sábado, 30 de maio de 2009

Padaria Villa Grano

Para quem curte um friozinho, aí vai a dica: as grandes padarias da cidade são ótimas opções para curtir um rango de primeira. Os preços são justíssimos, diga-se de passagem.

Há duas semanas, bateu uma vontade de tomar sopa como raramente bate. Não pudemos tomar outra decisão, senão buscar um lugar que saciasse a fome. Fomos à Villa Grano, uma enorme e charmosa padaria 24h, que fica bem em frente ao famoso bar Empanadas, na Vila Madalena.

Lá nos deparamos com um buffet de sopas e salgados. Um verdadeiro banquete, que servia diversos tipos de pães, frios, pães recheados, tortas, folhados e, claro, sopas. Os sabores: caldo verde, ervilha e creme de cebola.

Não preciso nem falar que comemos de tudo um pouco... saímos de lá praticamente rolando. Mas também não posso dizer que foram as melhores sopas que tomei na vida. Elas estavam, sim, bem preparadas.

Incrível mesmo é a variedade de quitutes que você pode combinar com os caldos quentes. Um mais gostoso que o outro. Aí reside o segredo: manere, porque são justamente esses petiscos que enchem o bucho.

O local onde ficam as mesas é extremamente agradável e convidativo, já que o buffet fica num espaço à parte da padaria. Ou seja, nem se percebe o movimento e o fluxo de pessoas comprando pão, energético ou o goró da noite.

A conta de nós dois saiu R$ 38, uma bela barganha - ainda mais porque paguei com VR. Eu poderia ser cri-cri, mas darei mais uma nota 10, porque a Villa Grano cumpre com louvores o propósito a que se presta.

Aliás, esse conceito de padaria pegou mesmo, né? Nos últimos 5 ou 10 anos, tornou-se lei. Se você quiser se manter competitivo, então trate de deixar sua padoca com aspecto clean e de oferecer ao seu cliente a experiência de estar num restaurante informal.

Hoje você pode tomar um café da manhã de rei, um almoço privilegiado, um lanche da tarde reforçado e um jantarzinho que todo bom samaritano merece sentado em cadeirinhas de madeira, em mesinhas apertadas - porém confortáveis - e ouvindo o tilintar das chícaras de café sendo lavadas.

Como diria o cumpadi Washington, "eu gostchu muuuuchu"!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Feira Moderna

Quem vai a um bar ou a uma balada da Vila Madalena espera encontrar uma casa chamativa, no mínimo com uma pequena fila na porta. Ninguém pode imaginar que uma lojinha descolada de dia pode se transformar numa farrinha de leve à noite.

Mas essa é justamente a proposta do Feira Moderna, que abre o espaço do fundo da loja para o povo mexer o esqueleto.

Foi lá onde a lenda Tetê - mais conhecida como Maria Teresa Cruz pelos ouvintes da Rádio Trânsito - comemorou o aniversário no último dia 15. Mesmo sendo a última criatura a chegar na própria festa, Tetê presenciou todos os convidados se embriagarem ao som de uma bela e variada música ao vivo.

As rodinhas se dividiam entre jornalistas, jornalistas e acompanhantes de jornalistas. Veja, Vejinha, Saúde, ex-Curso Abrilianos, Globais, Casperianos... só faltava um monte de carniça para aquele bando de urubu. Mas preferimos nos deliciar com muita cerveja e algumas porções pra forrar a pança.

A Mari, na fúria da fome, pediu uma porção de bolinhas de carne e de pasteizinhos mistos. Ambas foram sugestão do cozinheiro, que abre as portas para quem quiser curtir um pouco da balada ao aroma do fogão. As sugestões cairam como uma luva: estavam bem apetitosas e foram rapidamente devoradas!

Apesar de o local estar cheio - e de ficarmos em pé a maior parte do tempo -, fomos bem atendidos. Os garçons estavam atentos e de olho na demanda.

Fomos embora por volta das 3h30, quando a bagunça estava no fim. Pegamos uma fila de uns 15 minutos para pagar a conta - só para eu aprender a não falar nada sobre filas até o fim da festa.
Pagamos R$ 60 pelas cervejas (de garrafa) e pelas porções.

Reza a lenda que o melhor dia do Feira é quinta, quando rola uma roda de samba e choro de primeira. Mesmo assim, nota 10 para o local e pela animação dos jornalistas canalhas naquela sexta. No fundo dos fundos, a gente se diverte.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Badaró

Era um sábado e o casal estava prestes a enfrentar uma maratona no shopping pra comprar o presente do dia da mães. Mas antes dos trabalhos, uma pausa para forrar o estômago. Me lembrei que tinha almoçado com a querida Magê num restaurante gostoso e sugeri para o Gabi. Fomos direto para o Badaró, uma casa especializada em cozinha paulista que fica no piso de alimentação do Shopping Morumbi.

