segunda-feira, 17 de maio de 2010

Bar Brahma

Nota rápida sobre a Virada Cultural.

Eu e Maricota finalmente saímos da caverna e conseguimos nos mover até o centro pra conferir alguma atração.

Como ficamos no palco da Av. São João, no intervalo entre um show e outro resolvemos dar uma passada no Bar Brahma.


Sim, estava cheio - principalmente do lado de fora, de onde era muito agradável ver o movimento do evento logo ao lado.


Chegamos e fomos nos sentar à única mesa livre. O garçom nos alertou que havia uma pessoa ocupando o lugar, e que ela deveria ter ido ao toalete. Então esperamos um pouco, pra ver se realmente tinha alguém ali.

Nesse meio tempo, o garçom sumiu. Uma outra garçonete veio, limpou a mesa e chamou outras duas moças. "Oras", indaguei, "mas não estava ocupado?".

A garçonete me vira e fala: "agora está." E uma das moças já se sentou.

Quando você vê que a discussão está caminhando para a barbárie, então é hora de você sair andando.

Foi o que fizemos, e nos sentamos na parte de dentro. Detalhe: numa mesinha debaixo do ar condicionado, que despejava um jato de gelo em nossas cabeças.

Enfim, pedimos chopes e pasteizinhos para petiscar. Os pastéis vieram saborosos, mas mergulhados em óleo. Juro: uma hora eu tive que segurar o pastel e deixá-lo pingando.

Pela desorganização dos garçons ao acolher clientes, pela má disposição das mesas e dos aparelhos de ar condicionado e pelo pastel ardendo em óleo, a nota para um dos bares mais tradicionais da cidade é zero.

Não há desculpa. Tudo bem que o movimento deve ter se multiplicado com a Virada, mas havia ainda um setor do bar que estava fechado - o que comprova que ele não operava com sua capacidade máxima.

Uma experiência na esquina mais famosa da capital precisa ser no mínimo acolhedora pra começar a valer ponto!


* Imagens: reprodução

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