terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fechando a lojinha

É fim de ano e o Restaurant Couple não poderia deixar de fazer um registro do tantinho que comemos ao longo desses 9 meses de blog. Tempo suficiente para a gestação de uma criança, veja só!

Eu e a Mari conversamos antes de fazer esse post, porque queríamos eleger os melhores e os piores restaurantes de 2009. Já tínhamos até alguns na cabeça, mas agora comecei a escrever e resolvi deixar essa história de disputa de lado. Pensa comigo: demos nota 10 nada menos do que 35 vezes!!! Seria uma tremenda injustiça dizer que uma nota 10 foi melhor que outra.

E pensei... que tal fazer um balanço de tudo que rolou no Restaurant Couple em 2009? Simbora!

Fomos a cerca de 65 restaurantes, relatados em 75 posts e experiências diferentes.

Nossos amigos falam: "nossa, mas como vocês comem fora". Acha mesmo? Então faça as contas. É como você e sua namorada/seu namorado comerem fora de casa uma vez a cada 5 dias.

... ok, continua soando muito.

Mas não fomos apenas a restaurantes renomados, pera lá! Teve bar, boteco, fast-food...

Pensa bem: quanto salgado que você não come na rua? Nunca entrou na padoca e quis tomar uma sopinha?

A verdade é que eu e a Mari passamos a diversificar mais os lugares depois de criar o blog. Escrever sobre o mesmo lugar sempre não seria legal. E isso nos fez um bem danado! Descobrimos uns cantinhos da cidade muito bacanas.

Levando em consideração os três itens que mais avaliamos (impacto da comida, atendimento e preço), podemos dizer sem titubear que é impossível comer mal em São Paulo.

Apesar dos pesares, há muitos locais servindo bem, com atendimento atencioso - mas muitas vezes desatento. A tendência é melhorar.

Falar da diversidade de cozinhas nesta cidade é clichê, mas é impossível não citar. São raros os restaurantes (japonês, italiano, árabe) que não agregam um quê brasileiro aos pratos típicos, e por isso que eu acho fantástico e delicioso. O tempero paulistano existe, sim, e não pode ser encontrado em apenas um restaurante - ele se espalha em pitadas aqui e acolá, e vai deixando rastros bem leves e cativantes.

Na grande maioria dos lugares onde comemos nós gostamos da comida. Foram poucos os pratos que realmente desagradaram. Tudo bem que nosso paladar ainda é muito infantil, mas esse foi o primeiro ano. O Restaurant Couple ainda está na pré-adolescência gourmet. Chefs e restauranteurs, se preparem: logo logo já seremos veteranos!!!

E por fim, o preço... o preço infelizmente é a nota negativa de São Paulo. É muito caro sair pra comer por aqui!!! Não há atendimento, variedade de pratos, de vinhos, de refrigerantes, de carnes, de massas, de peixes que justifique preços tão salgados. Santo VR que nos salva refeição sim, refeição não.

Bom, é isso aí. Esse ano já foi pro saco, e nossa grana também já era. Hora do casal poupar dinheiro pros presentes e pras surpresas.

Aos que nos visitaram incessantemente, um obrigado imenso. Esperamos realmente ter ajudado um pouquinho a tornar suas refeições mais saborosas!

Àqueles que se deram ao trabalho de comentar, obrigado é insuficiente. Fica então um parabéns pela paciência!!! Braguinha que o diga...

Aguardem 2010! Seremos ainda mais cri-cris e tentaremos encontrar restaurantes, bares, padocas, botecos e fast-foods ainda mais bacanas pra sugerir aos casais e solteiros paulistanos que se divertem comendo bem.

Bom fim de ano a todos e até a primeira semana de janeiro!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lanchonete Frevo

Nota rápida sobre a antiga Casa de Lanches Frevo, na rua Augusta. É uma boa pedida prum fim de noite lariquento, garantimos. Nós saímos de uma sessão de cinema sem pipoca e fomos até lá. Na hora em que chegamos já passava de 22h, mas o movimento estava fraco. Quando saímos, uma hora depois, mais esfomeados haviam invadido o ambiente. Estava cheio sem incomodar!


De entrada, pedimos fritas bem crocantes e quentinhas. Para o prato principal, fomos de beirute, o mais tradicional prato da casa. Eu e o Gabi ficamos com vontade dos mesmos sabores, e olha que as opções são muitas. Para matar a vontade, a Frevo te dá a chance de escolher a versão diminuta dos beirutes, e foi o que fizemos. Um pequeno de calabresa com queijo, um de pizza (queijo, tomate e orégano) - e um casal feliz. O pão sírio chega crocante, o recheio é super generoso e o tempero na medida. Fãs de embutidos que somos, preferimos o beirute de calabresa. Deixamos para experimentar o mais famoso deles, à base de rosbife, na próxima visita!

O que mais me impressionou na lanchonete, na verdade, foi o atendimento. Nada de jovens garçons atendendo a moçada descolada da rua Augusta e os casais de antigos clientes. Eles são mais velhos do que a média, com experiência e cara de quem acompanha a história da Frevo desde o início. A primeira casa, na rua Oscar Freire, tem 50 anos! Achei isso muito bacana! Cada prato tem um história, e a do Frevo está mais do que bem representada por esses simpáticos garçons.

Pelos beirutes, uma porção de batatas fritas, duas cervejas e 10% nos foi cobrado R$ 53. Preço justo e, melhor de tudo, pago com VR. Nota 10 para a tradição, rapidez e os sabores preparados na Frevo.

* Imagens: Reprodução

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Doceria Brigadeiro

Você que lê esse blog pensa que a gente não gosta de doce, não é? Até agora, nunca falamos de uma doceria e são raras as vezes em que pedimos sobremesa nos restaurantes. Taí uma impressão errada, porque o casal é chegado num docinho.

