Nessas andanças, acabamos encontrando o Chez Fabrice, um bistrô escondido em meio à agitação da Vila Madalena. Mesmo estando bem próximo ao burburinho do quadrilátero da Aspicuelta (Posto 6, São Bento, Patriarca e José Menino), o restaurante é super tranquilo e nada barulhento. Fica até difícil encontrá-lo em meio a tanto agito! Lá dentro é super aconchegante e intimista, um clássico bistrô. Logo na chegada, fomos recepcionados pelo simpático proprietário Fabrice Delassus, que parece fazer questão de dar as boas-vindas - com o devido sotaque - a todo visitante.
Acompanhados de outro casal querido, Rafa e Beca, começamos a debulhar o cardápio. Todos as opções estão em francês, com tradução e explicações em português. Se ainda restar dúvida, consulte os garçons - que são muito bem instruídos, sabem com propriedade do que estão falando.
De entrada, pedimos trouxinhas de queijo Boursin, um queijo de cabra pasteurizado acrescido com creme de leite. Ele é bem cremoso e saboroso, mas a trouxinha deixou a desejar. Criamos uma grande expectativa pela entrada, que demorou mais de 30 minutos para chegar à mesa e cuja massa, bem fininha e pouco saborosa, não chegou a surpreender.
De qualquer forma, o que ajudou a enganar a fome foi o couvert - super completo!
De prato principal, pedi confit de pato com risoto de cogumelos. A apresentação é muito bonita, saca só:
O prato também estava delicioso. A carne estava limpinha, muito bem temperada (confit bem preparado!), e tinha uma casquinha muito saborosa. O risoto de cogumelos também estava super gostoso, tinha vários shitakes e harmonizou bem com a carne de pato. Mas é bom deixar claro: o prato não é abundante, vem pouco risoto.
Maricota pediu Bouef Bourguignon porque, desde que assistiu ao filme "Julie & Julia", criou simpatia pelo grande desafio da vida de Julie Powell, a Julia Child moderna. A câmera do celular não ajudou muito porque o conteúdo do prato é escuro, mas é um cozido bonito.
Maricota pediu Bouef Bourguignon porque, desde que assistiu ao filme "Julie & Julia", criou simpatia pelo grande desafio da vida de Julie Powell, a Julia Child moderna. A câmera do celular não ajudou muito porque o conteúdo do prato é escuro, mas é um cozido bonito.
Cheia de expectativa, Maricota ficou um pouco decepcionada. Não que tenha achado o prato ruim, mas disse esperar mais. O Bouef Bourguignon é uma carne cozida em vinho de Borgonha, daí o nome. O ensopado ainda leva cenoura, bacon, cebolinha e cogumelos. É um prato marcante, em que prevalece o sabor do vinho. A carne estava macia.
Para finalizar, ainda emprestamos algumas colheradas de um Petit Gatêau com sorvete de pistache do Rafa, que havia pedido um menu fechado por R$ 50. Essa opção vale a pena, pois oferece uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. E a sobremesa, como não poderia deixar de ser, estava bem boa:
Um ponto positivo do restaurante é o site dele, que oferece o cardápio completo com preços. Ou seja: deixa claro o que oferece e quanto cobra por isso. Quer qualidade maior do que a honestidade?
Colocando os prós e contras na balança, anotamos mais uma nota 10.
A grande lição é: esteja preparado para comer com decência, e não como um troglodita. A dica é destinar duas horinhas para o jantar. Aproveite o passeio, delicie cada minuto dentro daquele espaço aconchegante e saboreie cada garfada, porque vale a pena.
Grande lição mesmo, comer bem não significa comer em quantidade, mas com qualidade.
ResponderExcluirParece fantástico!
ResponderExcluirAbs,
Braguinha
Bah, este lugar é tri-bão! Aqui em Pelotas não tem nada assim tchê, soh o verdadeiro tchurasco gaucho.
ResponderExcluirJHL,
ResponderExcluirEm São Paulo tá cheio de gaúcho, venha pra cá tbm nos ensinar a cantar o hino farroupilha!
Abraços,
Gabriel e Mariana
Lugar bem gostoso de ir. Ninguem imagina q no local agitado q eh aquela eskina vc possa encontrar algum lugar tranquilo e agradavel para jantar.
ResponderExcluirComida estava mto boa. Pra mim só pecou no tempo de atendimento. Sobremesa. TOP!
Abraços.