quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Levaria ou não levaria - Restaurante Sujinho

Finalmente o anfitrião desse blog conheceu o restaurante Sujinho. Tive o prazer de reencontrar Samuca, Camis e Bebel - amigos que a vida me fez conhecer no Curso Abril de 2008 - na unidade que fica no sentido centro da Rua da Consolação.

Sempre ouvi dizer que é um lugar ímpar na cidade, imperdível para qualquer pessoa que realmente quiser conhecer São Paulo. E é mais ou menos essa a pegada. Em plena segunda-feira, o local simplesmente começa a bombar a partir das 22h00, 22h30. O motivo: é dia de famoooosa bisteca.

A tradição da Bisteca D'Ouro vem de longa data, olha só essa foto:


O restaurante existe desde 1921, mas as carnes não constam no cardápio desde o início. É claro que o local e o menu passaram por reformas. Mas diz a lenda que o ar boêmio e a tradição permanecem os mesmos.

Realmente o Sujinho é bem aconchegante. Tem um clima retrô, um atendimento de primeira e uma localização, digamos... capital. Vez ou outra o barulho dos ônibus atrapalha a conversa, mas isso entra na conta do "realmente conhecer São Paulo".

Por incrível que pareça, acabamos não optando pela bisteca. Plena segunda-feira, uma cervejinha aqui, outra ali... fomos de filet mignon grelhado, acompanhado de uma salada com alface, tomate, palmito e mussarela de búfala, arroz à grega, farofa e babatas chips.

Sim, enchemos a pança e papeamos demais. A combinação explosiva ficou simplesmente deliciosa e nos custou R$ 96. Dividido entre quatro pessoas, não deu nem R$ 25 cada um.
Importante: o local NÃO ACEITA cartões de débito, crédito ou VR. Logo na primeira página do cardápio existe o aviso da represália aos altos impostos que são pagos às empresas de cartão. Tá certo ou não tá?

Pelo baixo preço, fiquei simplesmente atordoado. A comida é de primeira, o atendimento é impecável e o lugar é fantástico: Nota 10 de olho fechado. SIM, levaria (e levarei) a Maricota ao Sujinho.

*Imagem: Reprodução

domingo, 27 de setembro de 2009

Pizzaria O Pedal

Uma looonga semana de trabalho e um plantão que o nosso anfitrião enfrentaria no fim de semana foram os dois fatores que pesaram na hora em que escolhemos não mudar nem de rua pra comer. Quatro quarteirões pra cima e chegamos à pizzaria O Pedal, que já havia nos proporcionado bons jantares outras vezes...

Digo havia porque essa saída foi trágica. No auge da fome, fomos ignorados na chegada. O lugar estava muito cheio, tinha espera, mas por onde entramos (há duas entradas) algumas mesas estavam livres. Ainda assim, a mulher que organizava as mesas estava perdidinha e nem sequer olhou pra nós. O Gabi recorreu a um garçom, que repassou nossa insatisfação pra só aí arranjarem uma mesa pra nós.

Pra fazer o pedido fomos rápidos. O barato de lá é que a pizza é por metro e você pode pedir um quarto de pizza (serve uma pessoa) , meio metro (duas pessoas) ou um metro (quatro pessoas). Nós escolhemos três sabores para uma de meio metro: Atrás da pedra, que mistura gorgonzola e mussarela, Picante, com calabresa picante moída e cebola, e Atum. Também pedimos uma entrada de massinha de pizza com molho de tomate e duas bebidas, uma cerveja para ele, e um suco de maracujá com morango para mim. E aí começa a nossa odisséia...

O relógio correndo, as barrigas roncando e nada dos nossos pedidos chegarem. Só a cerveja é que veio rápido. Pra fazer o meu suco acho que foram colher os morangos... porque demorou bem uns vinte minutos. Quando chegou, o garçom não teve o cuidado de me perguntar se eu queria açúcar. É claro que eu mesma posso pedir se achar preciso, mas acho importante que os funcionários mostrem preocupação com os clientes. Aí começou a luta com a entrada, que pedimos duas vezes num intervalo de uns quarenta minutos, pra só aí chegar. Apesar da demora, não dá pra negar a delícia que é: tiras de massa crocante e cheinhas, pra lambuzar num molho de tomate frio bem temperadinho.

Da entrada pra pizza até que foi rápido, e mais uma vez não dá pra ignorar que eles batem um bolão. A massa é fina, bem crocante e chega a derreter na boca. O recheio é bem generoso. Na chapa havia quatro pedaços de cada sabor, adivinhe quantos restaram? Só dois.

