quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Chez Fabrice

Falar de comida francesa talvez seja o ponto máximo da vida de um crítico gastronômico. Afinal, é lugar comum dizer que se trata de uma cozinha clássica, sofisticada, cheia de detalhes. Como não somos críticos gastronômicos, visitar um restaurante de cozinha francesa, do alto de nossa leiguice, não passa de mais uma oportunidade de desfrutar experiências diferentes pra vida.

Nessas andanças, acabamos encontrando o Chez Fabrice, um bistrô escondido em meio à agitação da Vila Madalena. Mesmo estando bem próximo ao burburinho do quadrilátero da Aspicuelta (Posto 6, São Bento, Patriarca e José Menino), o restaurante é super tranquilo e nada barulhento. Fica até difícil encontrá-lo em meio a tanto agito! Lá dentro é super aconchegante e intimista, um clássico bistrô. Logo na chegada, fomos recepcionados pelo simpático proprietário Fabrice Delassus, que parece fazer questão de dar as boas-vindas - com o devido sotaque - a todo visitante.

Acompanhados de outro casal querido, Rafa e Beca, começamos a debulhar o cardápio. Todos as opções estão em francês, com tradução e explicações em português. Se ainda restar dúvida, consulte os garçons - que são muito bem instruídos, sabem com propriedade do que estão falando.

De entrada, pedimos trouxinhas de queijo Boursin, um queijo de cabra pasteurizado acrescido com creme de leite. Ele é bem cremoso e saboroso, mas a trouxinha deixou a desejar. Criamos uma grande expectativa pela entrada, que demorou mais de 30 minutos para chegar à mesa e cuja massa, bem fininha e pouco saborosa, não chegou a surpreender.


De qualquer forma, o que ajudou a enganar a fome foi o couvert - super completo!

De prato principal, pedi confit de pato com risoto de cogumelos. A apresentação é muito bonita, saca só:


O prato também estava delicioso. A carne estava limpinha, muito bem temperada (confit bem preparado!), e tinha uma casquinha muito saborosa. O risoto de cogumelos também estava super gostoso, tinha vários shitakes e harmonizou bem com a carne de pato. Mas é bom deixar claro: o prato não é abundante, vem pouco risoto.

Maricota pediu Bouef Bourguignon porque, desde que assistiu ao filme "Julie & Julia", criou simpatia pelo grande desafio da vida de Julie Powell, a Julia Child moderna. A câmera do celular não ajudou muito porque o conteúdo do prato é escuro, mas é um cozido bonito.


Cheia de expectativa, Maricota ficou um pouco decepcionada. Não que tenha achado o prato ruim, mas disse esperar mais. O Bouef Bourguignon é uma carne cozida em vinho de Borgonha, daí o nome. O ensopado ainda leva cenoura, bacon, cebolinha e cogumelos. É um prato marcante, em que prevalece o sabor do vinho. A carne estava macia.

Para finalizar, ainda emprestamos algumas colheradas de um Petit Gatêau com sorvete de pistache do Rafa, que havia pedido um menu fechado por R$ 50. Essa opção vale a pena, pois oferece uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. E a sobremesa, como não poderia deixar de ser, estava bem boa:


A experiência foi ótima. Um ambiente agradabilíssimo, atendimento ótimo e comida muito bem preparada. Pagamos algo em torno de R$ 70 por pessoa e valeu muito a pena. O ponto baixo é a demora dos pratos, mas isso não chegou a incomodar porque o papo e o couvert estavam ótimos!

Um ponto positivo do restaurante é o site dele, que oferece o cardápio completo com preços. Ou seja: deixa claro o que oferece e quanto cobra por isso. Quer qualidade maior do que a honestidade?

Colocando os prós e contras na balança, anotamos mais uma nota 10.

A grande lição é: esteja preparado para comer com decência, e não como um troglodita. A dica é destinar duas horinhas para o jantar. Aproveite o passeio, delicie cada minuto dentro daquele espaço aconchegante e saboreie cada garfada, porque vale a pena.

5 comentários:

  1. Grande lição mesmo, comer bem não significa comer em quantidade, mas com qualidade.

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  2. Parece fantástico!

    Abs,
    Braguinha

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  3. Jonas Heber Lorenzo28 de agosto de 2010 15:18

    Bah, este lugar é tri-bão! Aqui em Pelotas não tem nada assim tchê, soh o verdadeiro tchurasco gaucho.

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  4. JHL,

    Em São Paulo tá cheio de gaúcho, venha pra cá tbm nos ensinar a cantar o hino farroupilha!

    Abraços,

    Gabriel e Mariana

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  5. Lugar bem gostoso de ir. Ninguem imagina q no local agitado q eh aquela eskina vc possa encontrar algum lugar tranquilo e agradavel para jantar.

    Comida estava mto boa. Pra mim só pecou no tempo de atendimento. Sobremesa. TOP!

    Abraços.

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