quinta-feira, 2 de abril de 2009

Café do Pateo

O rango de domingo não foi na casa da nonna, não reuniu todo mundo pro churrasco nem foi aquele lanchinho de ressaca pós-balada-de-sábado. Como raras vezes acontece, habitou a parte histórica da capital. O almoço foi mais exatamente no Café do Pateo, nos fundos do Pateo do Collegio.

A sugestão, desta vez, partiu da Marcia, mãe da Mari. E foi super acertada. Lá fomos nós - todos os 5 Romão, mais o peso nipônico que vos fala.

O dia estava uma delícia: céu limpo e sol, sem aquela temperatura de frigideira. Depois de uma visitinha à capela do Pateo, nos acomodamos debaixo do frescor daquelas árvores gigantescas do jardim onde fica o restaurante.

O local é agradabilíssimo. Frequentado por gringos, curiosos e habitués, leva o charme do antigo-moderno que poucos locais conseguem imprimir com bom gosto.

Para atender a turistas e tupiniquins, o cardápio é escrito em português e inglês. E tenta dar toques de requinte a pratos típicos paulistanos, como o arroz e feijão, carne seca e picadinho. Algumas massas, para a geração dos congelados. E, para os lights, há opções de lanches leves, fresquinhos e saborosos. Pratos todos entre R$20 e R$30, super acessível.

Para beber, existem vários tipos de sucos naturais, que inclusive podem ser de frutas misturadas e batidas com leite.

E para finalizar o rango, um sem-número de sobremesas de encher os olhos - e a pança.

O mais legal é que, entre uma mordiscada e outra, você pode dar uma voltinha na história. É possível contemplar um dos últimos resquícios da colonização paulista, ao se deparar com a enorme parede feita de terra umidecida, areia, fibras vegetais e - pasmen - sangue de boi e estrume; cruzes que demarcam onde o Papa João Paulo II rezou missas quando esteve em São Paulo - amém!; além da não tão bela vista do centro baixo da cinzenta São Paulo.

O serviço dos garçons não é lá aquelas coisas, mas nada que um pouco de simpatia não consiga driblar.

Fala sério: almoçar uma comidinha de boa, respirando ares jesuítas, pensando que em algum lugar do passado aquele ambiente era o começo de tudo... ah, e de graça (valeu, Waldyr)!!! Impagável, né?

Nota 10 pelo local, pela companhia e pelas good vibrations.

* Imagem: Reprodução

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