domingo, 21 de junho de 2009

Bar do Santa

Quem nunca sonhou em enfrentar um baita frio em cima de uma Harley Davidson ?

... não?

Ah, vai, então alguma vez você já pensou em invadir um bar com a moto, dar uma ou duas aceleradas para o motor roncar e se certificar de que todo mundo está olhando pra você. Ainda não?

Então pera lá. Com certeza já passou pela sua cabeça levar a sua possante para ser lavada DENTRO de um bar, enquanto você toma um goró e se diverte com seus companheiros de estrada.

Pois é, meu amigo, quando você pensa que já viu de tudo nessa vida, está tremendamente enganado. Toda essa ladainha foi presenciada na última quarta-feira no Bar do Santa, na Vila Madalena.

O casal desfrutou da companhia de amigos jornalistas e casperianos para botar o papo em dia, em plena quarta-feira. Como era dia de jogo, decidimos ir a um bar onde havia telão - e, por sugestão do Smurf, onde também tivesse uma sinuquinha pra se divertir.

Por sinal, são as duas mesas de bilhar - e não a decoração motoqueira - que ditam o charme do amplo local.

Cerveja de garrafa não existe no cardápio. Por isso, fomos de chopp Baden Baden - que não é lá dos mais baratos, mas bem gostoso.

O povo pediu uma porção de fritas. Para a surpresa de todos, além das tradicionais batatas palitinho, vieram também as chips - caseiras, bem torradinhas e extremamente saborosas.

O casal preferiu experimentar o caldinho de feijão. Bem servido, com duas fatias de bacon, foi saboreado com tempero no ponto certo. De longe, o melhor caldinho que eu já tomei.

Tudo isso olhando dois funcionários que caprichosamente lavavam uma moto dentro de uma cabine de vidro. Pela curiosidade e beleza da máquina, acabou sendo divertido.

Ao fim de três chopps, uma coca e dois caldinhos, deixamos R$40. Apesar de nos sentirmos peixinhos fora d'água, dou nota 7 para o Bar do Santa, porque poderia ser mais barato, oferecer outros rótulos de cerveja e porque ninguém merece respirar fumaça de moto dentro do bar.

* Imagem: Reprodução

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Nagayama

Sexta-feira, dia dos namorados, e o casal não havia combinado nada pra comemorar. Só decidiu sair de casa pra comer quando já eram quase 22h30. Nós tentamos uma mesa em dois restaurantes na região da Consolação, mas ambos tinham uma hora de espera. E nem no melhor dos restaurantes nós ficaríamos esperando por uma hora (pra mais) um lugarzinho pra comer. Rapidamente, o anfitrião se lembrou do Nagayama, um lugar especializado em comida japonesa que ficava ali perto.

Eu esperava um desses rodízios completos em ambiente descolado, e me surpreendi. O Nagayama fica numa casa discreta, não serve rodízio, só pratos à la carte, e tem um público super tradicional. Na mesa ao lado da nossa, por exemplo, dois casais conversavam animadamente em... japonês! Quando abro o cardápio, uma surpresa desagradável: preços salgadíssimos. Questionei como é que, em tempos de rodízio, um restaurante japonês continua servindo pratos à la carte por preços tão altos. Achei que não compensaria. E confesso que, bem dentro de mim, fiquei "pê" da vida por o Gabriel ter levado a gente lá.

Mas aí, dei a primeira mordida num temaki de salmão skin. E qualquer sentimento ruim que eu pudesse alimentar não teria vez diante daquela saborosa entrada. Para uma pessoa como eu, que sempre larga a pontinha porque o cone é grande demais e vem com recheio de menos, o tamanho do temaki do Nagayama é na medida. Nem muito grande que me faça deixar a pontinha do cone e reclamar da falta de recheio, nem muito pequeno que não me satisfaça.

Dalí em diante foi só alegria. Mandamos ver numa porção de shimeji que chegou à mesa pelando e super sequinha. Depois, dividimos um Teppan Yaki misto. Pudemos escolher três ingredientes, e fomos de salmão, camarão e lula. As carnes, mais um bocado de legumes (cenoura, brocólis, beringela, broto de feijão e vagem) chegaram numa chapa de ferro super quente sobre um apoio de madeira - como manda a tradição.

Acompanhava o Teppan uma cumbuquinha de arroz e outra de missoshiru, uma sopa japonesa. Só de lembrar dá água na boca. Eu que não sou muito fã de lula (mas fã em excesso dos outros dois componentes do prato) adorei a que comi. Ela veio muito bem grelhada e temperada, senti um toque de limão. Só lamentamos o fato de ter vindo apenas dois camarões, dos grandões. Aceitável só porque o prato é individual, embora dê muito bem pra duas pessoas que já se serviram de alguma entrada.

