segunda-feira, 27 de julho de 2009

Levaria ou não levaria?

Comer em São Paulo é bom, mas nem sempre barato. E é por isso que a gente vive dando uma sumida daqui. O casal bem que gostaria de poder experimentar uns três ou quatro restaurantes por semana, seria ótimo pra manter o blog bem atualizado - melhor ainda para o paladar! -, mas terrível para o bolso e para a barriga.

Até hoje, nós escrevíamos sobre lugares que conhecemos juntos, mas este post inaugura uma sessão que pretende dar uma sacolejada por aqui. E "Levaria" é o nome dessa idéia. Quando o Gabi for a um lugar bacana com os amigos, pode escrever sobre ele. E a avaliação final, fora a nota, deve dizer se ele me levaria lá ou não. E vice-versa. E como eu fui a primeira a comer sem ele desde que pensamos nisso, inauguro o "Levaria".

Está cada vez mais difícil comer no restaurante do trabalho. Comida sempre igual, tempero ruim ou inexistente, muito barulho e um cheiro de gordura que fica impregnado na roupa e no cabelo que é de chorar. Assim, impossível dizer "não" quando alguém surge com a brilhante idéia de dar uma fugidinha pra comer no shopping. Quando a Kica começou a falar, eu a Camila já estávamos a postos.

Nos cinco minutos que nos separam do Market Place, elas decidiram nosso destino. Quando chegamos ao Poddium, um restaurante que fica afastado da praça de alimentação, as mesas já estavam quase todas ocupadas por engravatados e 'entailleuradas', a versão feminina dos executivos.

Só no almoço é que o Poddium oferece uma opção interessante e mais em conta. No meio do salão espaçoso há um buffet com diversas opções onde se pode comer à vontade. Uma boa variedade de folhas, verduras e legumes para a salada e também de pratos quentes: carne vermelha, frango, peixe, arroz branco, feijão, risoto de pêra e gorgonzola, tortas, quiches e outras coisinhas como batata frita e bolinho de mandioca.

Achei a proposta interessante. Pra concorrer com os lugares mais baratos que estão à disposição na praça de alimentação, eles não poderiam ter tido uma idéia melhor. A comida do buffet é farta e bem feita, mas sem impressionar. Eu comi o básico arroz, feijão e bife e experimentei um pouquinho do risoto. De entrada, peguei um pouco salada, que estava bem fresca.

Embora o buffet seja em conta, o fato de comermos dentro de um lugar aclimatado, decorado (o espaço faz referência pesada a esportes: no próprio nome do restaurante, no nome dos pratos, nas paredes) e com serviço, encarece um pouquinho a conta. O garçom traz seu refrigerante e troca os pratos quando necessário, e por esse serviço é cobrado 10%.

Buffet (cerca de R$ 24, desculpe a memória) + refrigerante + 10% = R$ 31 por pessoa. Dar uma escapada como essa de vez em quando vale a pena, mas acho que no fim fica salgado almoçar num lugar como o Poddium muitas vezes no mês. A comida é boa, mas só vou pra lá quando o estômago estiver me xingando de tanto ser maltratado. Como a gente almoça com a grana do VR - que equivale a mais ou menos R$ 17 por dia -, não dá pra abusar. Somando os quesitos, o almoço no Poddium vai levar uma nota 7.

Dessa maneira, eu levaria o Gabi uma vez pra conhecer, quando o estômago dele também pedir arrego. Mas, assim, sem pressa e sem grandes expectativas.

Obs.: avaliei o esquema de buffet no almoço. Quando eu tiver oportunidade, volto ao Poddium pra experimentar os pratos à la carte.

2 comentários:

  1. Olá Mariana,

    adorei o blog, parabéns!!! Vou visitá-lo sempre... Já está nos meus favoritos!

    Beijos Astrid

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  2. queria que meu namorado fosse menos pão duro e quisesse fazer experimentos gastronomicos comigo por aí... droga.

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