Num domingo em que perdi o Gabi para um plantão de trabalho, resolvi me acabar no chocolate. Corri à Brigadeiro Doceria & Café, que fica numa casinha ma-ra-vi-lho-sa em Pinheiros. A decoração enche os olhos e aguça o paladar. É singela, de cores fortes e confortantes, cheia de detalhes fofos e familiares: nas paredes, estão emolduradas as receitas de família que fazem daquele balcão um dos mais irresistíveis que já vi.

Entre bolos e tortas caprichados estão os brigadeiros que são a minha paixão. Com tantas opções, demorei para escolher os três sabores que acabei levando pra casa. Vamos a eles, sabendo que todos são deliciosos, enormes, e feitos com o maior capricho e carinho. E sabendo, também, que foram devorados em segundos pela família Romão.




Brigadeiro com morango: a frutinha inteira vem envolvida com o clássico brigadeiro. É uma delícia porque o sabor levemente ácido da fruta quebra o doce do chocolate!

Brigadeiro com pistache: eu não sou muito fã de pistache, mas me rendi a esse brigadeiro. Além de o pistache fazer as vezes de granulado, ele também está misturado na massa. É outro truque gostoso para quebrar o doce do chocolate ao
leite!


Pelé: este é feito com chocolate amargo, o que o coloca muitos pontos na frente, porque adoro chocolate amargo! Fora isso, é envolvido em bolacha negresco picadinha. Dá pra resistir?


Eu mais do que recomendo consumir calorias neste lugar! Os doces são carinhos (me lembro que os com morango custam R$ 4), mas muito, muito bons. As três delícias me custaram R$ 14.
Ah, também recomendo relaxar tomando um café, porque - mais uma vez - aquele sobradinho é de matar de tão fofo! Fora os doces, a Brigadeiro serve comidinhas no almoço (tortas, saladinhas, risotos e algumas massas) e salgados.

Com tanto açúcar e afeto, eu não tenho como não carimbar uma nota 10 na Brigadeiro Doceria & Café.

Imagens: M.R.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Kebab Salonu

Você saberia dizer o que é isso?

Sanduíche? Wrap? Aquela monte de gororoba que você junta da geladeira e monta um prato único?

Nada disso: esse é o famoso kebab. Quem já teve o prazer e o privilégio de visitar a Europa, com certeza provou uma delícia dessas em pequenos estabelecimentos turcos. Do outro lado do oceano, nós chamamos carinhosamente de "churrasquinho grego".


Eu estava devendo havia um bom tempo a apresentação do prato à Maricota. Há dois domingos, o casal deu um passeio na lendária Rua Augusta à tarde e aproveitamos para conhecer o Kebab Salonu, onde se serve um dos kebab's mais falados da cidade.

O lugar é muito charmoso, e o espaço é maior do que parece. O ponto positivo é o ar condicionado. Nesses dias de calor, nada melhor do que entrar num ambiente devidamente climatizado.

Outro ponto positivo é o cardápio. Ele é repleto de pratos do Oriente Médio, do norte da África e até da Índia - algo completamente estranho a todos nós, certo? Pois bem: ao lado de cada opção, existe uma explicação breve o suficiente para você fazer idéia do que irá pedir. Se mesmo assim ainda tiver dúvidas, o garçom saberá lhe explicar direitinho prato por prato.

Para comer, eu pedi um kebab à moda turca. Isso quer dizer que a massa vem aberta, e você monta o kebab no seu prato, junto com os acompanhamentos (mezzes) que quiser. Algo parecido com essa ilustração:

Eu pedi um kebab de kafta de cordeiro, acompanhado de kibe de cordeiro grelhado e kibe de batata. Confesso que minhas expectativas eram maiores (ou menores?). Lembro-me de que os turcos europeus faziam um kebab bem junkie, não tão requintado e caro (o prato deu R$ 35). Mesmo assim, não posso deixar de falar que estava simplesmente delicioso. O tempero é bem diferente da comida ocidental, mas não menos saboroso. A kafta de cordeiro é bem levinha, mas consegue matar a fome com muita eficiência.

A Maricota foi de Kebab enrolado em pão lavosh (lactovegetariano), bem parecido com aqueles que comi nas Oropa. Ela pediu o Kebab Merguez, que vem com linguiça de cordeiro grelhada à moda marroquina, citronete de limão, tomate, cebola, coalhada seca e molho harissa. Aviso aos navegantes: o prato é bem picante, com um tempero BEM diferente. Não soubemos identificar se o estranhamento foi causado pelo citronete ou se pelo molho harissa. Diz ela que o estranhamento foi tamanho que não repetiria a pedida.

Ah, outra coisa bacana: as bebidas. Para acompanhar o rango, eu pedi um Sharbat de limonada com morango. É um xarope árabe gaseificado bem refrescante, doce e ao mesmo tempo azedo. Bem gostoso.

No fim, ainda me dei ao luxo de pedir um café turco. Dizem que ele é bem mais forte que o nosso café, mas eu o achei mais leve e menos amargo. Ele vem bem quente e já chega adocicado (mentira, não tem NADA de doce).


A brincadeira custou R$ 73. Para algo tão exótico e bem servido, preço mais que justo. A Maricota não queria dar nota porque realmente não casou com o paladar dela. Mas eu dou nota 9 porque o atendimento é excelente, o cardápio é muito bem elaborado, as opções de comidas e bebidas são muito diferentes e a comida é muito bem preparada e apresentada. Para quem curte, a pedida é altamente recomendável.

Só não foi nota 10, para mim, porque eu esperava um junkie kebab. Fala sério, é duro pensar como gordo e pobre!!!

* Imagens: Reprodução