quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ícone Temakeria

O domingo sempre acorda carregado de nostalgia. Se tá aquele solzinho, você fica pensando que o sábado podia ter durado bem mais. Se o tempo está nublado, bate aquela angústia dominical que só o dia anterior ao recomeço de tudo (que deveria ser uma dia feliz, não?) tem. Nesse último domingo, pra ajudar, o sol estava envolvido por uma brisa geladinha, e embora isso me lembre drama, eu estava muito empolgada pra uma surpresa que me esperava!

Como sempre acontece quando se fica ansioso, o dia demorou pra passar. E o Gabi foi me levando na conversa. Dessa vez, minha insistência não foi capaz de convencê-lo a adiantar algumas dicas. Tomei um café da manhã bem delicioso, em casa mesmo, e fiquei com isso no estômago até a hora em que saímos do show-surpresa (é muito bom quando a surpresa supera as expectativas! Thanks, Gabi!).

Depois de muita música na cabeça e nada no estômago, decidimos comer numa temakeria no Itaim Bibi. Eram 22h30, e a Ícone estava bem cheia. Sentamos no balcão, nos únicos dois bancos disponíveis, e rapidamente uma simpática atendente nos trouxe o cardápio.

Eram muuuuitas as opções interessantes, mas eu não costumo fugir do tradicional. O Gabi também não. Na primeira rodada, ele foi de Do Chefe (salmão, cream cheese e shimeji) e eu de Salmão Skin (pele de salmão grelhada, cream cheese e fatias de limão). O melhor Skin que eu já comi, porque a pele não era muito gordurosa e o recheio era bem generoso.

Na segunda rodada, já devidamente estabelecidos numa mesinha, pedimos o Hot, um empanado de salmão, gergelim e molho tarê. E qual não foi nossa surpresa quando chegaram à mesa dois temakis empanados. Isso mesmo, não são as fatias de salmão que chegam empanadas, mas o temaki inteiro. Super diferente, e gostoso também! Como ele é todo envolto em farinha, é mais pesado do que os normais, então não recomendo deixar pra comê-lo depois de outros temakis, porque é capaz que a barriga já esteja cheia e ele não seja saboreado como merece.

Barrigas cheias, conta na mesa. Quatro temakis + duas cocas + 10% = R$ 48. Todos os itens da conta foram pagos com gosto: comida boa, refrigerante gelado e atendimento impecável. Sendo assim, o Restaurant Couple manda ver em mais uma nota 10.

* Imagem: Reprodução

terça-feira, 28 de abril de 2009

Margarida Café - Paraty

A última parada gastronômica de Paraty foi no Margarida Café, local muito bem indicado pela querida Kica, colega de trabalho da Mari.

O clima é dos mais gostosos para curtir em casal: mesinhas rústicas, lampeões iluminando o ambiente e um jantar ao som de uma boa e tranquila música ao vivo, num volume que permite conversar sem ao menos elevar o tom de voz.

Os garçons se destacam pela educação e descrição com que nos atendem. O cardápio é repleto de opções exóticas, que variam de carnes a massas, de peixes a pizzas - pratos brasileiros com pitadas da cozinha internacional. Detalhe: os menus têm indicações em inglês. Ponto positivo para o Margarida: preparado para o turismo.

De entrada, pedimos uma fina massa de pizza crocante enrolada no formato de dois wraps, recheados respectivamente com calabreza e mussarela. Muito gostoso! Mas... ponto negativo: a guloseima demorou uns bons 20 ou 30 minutos para chegar.

Em seguida veio o rango, de fato. Para mim, o prato especial de peixe do dia, que era um filé de peixe grelhado com molho de ervas, acompanhado de risoto de lula. Saca só:


O risoto estava bem levinho e saboroso. O destaque mesmo ficou para o tempero e o ponto do peixe. Dá água na boca só de pensar. Com certeza o melhor prato que ranguei em terras fluminenses.

Já a Mari resolveu apostar no tentador "Fettuccine Margarida", massa com molho de camarão com tomate, servido dentro do pão italiano com requeijão. O garçom havia avisado que o prato era grande, mas a Mari pediu truco.

Na hora que o prato chegou à mesa...

Se liga no tamanho da criança! "Eu peço seis", retrucou o garçom em seus pensamentos...

Cá entre nós, muito, muito bom. Pena que metade do prato ficou para os cachorros devorarem depois do expediente.

