sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nakombi

Havia um bom tempo que eu e Maricota não íamos a um rodízio japa. No último sábado, decidimos conhecer o Nakombi de Pinheiros - onde aprendemos uma lição na marra.

O lugar é super agradável, fica em uma esquina bem movimentada e ganha mais charme por ser um sobradinho arranjado de maneira arredondada. Saca só como os bancos e tatames ficam organizados de maneira charmosa:

Nas paredes, estão trechos de histórias em quadrinhos japonesas, os mangás. Grudados como lambe-lambes, os desenhos têm um quê de underground. Pra completar, há uma parede-cachoeira de uns 5 metros de altura, que emite um som de água caindo extremamente relaxante.


Bom, depois de se sentar nesse ambiente super gostoso, vamos ao que interessa. No jantar, o rodízio custa R$ 45, um preço bem salgado. Como cliente, sempre penso que preço alto exige atendimento de primeira, muita variedade no cardápio, peixe fresquinho e, claro, boas surpresas.

A variedade de pratos realmente é grande. Animou tanto que fizemos os pedidos todos de uma vez, pra não ter erro!

De entrada, experimentei pela primeira vez um ceviche de peixe prego e fiquei apaixonado. O prato, de origem peruana, consiste em um sashimi de peixe branco, sem muita gordura, mergulhado em uma solução com suco de limão. Recomendo, é muito saboroso, azedinho na medida!

Ainda na entrada, vieram duas trouxinhas de salmãoshinjo, um pastelzinho recheado com salmão e cenoura bem saboroso, que surpreendeu o casal.

A Maricota curtiu bastante o temaki de salmão skin. Disse que o recheio não estava borrachudo nem muito gorduroso - no tamanho certo.

Nota triste é o shimeji, que vem em porções individuais dentro de papel alumínio. O bom e velho "fui aquecido no microondas, e daí?".

Com tanta entrada, já estávamos ficando fartos e... eis que chega o prato principal, com os sushis, sashimis e afins. Eu havia pedido prioritariamente de salmão, com algumas opções de peixe branco. E, para minha surpresa, realmente veio do jeitinho que pedi. Os peixes estavam extremamente frescos. O peixo branco desmanchava na boca, estava uma delícia.

Mas aí fomos comendo, e fomos comendo, e fomos comendo... até que chega o yakissoba e os teppans de frango. E-XA-GE-RO! Fica o alerta aos navegantes: quando forem ao Nakombi, peçam um prato por vez. Não se animem com as entradas, porque só com elas já é possível fazer uma refeição completa.

A brincadeira custou R$ 112, com três refrigerantes e os 10% do serviço. Vou dar nota 9 para o Nakombi, porque está muito bem localizado, o ambiente é agradabilíssimo, o atendimento é muito bom, os peixes são frescos mas, pelo preço, o teppan de frango deveria vir empanado (e não frito, igualzinho ao que como em casa) e o microondas do shimeji poderia ser substituído pela chapa.

O Restaurant Couple veste a camisa do movimento "Shimeji na chapa - JÁ!".

*Imagem: Reprodução

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Levaria ou não levaria - Padaria Leiriense

Continuando na linha das padarias, aqui vai uma dica para quem quer matar a fome na região da Berrini.

Trabalhar em plantão de feriado, apesar das reclamações infindáveis e obviamente justificáveis, tem alguns lados bons. O que eu destaco neste post é o de "comer decentemente". São ocasiões em que temos horários de almoço confortáveis; comemos sem pressa e sem medo de ser feliz (leia-se "tirando o dinheiro do bolso").

Neste feriado de consciência negra, eu e meus colegas plantonistas fomos duas vezes à Padaria Leriense: na sexta e no sábado.

O cardápio é bem básico. Tem as opções de pratos tradicionais (filet com fritas, salada e arroz; picanha suína; strogonoff etc), mas os destaques ficam com os "pratos do dia". Como é de se imaginar, cada dia da semana tem uma especialidade. E fica a dica: se você fizer questão de pedir a especialidade de um outro dia, o prato demora uns 30, 40 minutos para chegar à mesa -- palavra do garçom. Portanto, fique esperto!