Já eram quase 16h, e embora o shopping estivesse lotado, o Badaró não tinha espera. No caminho até nossa mesa, fomos distraídos por um buffet de feijoada cheiroso e completo. Mas resistimos a tentação. As opções do cardápio nos deixaram bem na dúvida, e devoramos o couvert - simples, uma cestinha com pães e manteiga - enquanto nos decidiamos entre um prato e outro.

O Gabi foi de Quibebe, um prato de carne seca desfiada, arroz, feijão preto e purê de abóbora. Eu não me lembro o nome do meu, mas era um frango desossado ao molho de mostarda, com purê de batata e palmito empanado. Uma delícia! Frango não é a minha praia, mas a combinação me pareceu bem suculenta. E de fato era. A comida é leve, com um temperinho marcante sem ser forte, e o palmito empanado deu um toque refinado ä combinação.

É claro que eu tomei emprestada algumas garfadas do prato do Gabi. E arrisco dizer que o Badaró serve o melhor purê de abóbora que já comi. A gente ficou tentando adivinhar qual era o tempero que deixou um ardidinho bem leve em nossas bocas e amezinou um pouco do sabor mais adocicado da abóbora. A carne veio seca na medida, e bem temperada com cebola.

Foi um almoço leve e farto. Fora a boa comida, o Badaró tem um ambiente muito agradável e atendimento impecável. As mesas não ficam coladas umas nas outras e o salão é amplo, embora fique numa área do shopping. O lugar ganha um ar mais descontraído porque a cor dos detalhes contrasta com a sobriedade das paredes, decoradas com painéis com fotos de São Paulo em branco e preto. Muito bacana.

Os pratos custavam em média R$ 25, e o valor total da conta (que incluiu o couvert e as bebidas) esbarrou nos R$ 70, pagos com VR. O casal pede desculpas pela falha, mas é que já faz um tempinho que visitou o restaurante e acabou esquecendo a quantia exata que deixou por lá. A gente só não esqueceu do sabor da comida, por isso, nota 10 para o Badaró.

* Imagem: Reprodução

domingo, 17 de maio de 2009

Pé de Manga

Em alguns países hispano-americanos, a Festa do Bode é tradição secular. Em determinada época do ano matam-se bodes, que gentilmente servem suas saborosas carnes para a formação de inúmeros pratos típicos. A festa só fica completa com muita música, dança e principalmente com a alegria que corre no sangue latino.

Esse também é o nome de um clássico de Mario Vargas Llosa que dá gosto de ler. E parece que os bons ares da Festa do Bode resolveram dar uma passadinha na Festa do Cão - quem mandou ser amante da boa literatura?

No último dia 8 o casal teve o prazer de comemorar o aniversário do impagável Portiolli no Pé de Manga. O charmoso bar e restaurante fica num cantinho escondido da Vila Madalena. Quem vê de fora não consegue imaginar como o lugar é grande e charmoso por dentro.

Nós já haviamos ido lá em outras oportunidades, mas eu não me lembrava que o clima lá de dentro era tão aconchegante quanto o de fora, onde se respira o mesmo ar de um enorme pé de manga que dá nome ao local.

Entre um chopp e outro, ouvimos e vimos alguns amigos arranhar o gogó com canções e até remexer o esqueleto com uns passos de dança. Mas, pra variar, o osso que mais trabalhou naquela noite foi o maxilar, que riu demais, bebeu e, claro, comeu.

Os chopps estavam bons, sem reclamação. Só não foi legal a confusão do garçom. Ele nos trouxe carne seca com cebola e mandioca assada no lugar de bolinhos de mandioca recheados com carne seca. Na avaliação do casal, se enganar de prato é ERRO GRAVE!!!

Outro ponto que não agradou a todos foi a disposição das mesas. Os garçons não souberam organizar os convidados de uma maneira bacana. Por bons minutos, ainda, fiquei sentado num lugarzinho bem apertado - canto de onde não dava para entrar ou sair.

Mas nada que a animação e o motivo nobre das comemorações para tornar o incômodo motivo de risada!

No fim das contas, deixamos R$ 50 pelos 4 chopps, uma coca e os bolinhos.

Nota 6 para o Pé de Manga, porque não é sempre que se pode contar com os bons ares da Festa do Cão.

* Imagem: Reprodução

terça-feira, 12 de maio de 2009

Kiouku

Há duas semanas, o casal ganhou a companhia de amigos queridos na aula de dança de salão que frequenta às terças-feiras. O Rafa e a Beca apareceram por lá pra tornar tudo ainda mais divertido. Melhor do que dançar com amigos, só sair pra comer com eles. E lá fomos nós, depois de uma canseira que o merengue dá, se empanturrar de peixe cru.

