quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Kebab Salonu

Você saberia dizer o que é isso?

Sanduíche? Wrap? Aquela monte de gororoba que você junta da geladeira e monta um prato único?

Nada disso: esse é o famoso kebab. Quem já teve o prazer e o privilégio de visitar a Europa, com certeza provou uma delícia dessas em pequenos estabelecimentos turcos. Do outro lado do oceano, nós chamamos carinhosamente de "churrasquinho grego".


Eu estava devendo havia um bom tempo a apresentação do prato à Maricota. Há dois domingos, o casal deu um passeio na lendária Rua Augusta à tarde e aproveitamos para conhecer o Kebab Salonu, onde se serve um dos kebab's mais falados da cidade.

O lugar é muito charmoso, e o espaço é maior do que parece. O ponto positivo é o ar condicionado. Nesses dias de calor, nada melhor do que entrar num ambiente devidamente climatizado.

Outro ponto positivo é o cardápio. Ele é repleto de pratos do Oriente Médio, do norte da África e até da Índia - algo completamente estranho a todos nós, certo? Pois bem: ao lado de cada opção, existe uma explicação breve o suficiente para você fazer idéia do que irá pedir. Se mesmo assim ainda tiver dúvidas, o garçom saberá lhe explicar direitinho prato por prato.

Para comer, eu pedi um kebab à moda turca. Isso quer dizer que a massa vem aberta, e você monta o kebab no seu prato, junto com os acompanhamentos (mezzes) que quiser. Algo parecido com essa ilustração:

Eu pedi um kebab de kafta de cordeiro, acompanhado de kibe de cordeiro grelhado e kibe de batata. Confesso que minhas expectativas eram maiores (ou menores?). Lembro-me de que os turcos europeus faziam um kebab bem junkie, não tão requintado e caro (o prato deu R$ 35). Mesmo assim, não posso deixar de falar que estava simplesmente delicioso. O tempero é bem diferente da comida ocidental, mas não menos saboroso. A kafta de cordeiro é bem levinha, mas consegue matar a fome com muita eficiência.

A Maricota foi de Kebab enrolado em pão lavosh (lactovegetariano), bem parecido com aqueles que comi nas Oropa. Ela pediu o Kebab Merguez, que vem com linguiça de cordeiro grelhada à moda marroquina, citronete de limão, tomate, cebola, coalhada seca e molho harissa. Aviso aos navegantes: o prato é bem picante, com um tempero BEM diferente. Não soubemos identificar se o estranhamento foi causado pelo citronete ou se pelo molho harissa. Diz ela que o estranhamento foi tamanho que não repetiria a pedida.

Ah, outra coisa bacana: as bebidas. Para acompanhar o rango, eu pedi um Sharbat de limonada com morango. É um xarope árabe gaseificado bem refrescante, doce e ao mesmo tempo azedo. Bem gostoso.

No fim, ainda me dei ao luxo de pedir um café turco. Dizem que ele é bem mais forte que o nosso café, mas eu o achei mais leve e menos amargo. Ele vem bem quente e já chega adocicado (mentira, não tem NADA de doce).


A brincadeira custou R$ 73. Para algo tão exótico e bem servido, preço mais que justo. A Maricota não queria dar nota porque realmente não casou com o paladar dela. Mas eu dou nota 9 porque o atendimento é excelente, o cardápio é muito bem elaborado, as opções de comidas e bebidas são muito diferentes e a comida é muito bem preparada e apresentada. Para quem curte, a pedida é altamente recomendável.

Só não foi nota 10, para mim, porque eu esperava um junkie kebab. Fala sério, é duro pensar como gordo e pobre!!!

* Imagens: Reprodução

4 comentários:

  1. Caros,

    adoro a R. Augusta e a Kebaberia Salonu que vocês visitaram. Depois da primeira visita, acho que sai com a mesma sensação da "Maricota". Mas passado algum tempo, senti saudades daqueles sabores todos! Espero que aconteça o mesmo com vocês!

    E parabéns pelo blog! Não conhecia e gostei muito!

    Um abraço,
    Renato C.

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  2. Renato,

    Talvez daqui um tempo a gente realmente volte a comer lá, mesmo. Afinal, fomos muito bem recebidos!

    Obrigado pela visita e seja bem-vindo!

    Abraços

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  3. Beeeeeeeelo estabelecimento Gabs, kebab é uma bela pedida...

    Abs!
    Braguinha

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  4. Olá, casal

    Aqui é Ricardo, do Kebab Salonu. Além de agradecer a resenha, queria aproveitar para explicar o "estranhamento". Certamente foi a combinação da harissa (que é uma combinação de pimentas bem diferente daquelas a que estamos acostumados) com a própria merguez, que é uma linguiça temperada com pimentas da região também. É um dos mais pedidos da casa também por conta disso.
    Já o café turco não é nem mais forte nem mais fraco: é diferente mesmo. A razão são duas: o café de coador normalmente não tem controle sobre a quantidade de água. Então, cada um imagina o quanto foi colocado. Segundo, o café de coador é mais grosso em sua moagem e seus extratos saem por contato. Já o café turco tem moagem ultrafina e não é coado (ou seja, se tiram os extratos por imersão). Isso muda todo o sabor. Idem para o espresso. Uma lenda comum é a de que o espresso é forte e, portanto, tem mais cafeína. Exatamente o contrário: quanto mais água, mais cafeína (hidrosolúvel). Espero que tenhamos ajudado nas informações.
    Abraços e esperamos novas visitas (a Maricota pode gostar mais do nosso kebab de Kafta)!

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