Nem sobrou espaço pra sobremesa. Pedimos logo a conta, já sabendo o que nos esperava. Três refrigerantes + dois temakis + uma porção de shimeji + um teppan yaki = R$ 155. Acho caro, mas não sejamos injustos: a comida é deliciosa, o atendimento impecável e o lugar é muito agradável. Pra quem pode bancar, vale a pena. Nota 10.

domingo, 14 de junho de 2009

Casa do Espeto

No último domingo fomos comemorar o aniversário de Gustavo Simon, mais conhecido como Godoy. Daríamos a famosa "passadinha" na Casa do Espeto de Pinheiros, só pra dar um abraço no meninão. Mas a fome bateu, a cerveja chegou à mesa... aí já sabe, né?

O local é amplo e bonito. E eu não imaginava que o Godoy era conhecido por metade da cidade. A mesa do cara era looonga, tinha umas 50 pessoas sentadas - pra mais.

Tão grande quanto a mesa foi a dor de cabeça dos garçons. Acho que eles também não esperavam tantas pessoas, e havia poucos funcionários para atender todos os convidados. Resultado: a gente tinha que fazer cada pedido umas 3 vezes e esperar uns 15 minutos para conseguir pegar uns restos de espetos.

A qualidade das carnes não é espetacular, muito menos boa. É regular. Pode ser confundida com um churrasquinho de gato facilmente.

Os pães de alho chegaram frios à mesa. A receita indica que eles cheguem torradinhos, PELANDO, né?

O que poderia ser o diferencial são os espetos exóticos: palmito, mussarela de búfala, tomate seco... mas, na boa, churrasco não combina com esses requintes.

Como bem disse o poeta Portiolli: churrasco é um hábito popular, não receita de luxo.

O que poderia salvar eram os espetos doces - esses sim muito gostosos. A questão é que justamente os espetos de morango, os mais desejados, estavam em falta.

Resultado da brincadeira: R$ 86 e fila para pagar. É pegadinha? Bilu-tetéia? Não, não. Isso é golpe, mesmo.

Nota ZERO pra Casa do Espeto. Só não dou -1 em respeito aos 20 e poucos anos do Godoy!

* Imagem: Reprodução

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Maneken Pis

Do agito do Itaim o casal costuma passar longe. É um lugar meio fora de mão e muito muvucado. Mas pra encontrar um outro casal super querido, fizemos um esforço. Encontramos a Magê e o Du numa ruazinha do bairro e de lá partimos a pé até o nosso destino.

Tentamos uma mesa no Vaca Véia, que estava bastante cheio. Sem sucesso e sem paciência para esperar, andamos mais uns dois ou três quarteirões até avistar o charmoso terraço do Maneken Pis, na rua Pedroso Alvarenga. O nome do lugar, que deixou todo mundo intrigado, faz referência a uma fonte que fica em Bruxelas, na Bélgica, e que mostra um garotinho fazendo xixi. E ao contrário do que você deve estar pensando, a casa não é especializada em culinária belga.

Pleno sábado e o salão, no andar térreo, estava completamente vazio. No terraço, só duas mesas estavam ocupadas. Não se parecia em nada com os badalados barzinhos da região. Ficamos achando que o Maneken deve atrair um público mais velho. De qualquer maneira, a noite estava convidativa e nem o friozinho tirou nosso ânimo.

Fomos de cerveja de garrafa, servida bem gelada em copo tulipa. Para comer, pedimos batatas fritas e pastéis. Nada do outro mundo, mas matou a fome. Pra quem não quer fazer um happy hour tardio, como nós, tem pratos e sanduíches.

Papo vai, papo vem, pedimos a conta. Seis garrafas de cerveja + duas porções = R$ 70. Não assustou. O bom mesmo do Maneken foi a companhia, mas isso não entra na lista de itens que compõem a nota do restaurante. Como o lugar não deixou saudade, vou dar nota 4.

* Imagem: reprodução

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Outback

Diga lá: você já foi alguma vez ao Outback e não enfrentou fila?

Pois é, missão impossível. A rede australiana acertou em cheio quando veio ao Brasil, e hoje é um dos restaurantes mais disputados nos shoppings de São Paulo.

Nem em plena segunda-feira se escapa do drama. Há duas semanas, eu e Maricota fomos à unidade do Eldorado e, se quiséssemos sentar à mesa, teríamos que aguardar belos 30 minutos.