Relógio correndo, três horas depois pedimos a conta. TRÊS horas. Você se lembra que lá no primeiro parágrafo desse post eu disse que escolhemos a Pedal porque queríamos voltar logo pra casa? Pois é, o pessoal segurou a gente até não poder mais... A conta veio rápido: R$ 67,65.

Moral da história: não atenda mais clientes do que você pode. Se a sua cozinha serve bem trinta mesas, não queira abraçar o mundo e atender o dobro. Isso tira o prazer dos clientes, porque esperar um pouquinho faz parte, mas esperar o que nós esperamos é sacanagem. Fora que um lugar bacana, bem decorado (como é a Pedal) e que faz uma ótima pizza tem tudo pra receber uma boa nota. Mas quando peca na organização e na dinâmica do serviço, perde o brilho. Foi o que aconteceu dessa vez: nota 5, porque a qualidade da comida segurou a pizzaria na média.

*Imagem: Reprodução

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Restaurante Ávila

Senhoras e senhores, ontem a noite foi diferente. O Restaurant Couple foi a um jantar de negócios!

Quer dizer... o evento não foi tão formal assim. Mas não menos importante! É que fomos conhecer Denise Cavalcante, assessora de imprensa, organizadora de eventos e especialista em vinhos.

O bate-papo rolou no Ávila - Parrila e Enoteca, restaurante cujas especialidades são os cortes de carnes argentinas e vinhos. Tenho de admitir: o local para uma conversa descontraída sobre o trabalho e a vida não poderia ser melhor. Denise fez a gentileza de nos apresentar a casa, o maître e dois vinhos brasileiros que ela também conhecia pela primeira vez.

Nos acomodamos em uma mesa espaçosa, que acomoda facilmente quatro pessoas. No lugar de cadeiras, sentamos em sofás deliciosos, que nos deixaram ainda mais à vontade. Olha só:

E melhor. Se liga no charme do lugar à noite:


Depois de degustar os vinhos e petiscar o generoso couvert (mini pão francês, pão de queijo, manteiga, sardela, azeitonas e um molho de cebola), fomos aos pratos principais. Eu poderia dizer que o destaque do menu são os cortes de carnes argentinas - como o miolo de bife ancho que comi, que ficou ainda melhor acompanhado de batatas suflê. Também poderia dizer que é bacana ter a opção de carnes de 250 g ou 400 g, o que dá a chance de escolher pelo prato de acordo com o tamanho da sua fome.

Só que o mais legal, mesmo, é que existe um menu FEMININO. A página com as opções lights e menores tem até uma cor diferente das outras do cardápio, é lilás.

E foi justamente nessa opção que as duas mulheres da mesa apostaram. Maricota foi de Truta ao Molho de Ervas Finas, acompanhada de purê de mandioquinha. Pra variar, ela amou o purê e achou o peixe levinho e muito gostoso.

Denise optou pelo Entrelaçado Especial, prato que trazia carne bovina recheada com tomate seco e mussarela de bufála ao molho agridoce e risoto de pupunha. Pelo visto ela gostou bastante, mas nos confessou que, por serem dois pedaços generosos num molho adocicado, acabou ficando enjoativo. Por isso, a Mari ganhou um pedacinho e amou a combinação, mas concorda que a quantidade é exagerada.

No fim do jantar, ainda tivemos o prazer de conhecer o dono do restaurante, Guillermo Ávila. Ele se sentou conosco, bateu um papo sobre alguns planos... e posso dizer: galera, se prepare que já já vem novidade argentina por aí.

Desta vez, fico devendo o valor da conta, uma vez que o jantar foi gentilmente concedido pela Denise. Mas, se você se interessar, vá preparado para deixar cerca de R$ 70 por pessoa - isso se você não se render a algum dos inúmeros vinhos da carta.
Como não pagamos a conta, infelizmente não poderemos avaliar o restaurante - que nos serviu muito bem, oferece um menu muito bem pensado e uma carta de vinho de cair o queixo. Mas prometemos que voltaremos logo ao local para destilar nosso veneno!
* Imagens: Reprodução

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bar Pirajá II

Somos fãs do Pirajá de longa data. Muito antes desse blog nascer, nós já havíamos experimentado os prazeres daquele menu. E depois que o Restaurant Couple veio ao mundo, estivemos lá na Páscoa pra destilar mais uma nota 10. Você se lembra?