Na sexta, eu comi um filet mignon com arroz e fritas. Eu sinceramente esperava o filet miau, mas realmente veio o mignon! Estava, grande, saboroso e bem passado, com fritas à vontade e uma porçãozinha minúscula de arroz.

No sábado, a mesa toda optou pelo prato do dia: filet à parmegiana. Em 5 pessoas, dividimos 3 porções deliciosas. A carne, mergulhada no molho vermelho, serviu bem, assim como as fritas. Só o arroz que, novamente, veio em porções muito pequenas. Olha só a apresentação da criança, se não é de dar água na boca:


Em média, se gasta cerca de R$ 17 por pessoa, com refrigerante e sem os 10% de serviço - que não são cobrados. Preço justo, principalmente porque pode ser pago com VR e porque o atendimento é ótimo. Os pratos chegam em 5 minutos à mesa - eu falo sério. Nunca vi tamanha rapidez, e por isso sou obrigado a dar nota 10 à Leiriense e dizer, de boca cheia, que mais dia ou menos dia levarei a Mari para almoçar no local.

*Imagem: Reprodução

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Padaria Barcelona

Numa esquina do bairro de Higienópolis, estão os sabores preferidos da minha avó. Eu sei disso há muito tempo, muito antes dela não poder mais experimentá-los, mas nunca havia entrado pra saber se eles também seriam os meus. Não era medo, não era trauma: era falta de oportunidade.

E o Gabi, mestre em criar boas oportunidades, me levou para um passeio a pé cujo destino final foi essa esquina dos sabores, na Padaria Barcelona. Sendo assim, é possível que eu esteja contaminada por uma afeição familiar pra fazer essa avaliação. Mas quem disse que comida não tem nada a ver com bagagem e afeto?
Nós entramos na tradicional padaria e não encontramos lugar pra sentar. Não porque estivesse lotada, mas porque não há mesinhas e cadeiras, buffet disso e daquilo, balcão de lanches. A Barcelona cresceu, ficou famosa e não se transformou naquelas padarias modernas e da moda que, além de vender pão, têm restaurante e mercearia. O máximo que você encontra, e que foi onde nos alojamos, é uma éspecie de parapeito onde é possível apoiar um copo e um pequeno prato. Não precisa ser grande, basta ser bom!

Para um lanche rápido, fomos atacar a ilha de salgados, um balcão bem no centro da casa. Escolhemos croquete de carne, bola de catupiry (esse nome já não é tudo de bom?) e coxinha. Eu comecei pela bomba de catupiry, que não é nada além de uma massa frita super crocante recheada com muito, muito catupiry. De lamber os beiços! O croquete não é o melhor que já comi, ele tinha uma consistência diferente, mas ainda assim estava gostoso. Valeu as calorias.

Quem levantou polêmica foi a coxinha. Olho pro lado e vejo Sr. Gabriel mordendo o salgado pela parte maior, e não pela ponta. Ei, como assim? Vai acabar com o recheio antes e deixar a ponta massuda por último? Pecado. Mas ele, esperto que só, me explicou que fez isso porque a ponta da coxinha da Barcelona o deixou intrigado. Era maior e mais gordinha do que de costume, vai ver ele achou que teria uma surpresa, um recheio extra.

- No final não tinha nada demais, né?, perguntei.
- Não, só a massinha, bem boa.

Pois é, a massa era ótima, o recheio generoso e bem temperado. Não fossemos tão fortes, teríamos sucumbido à vontade de experimentar croissant, esfiha, folhado e outras delícias de ótima aparência.

Os salgados e um refrigerante somaram R$ 15,60. Caíram muito bem no estômago e no bolso, porque foram pagos com VR. Nota 10. Deixamos a Barcelona longe de provar todo o seu potencial e sem conhecer todos os sabores que minha avó gostava. Isso me deixa animada, sinal de que a próxima visita vai ser tão boa quanto a primeira.
*Imagem: Reprodução

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Levaria ou não levaria - Fillipa

Essa é uma dica para as luluzinhas. Pra matar a saudade das amigas e comer bem, escolha o Fillipa, um restaurante muito gracioso em Pinheiros. Descobri isso na marra, com a ajuda de três irmãs: Nathy, Déia e Cami. É claro que não fomos parar no Fillipa por acaso. Eu já sou fã do Mestiço, o outro restaurante da chefe Ina de Abreu, e sugeri que a gente fosse conhecer o Fillipa. A Nathy assinou embaixo, porque ela sim já conhecia a casa. Ficou tão entusiasmada que na hora eu soube que não tínhamos errado na escolha.


