instruídos e treinados.

Citando rapidamente a novela:
- a Taty pediu um temaki de salmão skin. Vieram dois temakis diferentes de salmão antes do salmão skin, de fato;
- alguns refrigerantes foram pedidos três ou quatro vezes - e um deles nem chegou à mesa, mas veio cobrado na conta final;
- pedimos uma repetição de hot roll, que também teve que ser pedida três ou quatro vezes até entenderem que, SIM, queríamos comer mais;
- a conta veio cobrada errada. Não bastasse o pedido de correção, o garçom chegou com a conta de outra mesa.

Pegadinha? Bilu tetéia? Não, senhores. Apenas uma gerência ausente - que parece tocar uma fábrica de salsicha, e não um restaurante.

A prova final: enquanto reclamávamos pela segunda vez da conta errada para um garçom, o outro (que nos atendeu a noite inteira) estava indo embora, de mochila nas costas e bermuda.

Por essas e outras é que o Zeni não deixará boas lembranças. O rodízio custa algo em torno de R$ 50, e isso é simplesmente inadmissível. Aqui no blog, evitamos divulgar experiências que não são tão bacanas. Mas tem hora que a revolta é tão grande que não tem como. A gente vai ao restaurante no fim de semana para desestressar, e não pra voltar pra casa ainda mais chateado.

Vamos fazer o seguinte: pra não rolar injustiça e chororô (como já vimos bastante quando restaurantes são criticados nesse blog), o Zeni vai ficar sem nota. Antes sem nota do que sem cliente na mesa, não é mesmo?

(Obs: nada contra fábrica de salsichas. É uma das minhas "misturas" prediletas. Como salsicha dia sim, dia não!)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dita Cabrita

Gosto de lugar com história. Um nome que inspira alguma idéia do passado, uma casa que já passou por gerações de uma família, funcionários que trabalham a tanto tempo num lugar que se tornam marca registrada.

Acho que foi isso que me fez simpatizar com o Dita Cabrita, restaurante bem informal na Pompéia. O nome tem uma história divertida. Benedita é filha de dono de boteco, e um dos botequeiros que ia ao estabelecimento do pai brincava com o nome dela, que rima com cabrita. Pequenininha, ela acreditava que ganharia uma cabrita. Cresceu, não ganhou, mas achou um ótimo nome com história para o seu próprio restaurante.

O Dita Cabrita é gigante, com mesas ao ar livre, sob uma árvores lindas, e outras tantas num espaço fechado. No dia em que resolvemos conhecer, estava lotado, com espera. Aguardamos uns vinte minutos por uma mesa para seis pessoas. Nos restou uma no lugar fechado, mas arejado.

O cardápio passeia por várias opções. Tem carne vermelha, branca, massa, risotos, espetos. E algumas boas entradinhas. Nós recomendamos pedir uma cerveja Colorado de trigo e se esbaldar nas entradas! As que provamos e indicamos:


Bolinho Dita Cabrita: de polenta, com recheio de carne de cabrito. Esse aqui é especial porque leva o nome da casa, e não faz feio! A massa do bolinho é excelente, que fica macio por dentro e super crocante por fora. A carne do cabrito é bem saborosa, e fica melhor ainda acompanhada do molho de hortelã que é servido junto.



Mini acarajé: seis bolinhos e potinhos com vatapá, caruru, molho de camarão e vinagrete. Não somos especialistas nessa iguaria baiana, mas esse que comemos estava muito gostoso. Aproveite a pimentinha da casa. Forte na medida!


Escondidinho de bacalhau: delicioso! Leve e bem servido.

Eu e Gabi pedimos uma truta. A minha com molho de camarão e a dele grelhada, com legumes. Ambos os pratos são gostosos, mas consideramos um exagero depois de ter comido tanta entrada.

Lamentamos muito não lembrar o nome da garçonete que nos atendeu! Muito simpática e atenciosa. Mas pareceu que todo mundo ali trabalha feliz e te atende com um certo carinho. Quatro entradas, quatro pratos, seis choppes e alguns refrigerantes somaram R$ 300. Estavamos em seis pessoas, o que significa que cada um desembolsou R$ 50. Justíssimo.

Recomendamos uma ida ao Dita Cabrita numa noite bonita e fresca! Aí não tem jeito de dar nota menor do que 10!