A gente não esquece, e é por isso que o casal não titubeia na hora de aceitar um convite pra ocupar uma mesa no Pirajá. Foi assim numa sexta-feira, dia de último capítulo de novela das 20h, quando fomos encontrar uns amigos. Quando chegamos, já meio tarde, o lugar estava muito cheio. Juntamos umas cadeiras à duas mesas que a galera ocupava e partimos para os trabalhos.

De cara, o glorioso Portiolli mandou a dica: porção de carne seca com cebola e farofa. A gente não é bobo de dar de ombros e acatamos a sugestão. Quando a panela chegou à mesa, todo mundo - até mesmo aqueles que já haviam comido - salivou... Enorme, servia bem umas quatro pessoas. Eu não manjo de cozinhar, só de comer, mas pelas diversas vezes em que experimentei pratos bem ruins com carne seca imagino que o preparo seja complicado. Você não pode tirar a identidade da carne, mas também não é bom quando ela esmigalha na boca. E o prato do Pirajá supera expectativas: é grande, saboroso, bem temperado e vem acompanhado de uma bandejinha de pão, que é reposta a qualquer erguida de mão! Pra molhar a goela, o velho chopp de sempre, muito bem tirado e geladinho.

Desde que passou a vigorar a lei anti fumo, ainda não tinhamos ido a um lugar onde os fumantes se sentissem acomodados. Invariavelmente, os adeptos do cigarro tinham de ficar de pé nas calçadas, longe da mesa e da conversa com os amigos. No Pirajá, há uma área grande, a céu aberto, onde as mesas ficam debaixo de uma árvore enorme e imponente. Pruma turma como a nossa, bem dividida entre fumantes e não fumantes, não tinha como ser melhor.

O Pirajá tomou do casal R$ 55. Deixamos R$ 27 pela porção e o restante para as bebidas e os 10%. O serviço, aliás, continua merecedor de destaque. Os garçons são rápidos, simpáticos e sempre cheios de boas histórias. E como o Pirajá continua escrevendo a sua boa história, não dá pra diminuir a nota, que continua sendo 10.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Engenharia do Hamburguer

Sim, senhoras e senhores, o tempo passou. Para comemorar o 50º post desse blog, nada melhor do que comer entre amigos, certo? Pois bem. Hoje vou falar da Engenharia do Hamburguer, que fica em Perdizes.
Há cerca de um mês, fomos lá em três casais: eu e Mari, Rafa e Beca, Braguinha e Carol. O desafio era se alimentar depois de ver um filme difícil de digerir. Já viram "A Onda"? Fica a dica cultural, o filme é sensacional.

De início, me chamou a atenção o estacionamento do local. Bem em frente à lanchonete, na própria Rua João Ramalho, há um terreno onde cabem uns 10 carros. Lá, os próprios clientes estacionam os veículos. Muito prático, rápido e seguro.

Dentro da Engenharia, a decoração tenta se assemelhar ao clima retrô que o Rockets propõe: garçons com boininha, fotos antigas de Marilyn Monroe e Elvis, propagandas lendárias da Coca... tudo muito simples, mas o que vale é a intenção!

Vamos ao cardápio. Para petiscar, mandamos bala numa porção de fritas e em outra de onion rings. Pela rapidez com que as bandejas ficaram vazias, nem preciso dizer que estava muito bom.
De lanche, pedi hambúrguer com catupiry e bacon. Bem grande a criança, mas cuidei dela direitinho. A Mari foi de cheeseburger com tomate e aprovou a pedida.

O legal é que cada mesa tem diversos temperos e molhos - entre eles o barbecue, meu predileto. Isso com certeza torna a refeição ainda mais gordurenta e saborosa!

Quando pedimos a conta, o garçom fez questão de separar os pedidos de cada um, fazendo as contas separadamente. Tratamento VIP, vai dizer? E que fique registrado: os R$ 36 do casal foram devidamente pagos pela anfitriã deste blog.

Apesar de ser simples, a Engenharia cumpre todos os requisitos de um lugar bacana pra comer um lanche. Não me resta opção, senão destilar mais uma nota 10. Comemorar os 50 assim é bom demais!
* Imagem: Reprodução

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Padaria St. Etienne

Em dias frios, eu acho uma delícia sair debaixo da coberta, colocar um conjunto de moleton bem confortável e partir para uma padaria que trabalha em esquema de buffet. Pra mim, é um programa muito bem vindo no inverno! Como o Gabi também é chegado nesse programinha, foi isso o que nós fizemos em mais um sábado hiper gelado de agosto.