Escolhemos um restaurante de comida japonesa em Pinheiros, o Kioku, por indicação do Rafa. Às 23h de uma terça, é claro, o lugar não estava cheio. Tinha a nossa e mais três mesas ocupadas. Ainda que os clientes fossem poucos, o restaurante teve trabalho. Qual não foi nossa surpresa quando a Beca começou a pedir comida japonesa.... sem arroz e sem molho tarê! Hot roll sem arroz, já viu essa? A descoberta só tornou a noite mais divertida, porque não paramos de brincar com ela a respeito.

Fomos todos de rodízio. Peixes frescos, bom temaki de salmão skin, sushis bem montados. Foi um jantar bem gostoso, mas o restaurante não sai do feijão com arroz. É muito bom ser surpreendido com sushis diferentes, invenções que acabam dando certo. Faltou esse temperinho.

Os garçons não decepcionaram. Atenderam nossa mesa com atenção e simpatia e não se recusaram a atender os pedidos esquisitos da Beca. A gente sabe que a maioria faz aquela cara feia quando você pede alguma coisa que sai do script.

Quatro rodízios + quatro bebidas + 10% = R$ 152. Feita a divisão, cada um pagou R$ 38. Menos eu (!!!), que fui acarinhada com uma gentileza do Gabi. Foi tudo muito bom, ninguém reclamou do preço, mas não deixou aquele gosto de quero mais. Só o que o casal quer mais é experimentar outros restaurantes na companhia do Rafa e da Beca, claro. Nota 8 para o Kioku.

sábado, 2 de maio de 2009

Applebee's

Nada como dar uma pausa na rotina pesada de trabalho para tomar um chopp e petiscar guloseimas. Foi justamente por isso que o casal jantou no Applebee's do Shopping Morumbi, na última quarta-feira. Ainda contamos com a divertida companhia de Eduardo Gregório, o produtor mais marajá da TV brasileira.

O local é bem aconchegante: são diversas mesas com assentos (e sofás) à meia-luz. Os garçons logo se apresentam e nos atendem agachados - tudo lembra muito a proposta do Outback... só não sei qual deles surgiu primeiro.

O fato é que, entre um chopp e outro (Mari tomou Pepsi com refil), mandamos ver em duas porções de Appetizers.

Uma foi de Crunchy Onion - enormes anéis de cebola empanados, com pitadas de queijo ralado e molho barbecue à parte. O prato é gostoso, mas não fica aquele gostinho de quero mais. Nem se compara às cebolas picantes da concorrente.

A outra porção foi de Boneless Buffalo Wings, cubos de peito de frango empanados, banhados num molho picante (e gorduroso), acompanhados de um molho bleu cheese. Razoavelmente picante, sem brilho. Na próxima vez, certamente arriscaremos outras opções.

Em seguida, ficamos na dúvida se pedíamos prato principal ou não. Gregório, frequentador assíduo do restaurante, logo nos sugeriu a Quesadilla, um sanduíche com queijo cheddar, bacon, tomate, cebola roxa e alface - tudo isso servido entre duas tortillas de trigo bem leve. O prato ainda acompanhava batatas fritas.

Aceitamos sem hesitar muito, desde que o casal compatilhasse o rango. Já o Gregório preferiu mandar bala num prato sozinho.


A substituição do pão tradicional por essa espécie de pão sírio crocante caiu super bem. O sanduba ficou leve, realçou o tempero da carne e fez com que os ingredientes combinassem na medida. Mas tempero bom, mesmo, é o das batatas. Algo que lembra orégano, um pouquinho picante e ligeiramente viciante.

No fim das contas, quase explodimos de tanto beber e comer. 2 Appetizers + 7 chopps e 1 refri + 2 Quesadillas + 10% = R$ 163.

Poderia ser bem melhor, mesmo assim vou dar nota 8.

Por que poderia ser melhor: pratos poderiam ser mais suculentos e menos caros, o chopp não é dos mais-mais e os nomes americanizados do cardápio já não enganam mais ninguém. Aliás, alguém arrisca o por quê do nome Applebee's? "Maçã-abelha", "Abelha-maçã", "Maçã da abelha"...?

Motivos para a nota alta: o atendimento é de primeira, há televisores sintonizados em jogos diferentes (era quarta-feira decisiva!), o banheiro é um dos mais limpos em que estive na vida e há espaço para as crianças assistirem a desenhos e jogar videogame. Justo, vai?!

Mas na próxima, Gregório, vamos ao Outback!

* Imagens: Reprodução