O cardápio foi buscar inspiração em diversos lugares do mundo, o que significa que tem comida para todos os gostos. Tailândia, Vietnã, França, Itália e Brasil. Só não se sente contemplado quem não gosta de pratos bem preparados, bem temperados e bem apresentados. Não é o seu caso, é?

Eu não resisti a uma delícia francesa. Meu prato, de nome Nice, é um namorado grelhado com azeite aromatizado com endro dill, torta fina de cebola assada, plancha de cebola assada e compota de tomate. O peixe estava desmanchando na boca, a torta de cebola fazia as vezes crocante do prato, mas o diferencial estava na compota de tomate, uma geléia meio doce que combinava demais com todos os outros componentes do prato, sem apagá-los. Eu fiquei apaixonada.

Dona Andrea, num regime de invejar, também escolheu um peixe. O brasileiro Ipanema consiste num robalo grelhado com molho de laranja e gengibre mais palmito grelhado. Eu petisquei o palmito, muito bom. Nathy e Cami, carnívoras que são, comeram medalhões de filet mignon ao molho mostarda, com palmito pupunha e shitake grelhados. O Portobello da Nathy veio sem shitake e com batata frita.

Não sei se essa foi uma impressão só minha, mas o prato tem cara de que foi pensado e elaborado com carinho. Os temperos são complementares, um não tira o brilho do outro. Até as cores dos ingredientes do prato enchem os olhos. Mais uma prova de que comemos não só com a boca, e o Fillipa sabe muito bem disso.

Fora a comida, o restaurante tem muitas outras qualidades: 1) fica numa casa linda e muito aconchegante, decorada com elementos naturais como pedras e madeira. 2) é super iluminado, e não por conta de luz artificial. 3) tem um ótimo atendimento. 4) o clima é diverso, recebe famílias, amigas tagarelas, casais mais velhos e jovens.

Na hora de pagar, cada uma de nós deixou R$ 64. Nesse valor estavam incluídos os pratos, as bebidas (refrigerantes), os 10% e dois estacionamentos. Não é barato, mas também não é absurdo. E vale cada centavo.

Foi amor à primeira garfada, o que me obriga a dar nota 10 (se eu pudesse, daria o dobro) e a levar o Gabi pra conhecer assim que tivermos a primeira oportunidade. Mal posso esperar.

E tem mais: eu já falei que o clima abriga qualquer tribo. A Nathy assina embaixo e dá uma dica para os pombinhos... casais, reservem uma mesa nos fundos, num lindo jardinzinho!

*Imagem: Reprodução

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Se me leva, eu vou - Restaurante Poddium

No fim de julho, a Maricota disse que qualquer dia me levaria ao Poddium, no Market Place, para experimentar o buffet de almoço dos caras. Vocês estão lembrados?

Pois é, neste blog é assim: promessa é dívida. E ontem, depois de uma manhã corrida, conseguimos achar uma brecha para o almoço e corremos para o shopping.

O Poddium sofreu algumas modificações desde a última vez em que estivemos lá, há mais de ano. Era um restaurante voltado para crianças, com cardápio infantil e até com um espaço para elas brincarem.

Hoje, adota um ar mais sóbrio - e já limou as pobres crianças como público alvo. Principalmente na hora do almoço, quem visita o local são os workaholics da região da Berrini, ávidos por um rango num ambiente amplo e agradável.


As duas mesas de buffet são bem servidas. Uma traz apenas as opções frias de salada, com palmitos, ovos de codorna, tomates, folhas verdes (rúcula, alface, agrião), batatas, dois ou três tipos de maionese e salada de macarrão. Eu e Maricota enchemos um prato só aí. A salada estava bem fresquinha e as folhas bem selecionadas, sem aquela história de alface queimada.