A continha veio salgada, como esperávamos: R$ 135, pois incluiu o couvert artístico, a entrada, os refris, os pratos principais e os 10% do atendimento. Pelo preço, sinceramente o garçom foi muito atrapalhado do começo ao fim.

Mas não vou ser tão rígido: nota 9 porque encerrou uma viagem muito gostosa com chave de ouro.

Até breve, Paraty!


* Imagens: M.R. e G.M.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tempero de Maria - Paraty

O domingo do feriado foi simplesmente delicioso. Aproveitamos um dia ensolarado, sem uma nuvem sequer no céu passeando de escuna por praias e ilhas da costa de Paraty. Durante o passeio, forramos o estômago com lanches de bisnaguinha recheada com fatias de salame e queijo brie. Requentadas pelo sol, os quitutes ficaram melhores que qualquer prato servido no barco. Nada como um toque da cozinha nipo-italiana.

À noite fizemos um pequeno passeio pelo centrinho de Paraty - que, claro, estava charmoso como sempre. Uns passinhos pra lá, outros para cá, e acabamos caindo no Restaurante Tempero de Maria.

Nos sentamos e logo fomos atendidos por uma garçonete super atenciosa. Pedimos as bebidas e um prato de postas de badejo no molho, com Banana da Terra. Ele servia duas pessoas e vinha acompanhado por uma porção de arroz e uma cumbuca de farofa com camarão.

Depois de cerca de 15 minutos de fazermos o pedido, a Mari - uma excelente observadora - se tocou que o suco de laranja dela e a minha Coca ainda não estavam na mesa. Eu nem tinha me ligado. O lapso seria tomado como ponto negativo pelo Restaurant Couple se não fosse a simpatia da garçonete, acompanhada de devidas e sinceras desculpas, que foram aceitas prontamente.

Tão logo o prato chegou, foi devorado sem pudores. As postas de peixe estavam temperadas com um molho suave, e desmanchavam facilmente no garfo e na boca. A Banana da Terra, bem saborosa, fazia um constraste interessante. A farofinha com camarão, então, deu um complemento na medida ao conjunto, que misturou sabores salgados, doces e levemente picantes com maestria.

Um suco de laranja + uma coca + prato principal + 10% = R$ 74. Justíssimo.

Pelo conjunto da obra, lá vai mais uma nota 10.

* Imagem: M.R.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Arte e Sabor - Paraty

Depois de um almoço farto, de uma boa caminhada pelo centro de Paraty e de um descanso gostoso no hotel, fomos conhecer a cidade sob céu escuro. A noite, Paraty é tão aconchegante quanto de dia. As ruazinhas de pedra ficam cheias de turistas, as vozes dos cantores ecoam de dentro dos bares e há muitos artistas de rua.

Apesar de todo esse clima, eu não estava pronta para comer. A sensação era de que não fazia nem três horas eu tinha acabado de mandar ver naquela moqueca do Caravelas. Mas o Gabi estava animado a procura de um restaurante, e eu não queria ser a chata pra dizer que ainda não era a hora de comer novamente. Enrolamos um pouco pra escolher, e quando finalmente decidimos entrar no Arte e Sabor, uma fominha já apitava bem aqui dentro.

Foi o restaurante mais simples em que comemos. Não me lembro do cardápio oferecer muitas opções, mas o forte ali era pizza. A gente fugiu do óbvio pra cair no mais óbvio. Nossa escolha foi um prato de filet mignon com arroz e batatas fritas.

O filet não era mingnon, mas ainda assim estava macio. Veio grelhado, numa cama de alface, e com gosto de... carne! Faltou um temperinho pra agradar ao paladar. As batatas estavam gostosas, crocantes, e o arroz soltinho, com grãos grandes. Comemos bem, sem exageros.

A comida não era excepcional. Como eu disse, é um prato óbvio, que não exige muita habilidade. Mas a missão foi cumprida: carne com batata é sempre uma boa pedida e o prato serviu bem duas pessoas.

Prato para dois + duas cocas + 10% (merecido, garçom atencioso e eficiente) = R$ 48. Nota 7 para o Arte e Sabor, que não cria na arte e nem no sabor, mas que ainda assim mata a fome.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Caravelas - Paraty

Sábado, 18 de abril. Depois de uma rápida caminhada pelo charmoso centro de Paraty, o casal saiu em busca de seu primeiro rango em terras fluminenses. Para tamanha honra, elegemos o Restaurante Caravelas, bem em frente à Igreja de Santa Rita, próximo ao Cais.

