domingo, 9 de agosto de 2009

Athaliba

Fãs que somos do VR, fomos conhecer o Athaliba porque o guia do jornal elogiava a comida da casa e porque lá o pagamento pode ser feito com o popular ticket alimentação. O bistrô fica no Jardins, numa casinha de fachada simples e discreta.

Quando chegamos, por volta das 21h, só uma mesa estava ocupada. Também pudera, o Athaliba estava tentando resolver um problema com o sinal do VISA, ou seja, nada de passar cartões naquela noite. Só dinheiro e VR (irru!). Acho que isso espanta um pouco a clientela, já que o cartão de débito está aos poucos tomando o lugar do dinheiro vivo.

Sentamos numa mesa bem pequenina, mas confortável. Olhando em volta, as paredes, a escada de madeira, vasinhos bem caseiros, uma música tocando baixinho, só nós e o outro casal láááá longe... pareceu que estávamos na sala de casa.

O cardápio passeia pelas saladas, quiches, petiscos, risotos, sopas, massas e pratos à base de carne, aves e frutos do mar. Tem pra todo gosto. Eu pedi uma carne ao molho de cogumelos shitake, shimeji e paris com purê de mandioquinha e arroz selvagem, que leva o nome de Escalope Trifollati. Deixei o garçon meio confuso, porque não gosto de cogumelo em molho e pedi pra vir mais sequinho, só o cogumelo grelhado em cima da carne. E quando chegou à mesa, estava tudo uma delícia: carne macia, cogumelos bem temperados, purê no ponto e esse arroz selvagem que, pra mim, é a vedete do prato. Muito gostoso o grão mais duro e escuro. O Gabi foi de Medalhão Eugenio, uma carne ao molho mostarda com arroz e batatas coradas. Vi uma expressão bem satisfeita se abrir no rosto dele a cada garfada.

Um detalhe que me deixou com uma ótima impressão do bistrô foi o fato de o dono ter perguntado o que nós achamos da comida. Eu acho extremamente simpático quando o garçom, o maître ou qualquer outro funcionário faz essa pergunta, que é beeem delicada. Tem que ser feita no momento certo, e só se você percebe que aquela pessoa dá abertura. O mais difícil é questionar sem soar uma cobrança. Não é fácil, e por isso mesmo ganha meu respeito quem consegue combinar essa delicadeza.

Quando estávamos pagando a conta, o lugar começou a receber mais clientes. Um grupinho e outro casal que também não se importaram com o problema do pagamento em dinheiro conversavam animadamente, o que ajudou a levantar um pouco o astral do Athaliba. Deixamos lá R$ 75 em dois refrigerantes, dois pratos e os 10%. E no VR, o que é melhor ainda. A gente gostou muito do sabor, do atendimento, da simplicidade e do preço do Athaliba. Mais uma nota 10.

Um comentário:

  1. EU QUERO O PRATO DA MARI...... SÉRIO, PARECEU MARAVILHOSO!
    BJS,
    BRAGUINHA

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