quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ritz (Itaim)

Já virou clichê dizer que alguns lugares de São Paulo são descolados. É uma palavra que simplesmente diz que há algo de diferente. Mas confesso que não existe outro adjetivo para definir o restaurante Ritz, que tem duas unidades em São Paulo: uma no Itaim, outra nos Jardins.

Eu e a Mari fomos à unidade do Itaim - e fazia tempo que eu devia esse passeio a ela. Chegamos debaixo de uma chuva chata, e logo fomos recebidos por atenciosos manobristas munidos de grandes guarda-chuvas.

O clima dentro do Ritz reproduz um ambiente cosmopolita. Dizem que lembra Nova York - mas NY não lembra São Paulo? Logo na entrada há um bar, onde se pode tomar drinques no balcão.


Mais pra frente ficam as mesas. Um detalhe que incomodou a Mari é a proximidade dos assentos. Realmente, se você for pra lá pra trocar uma idéia mais íntima, desista: seus restaurant-mates vão ficar sabendo da fofoca.

O que chama a atenção, mesmo, é que tem muita gente bonita no local. Varia de jovens a adultos, famílias e pessoas mais velhas. Garçons e garçonetes idem: são escolhidos a dedo.

O cardápio é simples: uma folha frente e verso, envolta em um plástico. Na frente, as opções de comes - entradas, saladas, massas, pratos, hambúrgueres e sobremesas. No verso, uma longa carta de drinques.

As opções de comida não são tããão variadas, nem fogem do básico. De entrada, pedimos bruschetas caprese. São três fatias de pão italiano com tomate picado e mussarela de búfala, ao preço de R$ 12. Ao ponto e bem feitas, são uma opção legal para começar a brincadeira.

Massa, salada ou prato algum me chamou a atenção - apesar de haver opções de pratos menores ou maiores, com variações de preços. Por isso, apostamos nos hamburgueres, que custam entre R$ 20 e R$ 35. Eu pedi um Ritz - 200g de carne, queijo gorgonzola, tomate e alface, com fritas acompanhando. Achei o lanche honesto, saboroso e bem preparado. Porém a porção de batatinhas exagerada. O prato ficou totalmente desequilibrado.

O mesmo se aplicou à Maricota, que pediu um lanche Jubileu, rechado com rúcula e queijo emmenthal, acompanhado de onion rings. Ela disse que curtiu, mas também não soltou fogos pelo prato. Deixou boa parte das onions para os cachorros.

A Vejinha já elegeu o hamburguer do Ritz como o melhor da cidade por diversas vezes. Sinceramente, não achei isso tudo. Estava ótimo, bem preparado e temperado, mas não foi o melhor que comemos na capital. Diz a lenda que os bolinhos de arroz são ótimos, tanto de entrada quanto de acompanhamento para os lanches. Da próxima vez, veremos.

A conta deu R$ 88, um preço justo pelo que comemos, pelo tempo em que fomos servidos e pela qualidade e simpatia do atendimento. Atenção: pagos com VR! Darei nota 7 para o Ritz porque gostamos muito do lugar, mas o restaurante precisa tornar os pratos mais atrativos para que voltemos mais vezes lá.

* Imagens: reprodução

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