A outra mesa oferece umas 20 opções de pratos quentes. Há o tradicional arroz e feijão. Quem quiser, pode optar por algum tipo de macarrão, também. Tem carne vermelha, frango e peixe; tortas, quiches e cremes.

Eu preferi ir de risoto de cogumelos - que de cogumelos trazia apenas champignon. Senti falta de pelo menos um shitake pra completar a festa.

Meu prato ainda levou creme de milho (muito salgado, na opinião da Mari), frango empanado e um bolinho de cenoura - esse sim: muito, muito gostoso.

O buffet custa R$ 28 por pessoa. Com dois sucos de laranja e os 10% do serviço, a nossa conta deu R$ 67, devidamente divididos (R$33,50 cada) e pagos com VR - o salvador da pátria. Dou nota 8 para o Poddium porque oferece muitas opções de comida, mas, pelo preço exigido, poderia caprichar mais no preparo e nos temperos dos pratos.

Como a Mari disse, é daqueles caprichos de meio de semana que nem sempre o bolso consegue suportar. Mas... sabe como é, né? Se me leva, eu vou!

*Imagem: Reprodução

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Levaria ou não levaria - Bar Paróquia

Segunda-feira é dia de ficar tranquilo, reservar energias pra aguentar o tranco de mais uma semana que se inicia, certo? Não para o RESTAURANT COUPLE.

No último dia 09, o anfitrião do blog teve o prazer de desfrutar da companhia de Braguinha e Fabião, dois amigos das antigas que podem ser chamados de irmãos. O objetivo era sentar, conversar sobre a vida e esquecer dos problemas.

Nosso destino foi a tradicional Vila Madalena. Buscamos um bar não muito caro, nem muito badalado. Em resumo: tranquilo. Acabamos dando de cara com o Paróquia, local super simples e convidativo que fica na Wisard.

Me espantou o movimento do local em plena segunda. Havia umas 5 mesas ocupadas do lado de fora, mais outras duas lá dentro. Escolhemos a última mesa vaga no lado de fora e por lá ficamos.

Para forrar o estômago, o Braguinha foi ousado e logo sugeriu uma compota de berinjela. Confesso que nunca fui fã desse fruto. Ele tem um aspecto viscoso que costumava me causar arrepios. Mas recentemente tenho sido mais aberto, e vira e mexe dou uma petiscada. Por que não tentar?


O prato chegou e serviu bem a todos nós. A berinjela vem fria, fatiada em pedaços bem pequenos. Ela é temperada com pimentão vermelho, pimentão amarelo, pimentão verde, uma pitada de cebola, alho e azeite. Colocar uma colherada disso tudo numa fatia de pão fica simplesmente delicioso e espanta qualquer rejeição à berinjela!

O petisco foi devorado em minutos. A fome e o papo, porém, não acabaram. Decidimos pedir uma calabresa acebolada para encerrar qualquer dúvida. O prato chegou à mesa e também foi devorado rapidamente, junto com os pãezinhos. As fatias da calabresa são um pouco grandes e grossas. O Braguinha não curtiu muito, mas que confesso que não chegou a me incomodar. A calabresa não perde o gosto - aliás, veio muito bem temperada. Só senti falta de um pratinho pra cada um, pra podermos cortá-la.

A conversa não tinha fim, mas depois de comer e beber era hora de ir pra casa. Acabamos pagando R$ 20 cada um, um preço muito barato pelo tanto que comemos e bebemos em três pessoas. Dou nota 9 para o Paróquia porque o serviço, apesar de gente boa, poderia ser um pouquinho mais atencioso. Vez ou outra tínhamos que pedir repetidas vezes por cerveja (geladíssima, por sinal - ponto positivo!).

Mas, sem sombra de dúvidas, levaria a Mari para conhecer esse local barato, agradável e com boa comida.
*Imagem: Reprodução

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Restaurante Andiamo

O shopping Morumbi é nosso refúgio quando não estamos com paciência pra enfrentar as quilométricas filas de carros que separam a região onde trabalhamos das nossas casas. Foi por esse motivo que, numa segunda-feira congestionada, jantamos no Andiamo, uma casa italiana no piso da praça de alimentação. Eu já havia almoçado lá algumas vezes com o pessoal do trabalho e dei boas recomendações ao Gabi, que estava estreando.