Entramos lá porque, do lado de fora, a lousinha com o cardápio indicava "casadinho de camarão", prato que tinha dado água na boca na Mari desde a primeira indicação dos guias de Paraty.

E lá fomos nós. O local é aconchegante e bem típico de restaurantes praianos. Todo decorado com santos, velas e imagens que remetem à religiosidade caiçara, o restaurante oferece um vasto cardápio de frutos do mar.


Para nossa surpresa, porém, quando pedimos o "casadinho" recebemos a resposta negativa do garçom. Então a Mari se lembrou que de fevereiro a maio é época de pesca proibida de camarão, o que acaba impedindo os restaurantes de oferecerem o prato. Ponto negativo para o Caravelas, que insistiu em deixar a atração indicada na lousinha do lado de fora - e que nos convenceu a entrar lá para comer.

Sendo assim, tivemos que nos render à "Moqueca Caravelas", que combinava camarão, carne de siri e lulas e servia duas pessoas.

Como se pode ver, ela veio fresquinha e borbulhante, cheirosa e suculenta. Acompanhava uma porção de arroz e uma cumbuca de pirão.

Cá entre nós, para uma primeira vez o prato não passou do okey. O pirão, que até então eu não conhecia, tem um gosto adocicado que não combina com nenhum outro sabor específico da moqueca. A moqueca, por sua vez, estava gostosa, mas misturava tantos sabores que acabou deixando de ter uma identidade e um tempero que marcassem o paladar.

Com dois refrigerantes e os 10% do serviço, a conta deu R$ 60. Preço justo para duas pessoas - e até barato, se comparado às exorbitâncas dos restaurantes paulistanos.

Nota 7 para o Caravelas, porque poderia deixar de fazer propaganda enganosa e representar uma estreia um pouco mais saborosa para a viagem. Mas aprovado, porque não deixou de ser gostoso e ninguém passou mal!

* Imagens: M.R. e G.M.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Feriado gastronômico

A pausa de Tiradentes rendeu belas descobertas para o casal.

A viagem a Paraty foi uma delícia, regada a muitos frutos do mar - pratos exóticos, claro, deliciosos.

Em breve, contaremos como foram nossas peripécias.

Por enquanto, um aperitivo do solzinho que rolou por lá:



Imagem: G.M.

domingo, 12 de abril de 2009

Pirajá

Algumas semanas atrás eu já havia discorrido longamente sobre a importância de um bom atendimento para que o gosto da comida não azede, certo?

Pois nesta sexta-feira santa o Restaurant Couple teve uma grata surpresa no Pirajá, um bar bem tradicional de Pinheiros.



Ficamos cerca de 1 hora sentados numa mesinha, à espera de lugar dentro do bar - afinal, minha querida senhora sente frio como ninguém e sentar-se do lado de fora não agradava tanto.

Além de sermos regados a um chopp delicioso (a espuma que assusta, mas não é de todo o mal) e a um caldinho de feijão ao ponto, contamos com a simpatia de um garçom que só faltou nos confidenciar a senha do cartão de crédito.

Além do mineirinho contar todas peripécias dele pelo Brasil, mostrou-se um excelente promoter da rede capitaneada pela Companhia Tradicional de Comércio. E saímos de lá convencidos de que os cinco amigos empreendedores não são fracos, não. Além do Pirajá, os caras tocam o Original, o Astor, a pizzaria Bráz e a Lanchonete da Cidade.

A proposta do Pirajá, especificamente, é resgatar a boemia carioca na megalópole paulista - a começar pelo cardápio, todo caracterizado. Mas acho que quem se senta para tomar um chopp e petiscar nem pensa nisso. E mesmo que faça um esforço, o movimento tipicamente paulistano da esquina Faria Lima x Pedroso de Morais não deixa. Não que isso conte pontos negativos, muito pelo contrário. É uma virtude que, aliada a imagens raras de personalidades ligadas ao samba e à cultura nacional enquadradas nas paredes do bar, torna o local aconchegante e charmoso em meio à paisagem cinzenta da nossa cidade.

Quando nos sentamos à mesa, passamos a ser atendidos pelo Zacarias - outro cara que esbanja simpatia. Lá, saboreamos uma pequena porção de camarões à provençal, que combinaram na medida com o molho de manteiga e ervas. Por fim, provamos uma sobremesa de banana flambada com queijo fresco, ovos e canela, servida dentro de uma panelinha: bom pacas!