A St. Etienne é uma padaria grande na Harmonia, uma rua da Vila Madalena pela qual a gente passa bastante de carro. Dessa vez, em vez de só ficar conjecturando se além de bonita a padaria era boa, resolvemos experimentar. Por volta das 20h, poucas mesas estavam ocupadas. Nós escolhemos um lugar estratégico no cantinho, muito próximo da mesa de comida. Assim ficou fácil ir e voltar umas dez vezes pra encher os pratos.

Cada um de nós experimentou quatro tipos de sopa. Ao todo, haviam dez. Eu comi sopa de feijão, capeletti, caldo verde e feijão preto. Essa última - concordamos eu e Gabi - era a melhor de todas! Nem muito grossa, nem muito aguada e muitíssimo bem temperada. A gente bem que queria ser light e ficar nas sopinhas, mas com tantas opções de pães, salgadinhos e patês não rolou.


Perdoe esse casal desmemoriado, mas não lembramos o valor exato do buffet. A nossa conta deu cerca de R$ 35, sem bebidas. Pelo lugar gostoso, o atendimento impecável e a fartíssima mesa de pães e sopas (que você pode atacar sem limites), acho que vale o quanto cobra. E o melhor é que cobra também no VR!

Como a St. Etienne cumpriu com a missão de esquentar a nossa noite, aí vai mais uma nota 10.

* Imagem: Reprodução

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Restaurant Week II (Restaurante Santa Gula)

O segundo restaurante do Restaurant Week que visitamos foi o Santa Gula. Logo na entrada, o espanto. Será que ele vive vazio e fizemos a reserva à toa?

Ledo engano. Digo: a entrada engana. Para chegar às mesas, é preciso atravessar um longo e charmoso corredor. É dar uma dúzia de passos para chegar à entrada de fato do restaurante e ouvir o burburinho lá de dentro. Estava lotado; ainda bem que fizemos reserva!

O interior é bem charmoso. Diversos cômodos dos fundos de uma casa antiga deram lugar a mesas e cadeiras de madeira. A decoração é bem brasileira, com quadros, adereços e cores puxando para um ar retrô bem aconchegante. Se liga:
Fomos em dois casais: eu e Mari, Gregório e Vivi. Super atencioso, o garçom explicou o cardápio para nós e fomos fazendo os pedidos.

O cardápio normal da casa é farto, com preços que variam de R$ 30 a R$ 50. A carta de vinhos e cervejas é bem requintada, mas sinceramente senti falta de um chope Brahma, de uma cerveja Original ou Serramalte. O jeito foi beber um chope Primus (ótimo), o mais barato da casa! A Mari pediu uma Itubaína - não sei se pela vontade de bebê-la ou simplesmente pela surpresa de ver a opção no cardápio. De qualquer forma, achei diferente.

Vamos à comida: de entrada fui de mini crepe de camarão. Estava gostoso, mas confesso que esperava mais recheio e uma massa menos molenga. Maricota preferiu a sopa bloody mary, um caldo de tomate um pouco picante e bem temperado. Esse sim surpreendeu!

Para o prato principal, escolhi frango recheado com Gruyére ao pesto de brócolis e pistache, acompanhado de batatas gratinadas. As batatas gratinadas estavam uma delícia. O frango também estava bem preparado, mas achei a combinação pouco vibrante. A Maricota foi de Steak francês com arroz puxado no próprio molho madeira. Cá entre nós, se encontra isso em qualquer restaurante contemporâneo por aí.

Já na sobremesa, pedi creme brulée de pistache: muito leve e saboroso. Já a Mari optou pelo mélange de chocolates, que captou uma boa combinação de sabores.

Pagamos R$ 56 cada um, pela comida, bebidas e 10% de serviço.

Quanto à comida: as opções oferecidas no cardápio do Restaurant Week não surpreenderam tanto. O restaurante optou pelo básico, e talvez não conquiste tantos clientes como gostaria. Outra coisa: se não me engano algumas fotos dos pratos mostradas no site do Restaurant Week estão erradas, o que pode confundir alguns clientes. O atendimento do local é de primeira, mas em alguns momentos senti um pouco de demora para servir os pedidos.

No fim das contas, esse restaurante é um daqueles locais bem escondidos, que praticamente não existem no mapa, mas que fazem a diferença numa cidade tão grande quanto São Paulo. Tomar um chope e conversar com amigos num local desse é sempre uma experiência ímpar. Valeu a pena pelo programa, entende?

Nota 7 para o Santa Gula, porque ainda vou voltar lá para provar uma nota 10.
* Imagem: Reprodução

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dib

Já é tradição: todas as terças-feiras eu e Maricota fazemos um pit stop na Dib, fast food árabe localizada na movimentada Rua Professor Alfonso Bovero, em Perdizes. Digamos que se trata de um momento de transição - entre o caos de um dia de trabalho e alguns minutos de diversão e transe, no gingado de uma noite dançante.

