quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fala, chefe! (TGI Friday's)

O nosso blog traz mais uma novidade. A partir de agora, sempre que der e que puder, a gente vai publicar uma entrevista com o chef, restauranteur ou proprietário de um estabelecimento gastronômico. O cara que toca o negócio.

Quem dá o pontapé inicial é Fabio Vianna, diretor operacional de nada menos do que o TGI Friday's Brasil. Quem mora em São Paulo conhece: esteve lá em alguma festa de aniversário, passou alguma vez para comer um lanche com os amigos... ou simplesmente se lembra da célebre frase: "Thank God It's Friday!!!".

Desde 1995, a rede tenta se impor num mercado bem competitivo, onde nascem concorrentes de 15 em 15 dias. Os mais recentes (e fortes) foram o Outback e o Applebee's, que com certeza abocanharam uma boa parte da clientela dos caras.

Lá na esquina da Av. Juscelino Kubitschek com a Santo Amaro, o estilo americanizado do Friday's permanece: garçons animados, ágeis e malabaristas; ambiente à meia-luz; carnes de todos os tipos e gostos; cardápio com anglicanismos pra dar e vender.


A marca é registrada e inconfundível. Como não deixar a peteca cair? Com a palavra, Fabio Vianna:

Qual é o maior desafio para tornar o seu restaurante um BOM restaurante?
Hoje em dia a coisa mais difícil é escolher uma boa localização. E esse foi o nosso primeiro passo: nos instalamos na esquina da Av. Santo Amaro com a Av. Juscelino Kubitschek, na zona sul. Tem público tanto no almoço (executivos que trabalham na redondeza) quanto no jantar e fins de semana (famílias, casais e grupos de amigos). Depois de ter escolhido um bom ponto, o foco passa a ser 100% operacional - na qualidade da comida e no atendimento.

O Outback e o Applebees vieram depois do Friday's aqui pro Brasil e abocanharam uma boa parte do mercado. Como vocês se adaptaram para manter os clientes?
A solução foi realizar ações de marketing para fidelizar clientes, sempre com o foco na equação "qualidade de comida + bom atendimento". No almoço, por exemplo, mudamos o cardápio a cada 6 meses para ele não se tornar enjoativo. Ainda temos um cartão fidelidade: consumindo 5 pratos, um é por nossa conta! No happy hour sempre há dose dupla. No jantar temos cartões vip e diversas parcerias com a Claro, Itaucard... Essas ações são eternas no ramo de alimentação e nos ajudam a manter o pique.

O cardápio do Friday's é bem vasto: lanches, hamburgueres, petiscos, massas, carnes e até peixe! De toda essa variedade, existe alguma especialidade que se destaca?
Sim! Nosso prato chefe é a costela de porco, a Baby Back Ribs. São 700 gramas de costela marinada no molho barbecue. Olha só se não dá água na boca:

Pra terminar: qual é o seu prato preferido do Friday's?
Eu sou suspeito porque gosto de 90% do nosso cardápio! Mas o que mais me apetece é uma entrada, a Three For All: buffalo wings + fried mozzarella + potato skin!



Hummmm... então tá, né? Logo menos o RESTAURANT COUPLE visita o Friday's para uma avaliação de cabo a rabo. Valeu, Fabio, e até lá!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Bar do Juarez - Pinheiros

Quem curte cinema sabe bem que sempre rola aquele temor se as partes II ou do filme serão tão boas quanto a primeira. Os exemplos? Poderoso Chefão, Kill Bill, Guerra nas Estrelas, Identidade Bourne, Indiana Jones, Os Trapalhões...

Foi isso que todos questionamos quando o Bar do Juarez abriu uma unidade na Rua Deputado Lacerda Franco, em Pinheiros (colado à Vila Madalena). Será que o atendimento continuaria prestativo? O chope chegaria à mesa de 5 em 5 minutos? E a picanha... será que continuaria tinindo?

A resposta é sim. Já fomos algumas vezes ao Bar do Juarez de Pinheiros, e até agora não nos decepcionamos. O ambiente é bem amplo - e a dica é tomar um chope na parte aberta do local quando estiver calor. As mesas e cadeiras se esparramam por uma grande varanda, ventilada e coberta, bem agradável.

Outro ponto positivo é que o lugar é térreo, porém amplo. Nas vezes em que fomos, nunca enfrentamos fila de espera - e nem tivemos que nos espremer entre as cadeiras pra conseguir chegar à mesa (como acontece na unidade do Itaim, por exemplo).

Há uma semana, fomos lá para comemorar o aniversário do glorioso Godoy. Lembram da experiência na Casa do Espeto? Pois bem, nosso amigo se redimiu e dessa vez nos levou a um lugar 100x melhor.

O clássico do Juarez é a Picanha no Réchaud, que já comemos e está mais do que aprovada, mas preferimos pular. Tudo bem, é como ir à China e não visitar a Grande Muralha. Mas valeu a pena.

Como estava frio, apostamos nos caldos verde (um caldo grosso a base de batata, couve e linguiça) para a Mari, e de feijão, para mim.

Não nos decepcionamos. Pelo preço (cerca de R$ 12), estavam muito bem preparados, fartos, com direito a porções de pães e torresmos crocantes. Foi o suficiente pra matar a fome de maneira decente.