Apesar de tantos pedidos, não perdemos a conta: 2 Caldinhos de feijão + 5 chopps + 1 Refrigerante + Uma porção de camarões + Sobremesa + 10% de serviço = R$ 78. A satisfação pelo atendimento foi tamanha que, pela primeira vez em quatro anos, a nossa querida Maricota resolveu pagar um tantinho a mais, arredondando em 80 pilas. Preciso dizer que lá vai mais uma Nota 10?

No lugar de ovos de chocolate, chopp gelado. Para que comer carne se podemos nos deliciar com camarão? Viva a Páscoa!


* Imagens: Reprodução

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Café do Pateo

O rango de domingo não foi na casa da nonna, não reuniu todo mundo pro churrasco nem foi aquele lanchinho de ressaca pós-balada-de-sábado. Como raras vezes acontece, habitou a parte histórica da capital. O almoço foi mais exatamente no Café do Pateo, nos fundos do Pateo do Collegio.

A sugestão, desta vez, partiu da Marcia, mãe da Mari. E foi super acertada. Lá fomos nós - todos os 5 Romão, mais o peso nipônico que vos fala.

O dia estava uma delícia: céu limpo e sol, sem aquela temperatura de frigideira. Depois de uma visitinha à capela do Pateo, nos acomodamos debaixo do frescor daquelas árvores gigantescas do jardim onde fica o restaurante.

O local é agradabilíssimo. Frequentado por gringos, curiosos e habitués, leva o charme do antigo-moderno que poucos locais conseguem imprimir com bom gosto.

Para atender a turistas e tupiniquins, o cardápio é escrito em português e inglês. E tenta dar toques de requinte a pratos típicos paulistanos, como o arroz e feijão, carne seca e picadinho. Algumas massas, para a geração dos congelados. E, para os lights, há opções de lanches leves, fresquinhos e saborosos. Pratos todos entre R$20 e R$30, super acessível.

Para beber, existem vários tipos de sucos naturais, que inclusive podem ser de frutas misturadas e batidas com leite.

E para finalizar o rango, um sem-número de sobremesas de encher os olhos - e a pança.

O mais legal é que, entre uma mordiscada e outra, você pode dar uma voltinha na história. É possível contemplar um dos últimos resquícios da colonização paulista, ao se deparar com a enorme parede feita de terra umidecida, areia, fibras vegetais e - pasmen - sangue de boi e estrume; cruzes que demarcam onde o Papa João Paulo II rezou missas quando esteve em São Paulo - amém!; além da não tão bela vista do centro baixo da cinzenta São Paulo.

O serviço dos garçons não é lá aquelas coisas, mas nada que um pouco de simpatia não consiga driblar.

Fala sério: almoçar uma comidinha de boa, respirando ares jesuítas, pensando que em algum lugar do passado aquele ambiente era o começo de tudo... ah, e de graça (valeu, Waldyr)!!! Impagável, né?

Nota 10 pelo local, pela companhia e pelas good vibrations.

* Imagem: Reprodução

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Komê Sushi

Sábado, dia 28. A gente bem que tentou experimentar um novo restaurante japonês. Entramos, escolhemos uma mesa, decidimos pelo rodízio, mas um problema na cozinha do Sushi do Padre nos fez levantar e partir para a Vila Madalena, onde fica o delicioso Komê Sushi.

O lugar é arrumado, limpo, mas bem simples. Bem diferente desses modernos restaurantes que estão abrindo as portas. O Komê Sushi mostra a que veio porque serve os peixes sempre fresquinhos e pratos quentes bem preparados à vontade. Tem também um temaki de peixe empanado muito saboroso, que eu vivo procurando em outros restaurantes. Mas só lá eles fazem, e de um jeito especial. Um combinação simples de arroz, peixe empanado, molho tarê e gergelim. E o recheio vai até o fim do cone, o que é ótimo, porque comer só arroz com alga não tá com nada.

O serviço também é muito bom. O garçom está sempre atento à mesa. Aos poucos, vem trazendo os pratos, retirando os guardanapos sujos (e são muitos!) e as cumbuquinhas vazias. Rapidamente, pergunta se queremos repetir a dose. Ele é presente na medida.

O casal dividiu a conta dessa vez. Não pesou pra ninguém, porque cada um de nós desembolsou R$ 40. O valor incluiu o rodízio (com tudo a vontade! Shimeji e sashimi contadinho é a maior roubada), bebida e 10%. Pagamos sem dor. Mais uma nota 10.