É claro que o movimento não estava lá essas coisas, então pudemos escolher uma mesa num cantinho, bem aconchegante. Em segundos, uma enorme bandeja de antepastos ocupou o nosso campo de visão. Enorme mesmo, veja só: abobrinha siciliana, alichella, azeitonas pretas, presunto parma, mussarelinha da búfala, sardela, tomate seco, queijo parmesão e berinjela em conserva. Mais os pãezinhos, claro. Nós já estávamos recusando aquela entrada exagerada, quando o garçom explicou que era possível escolher apenas três antepastos da bandeja... Assim, sim! Com tamanho na medida e pela metade do preço, escolhemos a sardela, a mussarelinha e o presunto de parma.

O prato principal já estava na minha cabeça desde que o Gabi acenou em jantar no Andiamo. Peguei o cardápio decidida a comer um atum com purê de mandioquinha delicioso que comi das outras vezes. Cadê??? Foi nadar em outras águas. As mudanças no cardápio foram muitas, poucos pratos interessantes da "coleção" passada restaram e confesso que nada do que li me deu água na boca. Não me entenda mal, caro leitor: é claro que há variadas e boas opções no cardápio novo, mas pra mim, que conhecia o antigo, comparar é inevitável. E para o meu gosto, o anterior era mais adequado.

Passado o susto, escolhi um Raviolini di Patate, uma massa redonda e fechada, recheado com batatas e puxada na manteiga e sálvia. Pra quem se acabou no pão com sardela como eu, o prato foi um exagero. Larguei alguns raviolinis no prato, mas até que os achei bem levinhos. A combinação massa com recheio de batata pode parecer pesada, mas não é. O recheio não é uma massaroca, é bem temperado, e o fato de não ter molho ajuda muito.

O Gabi, que se revelou bem mais light do que eu nessa noite, comeu o prato do dia, um Scaloppine com Insalata Mista. Era composto por escalopes de filé e uma salada de agrião, alface, cenoura, tomate caqui, palmito, cebola, azeitonas e mussarela de búfala. Para lambuzar a salada, escolheu molho de mostarda. Estava gostoso, leve, a carne bem passada e temperada na medida, os ingredientes da salada super frescos.

Os pratos do Andiamo são generosos, a entrada também, e não houve espaço pra sobremesa. Pedimos logo a conta, que somou a entrada, os pratos, dois refrigerantes e os 10% (merecidos, porque o garçom que nos atendeu era simpático, paciente e atento) e resultou em R$ 87. Como eu já deixei escapar aqui, acho que o cardápio perdeu muito e se fosse pra comparar eu não daria mais do que sete para o Andiamo. Mas a gente se presta a avaliar o lugar no dia e horário em que fomos, então acho que vale uma nota 9, porque a massa deixa um pouquinho a desejar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Boteco Bohemia - Aroeira

Outubro acabou e o RESTAURANT COUPLE acabou visitando apenas um dos bares da edição 2009 do Boteco Bohemia. Agora não dá mais pra participar das votações, mas nesse fim de semana tem a Festa da Saidera. Quem ainda quiser aproveitar, há ingressos apenas para domingo (Paulinho da Viola, Black Rio, Casuarina, DJ Patife e DJ Fausto).

Há duas semanas, marcamos de nos encontrar com a Bia, amiga querida do casal que está aproveitando merecidas férias. Fomos ao Aroeira, um bar super aconchegante que fica na esquina da casa da Mari.

A pedida não poderia ser outra: queríamos provar o petisco que concorria na competição. O Aroeira compete com um canapé de cordeiro com coalhada e hortelã. Apesar de o prato harmonizar com a Bohemia Escura, pedimos uma Serramalte (cerveja clara) para botar o papo em dia. Confesso que nunca fui fã de Bohemia, é uma cerveja que puxa muito pro amargo. A Serramalte, apesar de ser um pouco mais escura que as outras, é mais encorpada e saborosa. Desde que provei ela se tornou a minha cerveja de garrafa preferida. Já a Bia foi de caipirinha (gente chique é outra história!).