Mas resolvemos ficar no bar, mesmo, e ir adiantando os pedidos. Tomamos uns goles de chopp, nos empanturramos de Bloomin' Onion - imbatíveis, como sempre - e mandamos ver numa sobremesa chamada "Chocolate Thunder from Down Under", mais conhecida como brownie com sorvete de creme, coberta com calda de chocolate, chantilly e raspas de chocolate.

Fala sério, esse lugar é bom demais. O chopp chega tremendamente gelado, e uma característica me chama a atenção: um cubo de gelo fica grudado no fundo do copo. Talvez isso faça a diferença.

A cebola, para mim e para a Mari, é uma grande incógnita. Como pode ser tão gigante, tão saborosa e tão viciante? Dei uma pesquisada e acabei de descobrir que ela é uma cebola diferente, chamada Vidalia. Tem um gostinho adocicado e, diz a lenda, receita exclusiva do Outback.



Essa brincadeira de início de semana saiu por R$ 70. Pelo belo atendimento e por ter cumprido o papel de junkie food, nota 9. Não fosse a chateação da espera, conquistaria o topo do pódio.

* Imagem: reprodução

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Todai Garden II

Por um acaso vocês se lembram do Todai Garden, aquele japa bom pacas de Perdizes que comentamos há algumas semanas?

Pois bem, eu e Maricota voltamos lá numa noite de domingo, depois de assistir a "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei".

O local estava lotado. Os garçons corriam esbaforidos de um canto a outro do restaurante. Depois de sentarmos à mesa, demoramos cerca de 10 minutos para receber os cardápios. E se não fosse o atencioso SEGURANÇA da entrada, ninguém viria nos atender. Os pratos, por sua vez, também demoraram, e tivemos que refazer alguns pedidos umas 4 ou 5 vezes.

Legal, né?

Como eu prezo o bom atendimento - e muito -, infelizmente tenho que dar a primeira NOTA ZERO deste blog.

Atenção, minha gente... isso não se faz! Pedir "pelo amor de deus" para gastar dinheiro onde não te querem bem está fora do vocabulário das pessoas sãs.

Ah, por sinal: "Simonal" é um documentário bem leve. Vale a pena assistir, conhecendo ou não a obra do cara. Pra se informar. As palavras sábias são dele: "pra ter fom-fom, trabalhei, trabalhei". Fui claro?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gardênia

Às vezes, surpresas ruins nos colocam no caminho de alguma experiência deliciosa. Numa sexta-feira, o casal estava pronto pra curtir uma noite cultural. Tudo programado pra irmos ao teatro, e chegando lá, nada de ter ingresso. Correr pra onde? Pra algum lugar comer, é claro! Fomos até a alameda Gabriel Monteiro da Silva, nos Jardins, ocupar uma mesa no aconchegante Gardênia.

Eu já havia almoçado lá uma vez com os meus pais, e queria que o Gabi conhecesse. De entrada, sugeri a Salada Brie, um mix de folhas verdes com molho de mel e mostarda e queijo brie empanado. Uma mistura leve e muitíssimo saborosa. O queijo brie é a vedete dessa entrada, que pode servir uma ou duas pessoas. Ao cortar a casquinha, o queijo escorre sem exageros, porque o brie é consistente.

A casa é especializada em receitas à base de carne de cordeiro. Tem outras opções, entre massas, risotos e peixe, mas nós experimentamos o que eles dizem saber fazer melhor. O Gabi foi de Stinco de cordeiro com polenta de curry e canela. O stinco é a canela, e veio cercado pela polenta, que tinha um aroma maravilhoso. Todos os gostos combinavam demais. Ele só achou que a carne tinha muito gordura. Eu fui de escondidinho de cordeiro. É uma carne suave, então casou perfeitamente com o gosto da mandioquinha.

Fora a comida, que já deixa o Gardênia entre os merecedores de uma boa nota, não dá pra deixar de comentar sobre o serviço e o ambiente. Você come à meia luz, ouvindo um som bem baixinho, e as paredes escuras deixam o espaço quente. Os garçons são atenciosos e muito educados, e embora estejam sempre por perto, não causam aquela sensação chata de ter alguém de olho na mesa e no ritmo que você bebe e come.

O Gardênia não é um restaurante muito barato. Os pratos de cordeiro tem os preços mais salgados, de R$ 40 para cima. Duas bebidas (o Gabi tomou cerveja, Baden Baden Cristal) + entrada + pratos principais = R$ 118, pagos pelo anfitrião deste blog. Nota 10, porque não posso dar onze. E pra compensar a injustiça, vou dar ao Gardênia o passe para estar entre meus restaurantes preferidos.

Obs: também tem Gardênia em Pinheiros. Não estranhe o endereço que está no site oficial.