quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Jardim di Napoli

Acredito muito que viver junto pode ser pra sempre. Isso porque tenho perto de mim os melhores exemplos. Avós que estiveram unidos até o fim, pais bastante companheiros e sogros na mesma toada há 27 anos. Pois é, 27 anos. Detalho especificamente essa data porque foi ela que nos levou ao Jardim di Napoli, um restaurante italiano em Higienópolis, num bonito domingo de sol. Gabi escolheu a cantina fazendo propaganda do famoso polpettone servido por lá - nós já conhecíamos, os pais dele não.

Família que almoça cedo, chegamos ao restaurante mais tarde do que gostaríamos, às 13h. E já estava completamente lotado. Nos banquinhos do andar de baixo e no bar do mesanino, os comensais se espremiam à espera de uma mesa. Recebemos aquele moderno esquema de senha, um aparelho que pisca incessantemente quando chega a sua vez de sentar, e fomos até o bar acalmar as lombrigas.

Gabi, que há pouco tempo virou um admirador de berinjela, escolheu um antepasto cujo nome me esqueci, mas que consiste numa fatia fina de berinjela que, depois de ir ao forno, é recheada com tomate seco e dormida no azeite. A porção consiste em seis unidades. Olha só que saborosa:


No meio da degustação e da surpresa boa que foi descobrir essa entrada, nosso aparelho começou a piscar loucamente e lá fomos nós ocupar um lugarzinho ao sol. Apesar da lotação, nos sentamos em coisa de quinze minutos. A rotatividade do Jardim di Napoli é muito grande, o serviço é rápido e a cozinha trabalha sem relaxar com o calor do forno. Isso é ótimo, porque num lugar ainda não acostumado a lidar com espera, teríamos comido umas dez entradas esperando uma mesa.

De volta ao menu, todo mundo só tinha certeza de uma coisa: o famoso polpettone à parmigiana. Então, garçom, vê dois pra gente! Não pedimos quatro porque os pratos são enormes e também quisemos comer uma massa. Eu e Gabi dividimos um polpettone e um nhoque ao sugo:


Os pais dele foram de polpettone com conchiglione, aquela massa que parece uma concha com recheio de queijo, ao molho branco:


O fama do polpettone não é mito. Esse bolo de carne recheado com mussarela e servido com molho de tomate é de chorar de tão bom. Enorme, carne macia por dentro e com uma leve casquinha da fritura por fora, muito recheio e mergulhado no molho. Não é a toa que é o carro chefe da cantina e, se você reparar bem, pedido por todas as mesas. Acabo de ler uma entrevista com o dono em que ele diz chegar às 6h30 da matina para preparar mais de 500 bolos de carne.

As massas também são muito bem feitas. Nhoque tem aquela coisa de ficar molengo e grudando na boca que nem bala de goma, mas lá é super firme e macio. O molho de tomates é meio adocicado, muito gostoso também. Os pais do Gabi também aprovaram a massa e o molho branco.

De volta à rapidez do serviço, nossos pratos chegaram à mesa em exatos cinco minutos. Super quentes e deliciosos. Os garçons são mais velhos e devem trabalhar ali faz tempo, o que faz com que dominem o cardápio de trás para frente. São discretos e muito eficientes. Fora que rola aquele clima de cantina italiana super aconchegante pra quem é descendente: cheiro de massa e molho de tomates, toalha xadrez, o tilintar dos talheres e uma certa gritaria, porque cantina italiana não combina com a discrição de conversar baixinho!

Todo mundo saiu com a sensação de que esses 27 anos de casamento foram muito bem comemorados. O almoço deu em torno de R$ 220, com três pratos (dois polpettones, um nhoque e um conchiglione divididos em quatro pessoas), uma entrada, quatro bebidas, um café e os 10%. Não é pesado, porque comemos muito bem e gastamos R$ 55 por pessoa. Ah, e aos domingos o estacionamento é de graça! Viva a tradição do Jardim di Napoli, que merece uma nota 10 por conseguir se manter no topo mesmo depois de tantos anos.

8 comentários:

  1. Pelo santo cristo, se pudesse comeria lá tds os dias...

    Abs.,
    Braguinha

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  2. Vera Francisca Verao28 de agosto de 2010 15:14

    Boa pedida. O problema é que assim meu regime vai para o espaço e preciso estar em forma para o verão. Ui!

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  3. Vera Verão,

    Quanta honra tê-la por aqui!

    Se precisar manter o regime em dia, vá ao Wheat, restaurante que já abordamos por aqui... tbm é uma ótima pedida!

    Abraços,

    Gabriel e Mariana

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  4. Esse polpettone nao tem pra niguem! nota dez é injusta! Diria dez com louvor!

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  5. Voltei esse fds e tenho algumas considerações a fazer.

    O serviço de manobrista que antes era gratis agora custa 10 reais.

    Ao pedir bebidas...
    Tem suco do que? LAranja, abacaixi e limão.(só?)
    Tem Citrus? Não
    Tem H20? Não

    Nao perguntei se tinha coca, mas vai saber né, as vezes só tem Pepsi.

    Dps de comer mto bem, pois a comida estava sensasional pedimos a conta. Eu havia esquecido a carteira. A beca e o casal de amigos tinha VISA. Aceita Visa? Não. VR? Não.

    Bom, tivemos que ir até o posto ao lado tirar dinheiro...

    Msm assim valeu.

    Abraços.

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  6. Rafa,

    você chegou a perguntar pq estão cobrando o estacionamento? É mancada, já que aquela cortesia era muito simpática e bem vinda.

    Sobre os sabores de suco, entendemos a chateação, mas tb compreendemos a proposta. É uma cantina, não um restaurante gourmet, então é meio natural que os sucos sejam só os clássicos.

    H20 e Citrus é da Coca, né? Provavelmente, se você pedisse uma te diriam que só tem Pepsi mesmo! Isso é um erro, porque é o refri mais consumido por aqui, achamos.

    E agora, sobre a grana, isso sempre dá dor de cabeça! Na primeira vez que estivemos lá tb ficamos sabendo só na hora de pagar. Gabi foi tirar dinheiro no posto enquanto fiquei lá dentro esperando. Quando voltamos agora, chegamos com a grana viva. É chato, muito chato, pq a gente se acostumou a passar tudo no débito. E quantas pessoas ainda usam cheque hoje em dia? Faz tempo que não vejo.

    Inclusive, vou atualizar o post e colocar essa observação, pra ninguém passar por esse perrengue que já passamos.

    Thanks pela visita!
    Beijos pra Beca tb.

    Mari e Gabs.

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  7. Eu, Gabriel, tenho uma ponderação!

    O restaurante tem um quadro, logo na entrada, que avisa: NÃO ACEITAMOS VISA.

    No cardápio, também está indicado. Portanto, não é por falta de aviso.

    Eu acho incômodo pro cliente, mas acho justo que alguns estabelecimentos simplesmente se recusem a pagar as altas taxas exigidas por certas companhias de cartão de crédito. Agora me vêm à mente o Jardim Di Napoli e o Sujinho, na Consolação.

    Não podemos nos esquecer que Visa, Mastercard e cia oferecem um serviço legal, mas também enfiam a faca no bucho dos estabelecimentos. Admiro a coragem daqueles que se posicionam contra essa postura agressiva e exploratória.

    Se o cliente preferir, pode visitar qualquer outro lugar que aceite cartão. São pesos a serem colocados na balança na hora de se escolher onde ir. Observação muito bem lembrada pelo Rafa!

    Abraço!

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  8. não aceitar cartão é o Ò.....

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