terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Balanço de fim de ano

Pois é, minha gente: 2010 foi pro saco e cá estamos nós encerrando as transmissões, antes que o dia 31 chegue e seja tarde demais.

Neste ano foram mais de 30 restaurantes visitados e postados. É uma marca e tanto! O ritmo frenético de 2009 não foi mantido, mas por uma boa causa.

Podemos dizer que em 2010 nos impusemos alguns limites gastronômicos. Resolvemos abolir vários fast-foods de nossas vidas. Além disso, eliminamos posts sobre descobertas não tão agradáveis, porque consideramos que não contribuiríamos em nada para a vida de nossos leitores.

Descoberta boa leva a uma indicação. Descoberta ruim, a discussões tolas.

Foi um ano de algumas tretas, de várias discordâncias e de muitos comentários. Que fique registrado o nosso muito obrigado aos ilustres visitantes que batem cartão por aqui!

Para terminar, ressaltamos os três restaurantes que mais nos impactaram em 2010:

- Arturito: atendimento de primeira, cardápio surpreendente, comida deliciosa.


- Casa dos Cariris: Lourdes e seu marido realizam uma verdadeira imersão à culinária e à cultura mexicana. Incrível e indescritível.



- Lamen Kazu: cardápio didático, prontidão nipônica e ingredientes fresquinhos.


Menções honrosas ao 210 Diner (descoberta que precisamos explorar ainda mais), ao Kawa Sushi (que nos fez feliz por diversas semanas) e ao Jardim di Napoli (sempre delicioso).

Que 2011 chegue ainda mais gordo para todo mundo! Até janeiro!!!

Abraços,

Gab's e Mari

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Forneria San Paolo

Decidir onde levar a namorada para jantar quando ela faz aniversário é uma questão que deve incomodar muitos caras. É bem difícil, realmente. Quem gosta de sair para comer sabe que nunca dá pra ter 100% de certeza que aquela noite será realmente especial. É tudo muito imprevisível, afinal de contas.

Neste ano, eu quis levar Maricota a algum lugar onde nunca tínhamos ido antes. Consegui me convencer de que a noite não precisava ser perfeita - mas simplesmente agradável, com um rango decente, num ambiente confortável. A experiência teria que fazê-la se sentir bem.

Fomos, então, à Forneria San Paolo, restaurante que já pertenceu à família Fasano e hoje está sob comando do empresário João Paulo Diniz. Para a informação ficar um pouquinho mais milionária, é bom lembrar que a Forneria fica na rua Amauri, no Itaim. Eu havia ido lá há uns sete anos (quando ainda fazia parte da antiga gestão), e lembrava de ter curtido bastante o lugar. Sugeri à Maricota e ela topou.

O ambiente é bem legal e não ostenta tanto requinte quanto pode se supor. Sabe aquele climinha "ver e ser visto"? Pois é, não é a nossa praia. O salão é todo cortado por um balcão envidraçado, que faz divisa com a cozinha. Conta com umas 40 mesas e é iluminado com uma luz fraca, boa pedida para um jantar a dois. Isso deixa o ambiente reservado e não intimida nem um pouco.

À primeira vista, o cardápio é extenso. Há várias opções de entradas (focaccia, bruschetta), saladas, carpaccios, massas e carnes. Mas o grande chamariz do local são os paninis. Foi por eles que chegamos à Forneria - e a pedida não poderia ser diferente.

E nesse quesito o cardápio não era tão extenso quanto imaginávamos. Você pode escolher o seu panini baseado em vários tipos de massa, como ciabatta, pão de miga, baguete, massa de pizza e pão sírio. Mas os sabores não variam muito, e sempre giram em torno dos queijos e presuntos com tomate, peito de peru, atum e calabresa.

Eu consegui fugir do comum e pedi um Panini Alla Forneria (massa de pizza na forma de baguete), sabor vegetariana (berinjela, abobrinha, shitake e mussarela). Saca só como vem repartido no prato, em três grandes pedaços:


O prato estava bem saboroso. Os ingredientes estavam bem equilibrados e fresquinhos. A combinação deu certo, mas no último pedaço eu já sentia que se tornava enjoativo.

Maricota pediu a mesma massa de panini, mas com recheio Trevisani (mussarela, espinafre e linguiça calabresa). Olha que delícia:


Ela também gostou da pedida, mas com ressalvas. O topo do pão estava crocante e o recheio veio generoso, mas não tão quente quanto poderia.

A impressão geral que nos ficou marcada foi de que a massa tem ótimo gosto, mas é muito pesada - e talvez isso tenha deixado o último terço enjoativo. Ainda sobre a massa, na parte inferior do panini ela chegou um pouco crua, naquele puxa-puxa.

De sobremesa, dividimos bananas douradas com sorvete de canela.



Apesar da apresentação fálica, o prato é extremamente delicioso. A banana é ligeiramente caramelizada. O sorvete é bem suave. A combinação deu certo do começo ao fim.

Como tomamos um vinho, a conta veio um pouco salgada: algo em torno de R$ 220. Se você optar por um suco, cerveja ou refrigerante, a brincadeira sai em torno de R$ 50, R$ 60 por cabeça. Justo pelo excelente atendimento, pelo ambiente agradável e pela comida, que afora os probleminhas, é bem preparada.

Nota 8 para a Forneria, que poderia dar mais opções de sabores aos paninis e torná-los um pouco menores para serem menos enjoativos e evitar o problema de massa crua.