Os chopes sempre bem tirados. E melhor: estavam na promoção - R$ 3,90, por conta dos 10 anos do bar. Como de praxe, chegavam à mesa toda hora. Isso realmente não me incomoda, desde que quando você diga não eles acatem e parem de servir. É o que acontece no Juarez.

Olha, não me resta outra senão a boa e velha nota 10. Bom atendimento, lugar agradável, garçons simpáticos, preço honesto... quer mais o quê pra se sentir bem?

Boa, Godoy. Parabéns pelo aniversário e pela escolha! Ah, e da próxima vez a picanha não escapa.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Templo da Picanha

Existem alguns lugares que são zicados. Quando digo "lugares", me refiro a espaços físicos, mesmo.

Sempre tem alguma esquina onde de repente abre uma floricultura. Seis meses depois é uma loja de artigos esportivos. Mais algumas semanas e se torna um bar.

Aí o bar muda de nome, de dono... se torna um restaurante... e nada de ir pra frente.

Sempre - em todos os bairros da cidade - existem esses misteriosos lugares zicados.

Tem uma esquina da Rua Caraibas com a Ministro Ferreira Alves, em Perdizes, que é a prova disso.



Vocês se lembram que já escrevemos sobre o Aroeira? Pois bem, o bar ficava nesta esquina e não foi pra frente. Fechou há uns 6 meses e, recentemente, se tornou "O Templo da Picanha".

Não vou me alongar muito no assunto. Basta dizer duas coisas:

1. O bar tinha 3 mesas ocupadas - movimento tranquilo, ideal para um atendimento personalizado. A Mari pediu uma Coca Zero. O garçom trouxe uma Coca normal, nem conferiu se o pedido era aquele mesmo e já foi abrindo a latinha. Já que abriu, né amigo... pode deixar na mesa.

2. Pedimos bolinhas de carne recheadas com queijo para petiscar. O prato chegou super rápido à mesa. Mas o queijo veio frio, semi-congelado. Depois de reaquecido no microondas, chegou quentinho. Surpreendentemente, a pedida era tão gostosa que arriscamos repetir a dose. Da segunda vez, advinhem: o recheio estava gelado de novo. Uma vez é erro. Duas vezes é pegadinha.

Por essas e outras, não vamos voltar tão cedo ao Templo da Picanha - que infelizmente leva uma nota zero logo em sua estréia no blog.

Eu acredito em lugares zicados. Mas acredito ainda mais em competência, esperteza e atenção - qualidades que não encontramos no atendimento do bar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O twitter e a 1900

Olha só o twitter servindo pra encurtar o caminho entre os blogs e os restaurantes. A @1900pizzeria leu o post em que eu contei sobre a experiência que tive por lá.

E esclareceu uma questão importante: o estacionamento vem mesmo na conta, para facilitar, mas não entra na matemática dos 10%.

Ótima notícia! Vou voltar para conferir (dessa vez com o Gabi) e, assim, devolver à 1900 os dois pontos perdidos por causa disso.

Já sei que quero pizza de atum. Você, leitor, acha sem graça? Qual o melhor sabor de pizza?

Vamos discutir isso aqui e no twitter! Siga a gente no @restcouple.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Zé do Hamburger

Depois de uma iniciação inesquecível, como não voltar ao Zé do Hamburger? Primeiro, porque estamos devendo uma correção no nome. Não é do Hamburguer, como escrevemos da primeira vez. É Zé do Hamburger, assim, sem U.

Prefiro corrigir a gafe, que poderia ter passado despercebida, pra que ninguém diga que esteve no Hamburguer com U atrás da batata do Zé e não encontrou. A batata tão falada é aquela que Caio, Guilherme e Gabi comeram em questão de segundos da outra vez. Você se lembra? Uma super porção de fritas, cobertas por queijo cheddar, mussarelas e pedaços de bacon. De entupir veia e tirar qualquer mau humor! Olha só...



A novidade é que ela está ainda maior. Dá outra vez, era metade desse prato, segundo os especialistas Caio e Guilherme. Está tão maior que os ogrinhos não conseguiram comer tudo! Pra acompanhar, molho barbecue e uma maionese da casa.

Eu, novamente, fui de hamburguer com catupiry. Gosto da carne bem temperada e macia, do catupiry original bastante farto, e do pão quentinho. Gabi pediu um lanchão: me lembro de ter carne, queijo cheddar aos montes, cebola frita. Vinha acompanhado de mais batata, dessa vez a tradicional frita.
As fotos das bebidas não ficaram muito boas, mas valem a pena. Pedimos coca-cola com xarope de morango e cereja. Eu achei doce demais, mas os meninos gostaram. Dá pra notar o fundo do copo mais avermelhado? Lá estava concentrado todo o açúcar do universo naquele noite!
Confesso que cobicei o milk shake da mesa ao lado, mas resisti. Agora, enquanto escrevo, a querida Camilla me diz que o de coco é o melhor de São Paulo. Já está mais do que marcado pra voltarmos lá!
O jantar nos custou R$ 91. Dois lanches, duas batatas do Zé, quatro refrigerantes e 10%. Tudo pago sem dor nenhuma, com satisfação. O Zé continua não sendo só mais um Zé... nota 10!