quarta-feira, 29 de julho de 2009

Babette

A primeira reação das pessoas quando você fala que foi a um restaurante francês é exclamar: "Nossa, que chique!". A pergunta que logo me vem à cabeça é: "por que será?"

Tudo bem... rola uma baita tradição dessa culinária européia, e a lenda ainda diz que os pratos, além de serem servidos em porções super reduzidas, são compostos por ingredientes refinados.
Mas juro: em todos os poucos restaurantes franceses onde fui até hoje, voltei com a impressão de ter sido uma experiência legal, mas não tão fora do comum.

Por que estou falando tudo isso? É que, no sábado, o casal esteve no Restaurante Babette, que foi inaugurado há cerca de três meses nos Jardins. Fomos até lá porque esse que vos fala ganhou um almoço para uma pessoa de cortesia.

Comandado pela chef Eliane Carvalho - formada no Le Cordon Bleu, veja só! -, o restaurante fica em uma casa super charmosa e aconchegante, com um quê de centenária. Ótima pedida para comer a dois!

O diferencial do Babette - ao meu ver - é o menu executivo, cardápio fixo servido a um preço de R$39,90, de terça a sábado, justamente no almoço. Os pratos mudam a cada semana. Quem escolhe essa opção tem direito a uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Achei a idéia atrativa e bem interessante para o bolso.

Eu comi uma salada de folhas verdes de entrada, um ravioli de ricota ao molho branco, com catupiry, e uma taça de sobremesa com creme de chocolate e frutas vermelhas. Tudo muito saboroso, bem apresentado, servido sem demora e na medida certa.

A Mari preferiu pedir à la carte. Foi num prato de camarões grelhados e arroz, temperados com um molho de tomate com leite de côco. Sabor requintado, camarões no ponto certo, molho bem temperadinho. Aprovadíssimo.

Onde seria possível identificar a culinária francesa nisso tudo?

Talvez no atendimento. O maître, os garçons e auxiliares te observam e te atendem discreta e atenciosamente.
Talvez na apresentação dos pratos, que parecem ser decorados de tal forma que dá dó de desmanchar aquela pintura.
Ou talvez no capricho dos temperos, sempre suaves e instigantes, leves e saborosos.

Mas eu insisto em dizer que a culinária francesa muitas vezes se encontra simplesmente no charme do programa.

No fim das contas, pagamos dois sucos de laranja, couvert, o prato da Mari e os 10% de serviço: R$ 94.

Nota 8 para o Babette, porque, pelo preço, poderia ousar mais nos pratos. E porque, novamente, foi uma experiência muito legal, mas não tão fora do comum.

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