A apresentação do petisco dá água na boca, saca só:



A primeira mordida trouxe a grandessíssima decepção. E não é questão de paladar infantil, minha gente! O problema é que os bolinhos são envolvidos com o mesmo trigo que geralmente tempera quibe assado. Advinha qual é o gosto do petisco? QUIBE! E a coalhada ainda ajuda a dar um temperinho árabe pro negócio... Resultado: o cordeiro, cujo sabor é tão sutil, fica totalmente apagado. Preço das oito unidades de "quibe de cordeiro": R$ 20.

Como estávamos famintos e insatisfeitos, eu e a Mari ainda pedimos um caldinho de feijão para terminar a festa. Mais um ponto negativo: o mestre cuca veio nos dizer que o caldinho estava estragado, e sugeriu que escolhêssemos outro prato. Corajosamente, eu fui de caldinho à moda da casa, feito com um creme de abóbora e pimenta rosa. Achei bem gostoso. Já a Mari, não menos corajosa, pediu um caldo verde que não a agradou muito. Ela achou a couve dura e o caldo um pouco ralo.

O papo foi muito gostoso, e as risadas valeram a saída. Nossa conta deu R$ 80 (pagos pela anfitriã do blog), com os 10% de um serviço bacana, simpático e honesto. Vou dar nota 5 para o Aroeira porque deveria caprichar mais no petisco e porque um bar que se preze tem que ter um caldinho de feijão prontinho para ser consumido.

E você: foi a algum boteco participante da competição deste ano? Deixe seu comentário!

* Imagem: Reprodução

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pizzaria Bráz

No último feriado de 12 de outubro, o Restaurant Couple foi à famosa Pizzaria Braz para comemorar o aniversário de Seu Mitani. Considerando que ele é casado com uma italiana da gema, nada mais justo do que comemorar os 75 aninhos do japa numa pizzaria, vai dizer?

Estivemos na unidade de Pinheiros, que fica a um quarteirão do Pirajá. Sempre que passamos por lá na volta do trabalho percebemos que o local está cheio, já que o movimento de carros é incessante. Mais uma aposta de sucesso da Cia Tradicional do Comércio.

Naquela segunda-feira não poderia ser diferente. Chegamos e tivemos que esperar do lado de fora por cerca de 30 minutos. Aproveitamos e pedimos umas bebidas (chopp super bem tirado) e uma Burrata de entrada.

A apresentação é bem bonita: são pedacinhos de massa de pizza crocante com uma mussarela amanteigada por dentro bem no meio do prato. Mas não vou esconder que ao dar a primeira mordida naquela combinação rolou uma decepção. O queijo se parece MUITO com requeijão light, muito sem gosto.

Mas aí vem a dica: coloque um pouco de sal e azeite que o gosto fica completamente diferente, e aí sim você sente a mussarela e o gostinho de manteiga.

No fim da entrada, arranjaram uma mesa para nós lá na parte de dentro. Então fizemos o pedido: meia pizza de Berinjela com queijo gorgonzola e meia pizza de Caprese - a mais premiada da casa traz mussarela, tomate caqui, rodelas de mussarela de búfala, folhas de manjericão e pesto de azeitonas pretas.

A Caprese é bem gostosa, a combinação dá muito certo, mas todos da mesa esperavam mais. Não há algum ingrediente que se destaque, nem fica aquele gostinho de quero mais. O destaque, mesmo, é a apresentação da pizza. Olha só como ela é bonita:


Já a de berinjela me espantou. Eu não sou fã da criança, mas gostei muito, porque a berinjela combina muito bem com a gorgonzola - e a pizza não deixa de ser leve, por incrível que pareça.

O jantar saiu por R$ 112, inclusos os 10% de serviço. Nada muito caro para uma diversão em família, né? Nota 7 para a Pizzaria Braz, porque é boa, mas anda muito lotada, só oferece Pepsi (não tem Coca!!!) e a massa das pizzas é normal, não tem nada demais. Pelo que sentimos, no fim das contas, o restaurante tem mais fama do que qualidade.
* Imagens: Reprodução