Uma experiência recente trouxe mais luz a essa questão: foi um jantar no Arturito, que fica em Pinheiros. O restaurante foi indicado por amigos da Marininha, irmã do Braguinha que certa vez mandou uma lista de restaurantes que deveríamos visitar.
O primeiro passo dentro do local já dá uma dimensão do que esperar. Bate a certeza de que aquilo não foi pensado por uma, mas diversas pessoas.
A começar por um arquiteto - ou um decorador de muito bom gosto. Nas paredes e nas mesas, a madeira escura contrasta com discretos focos de luz. O ambiente é escuro, mas ao mesmo tempo não deixa de ser claro.

Em algumas mesas é possível se sentar num longo sofá com almofadas. No centro das mesas, velas. Então aquele ambiente intimidador é completamente quebrado por requintes de informalidade.

O cardápio é bem legal. Mas prepare-se para enfrentar preços de R$ 50 pra mais. Pelo que observamos, os garçons conhecem o menu de trás pra frente. Têm domínio do que rola na cozinha, do que está fresco e do que é recomendável para o dia.
A Mari foi de papardelle com molho de camarão, lula e vôngole. Para ela, o ponto máximo não foi o tempero, mas a massa. Ela disse que tem uma consistência muito diferente de um spaghetti, por exemplo - talvez por ser comprida e larga.
Eu arrisquei um polvo fresco na chapa com batatas aos murros e aïoli. A carne de polvo tem me instigado bastante. Lembra a de lula, mas é um pouco mais saborosa e consistente. Quando boa, é bem pouco borrachenta - o que pude comprovar no Arturito. E para minha surpresa os dois tentáculos vieram crocantes, extremamente bem temperados com um sabor cítrico, como se houvesse um caldinho limão de pano de fundo.
Para beber, provei uma cerveja Backer, mineira e artesanal. É uma bebida bem encorpada, amarga e refrescante na medida certa. Apesar de cara (cerca de R$ 15), valeu a pena experimentá-la. Recomendo aos curiosos e apaixonados!
De sobremesa, a nova paixão da Mari: profiteroles recheados com sorvete de mascarpone caseiro e caramelo de laranja. Ela disse que o chocolate era incrivelmente bom, meio amargo. Junto com a calda de laranja, ele quebrava o doce do sorvete. Então tá, a especialista disse... está dito!
O atendimento foi ótimo: silencioso, atencioso, paciente e pronto. Os pratos surpreenderam porque cada pequeno ingrediente parece ter sido escolhido depois de muito estudo, de muita tentativa de acerto e erro. E têm uma apresentação bem vistosa.
Há críticas? Sim. As mesas poderiam ser um pouco mais espaçadas - tem hora que a Mari simplesmente desliga da nossa conversa e começa a prestar atenção no papo dos outros. Por osmose, sabe?
Além disso, pagamos cerca de R$ 100 por pessoa. O preço seria abusivo, mas com um atendimento de primeira, um cardápio farto e um preparo tão caprichado, é impossível pedir menos do que isso.
A nota é 10 porque foi surpreendemente bom. Deu o que falar, deixou um gosto de quero mais.
Uma experiência marcante, um conjunto de novidades que agradou. Talvez essa seja mais uma pista para definirmos exatamente por que um restaurante é BOM. E, sim, o Arturito é bom.
Amigos da Marina, por favor, continuem mandando sugestões de restaurantes!!!
* Imagens: Reprodução
Mari, profiteroles recheados é muita marra!!! Gostei de ver... ahhahahahahahaha
ResponderExcluirEu fiquei com vontade de provar este restaurante! Coitado do meu bolso! rs
Abs,
Braguinha
Ola !
ResponderExcluirMuitíssimo obrigado pelo comentario, é um prazer saber que voces gostaram da nossa cozinha. continuaremos trabalhando como até agora para cozinhar cada dia melhor, com mais cuidado, mais carinho, e profissionalismo. Todos os comentarios sao bemvindos, mesmo as criticas que servem, e muito, para aprender,
Até a proxima e mais uma vez obrigada
Paola Carosella
Gabs, pode deixar que sugestões não vão faltar!
ResponderExcluirE Mari, se eu for até ai, com certeza investirei nas suas escolhas!
Bjs
Marininha, pode apostar que você não vai se arrepender! E, mais uma vez, continue dando dicas!!! Bjos
ResponderExcluirJá ouvi falar muito deste restaurante, e pretendo visitá-lo quando for a São Paulo. Quanto à cerveja Backer, posso falar bem dela porque moro em Belo Horizonte e ela é fabricada aqui. Realmente é uma ótima cerveja (parece que você tomaram a brown), e é de produção artesanal, por isso um pouco mais cara. Recomendo também a de trigo e a pilsen, além da Medieval, que é sensacional. Abraços e parabéns pelo blog.
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