Nesses poucos minutos de pausa que tem para jantar, o casal aproveita para se deliciar com salgados que se encontram logo na "vitrine" da loja e podem ser consumidos prontamente.

O destaque fica para dois itens em especial. A começar pelo kibe frito. O salgado é bem crocante e rígido - não é daqueles que você dá uma mordida e ele já se despedaça todo, tornando o ato de comer um verdadeiro desafio de equilíbrio. Esse kibe é firme, bem arredondado. Com pitadinhas de limão e ketchup, então... fica irresistível. Muito bem temperado, é de longe um dos mais bem preparados da cidade.

Outro salgado que chama a atenção é a esfiha fechada de escarola. Confesso que não sou muito chegado em vegetais. Mas depois que a Mari se apaixonou pelo pedido, tive que experimentar. Realmente o sabor é marcante e bem, bem salgado. Delicioso.

Geralmente a conta dá algo em torno de R$ 30, que podem ser pagos com VR, contando os refrigerantes que bebemos. Detalhe: a taxa de serviço não é cobrada se você pede diretamente no balcão.

Os pratos elaborados infelizmente ainda não conseguimos saborear, dada a urgência para os compromissos. Mas fica aí uma dica para quem gosta de cozinha árabe e está com fome e pressa. Nota 10 para a proposta, a rapidez e o capricho da Dib.

*Imagem: Reprodução

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Restaurant Week (Restaurante D'Olivino)

O casal não poderia deixar de visitar o evento gastronômico mais pop da cidade, o Restaurant Week - cuja edição de verão, aliás, colaborou para a criação desse blog.

A proposta é bem legal. Os restaurantes participantes se prontificam a montar um cardápio fixo, cada um à sua moda, desde que ofereça entrada, prato principal e sobremesa. No almoço, a brincadeira sai por R$27,50. No jantar, o preço pula para R$ 39. O objetivo é estimular as pessoas a conhecer novos e velhos restaurantes. E lá fomos nós.

A primeira dificuldade foi encontrar um restaurante participante que não estivesse lotado. Parece que a cidade inteira entrou na onda. Então, se você se interessar pela proposta, é bom se programar com antecedência e ligar para fazer reserva.

Na quarta-feira fomos ao D'Olivino, um restaurante de culinária contemporânea muito charmoso e bem decorado nos Jardins. A recepção é de primeira. Aguardamos 5 minutinhos do lado de fora, porque havia uma mesa sendo desocupada, e fomos tratados com muita cortesia.

Já lá dentro, a Mari deu uma boa fuçada no cardápio normal da casa, e encontrou uma entrada magnífica: quatro unidades de bruschettas - duas tradicionais e duas de cogumelos. Sensacional.
Por isso, ela ignorou a entrada do menu fixo do Restaurant Week. Eu resolvi pedir uma Salada Boursin: mix de folhas e azeitonas frescas, com queijo Boursin e molho de mostarda Dijon com mel. O queijo é delicioso, o grande segredo da salada. Saca só:

Como prato principal, fui de Risotto Roquefort, que além de combinar queijos roquefort e parmesão, é finalizado com rúcula. Como disse à Mari, de longe o melhor risotto que comi até hoje. Com ingredientes muito bem combinados, o prato é leve e saboroso.

A Maricota foi de Saumon Maltaise, um filé de salmão grelhado ao molho de cítricos e azeite extravirgem, guarnecido por legumes assados à moda provençal. Diz a Mari que o molho era bem leve, tinha um gosto adocicado no começo e puxava para o azedinho no final. Além, é claro, de o salmão desmanchar na boca! Quer mais o quê?

Pra finalizar, eu pedi uma sobremesa de morangos, uma das frutas da estação. A anfitriã preferiu a Bavaroise Yaourt, um mousse BEM leve de iogurte e limão siciliano. Ela amou, mas não fez muito o meu gosto. A apresentação do prato é linda, se liga:

No fim das contas, deixamos R$ 120, porque pedimos uma entrada à parte, quatro refrigerantes - mais os 10% do excelente e prestativo serviço. Não tem como: sou obrigado a dar nota 10 ao D'Olivino! Com certeza voltaremos lá outras vezes, tudo foi muito bom.

E você, foi a algum restaurante participante do Restaurant Week? Deixe a dica porque semana que vem pretendemos visitar outros locais!

*Imagens: Reprodução